Qual a real função dos limites de velocidade nas estradas e avenidas brasileiras?

Leonardo Contesini 22 dezembro, 2013 75
Qual a real função dos limites de velocidade nas estradas e avenidas brasileiras?

Sabe aquela multa que você levou a 66 km/h em um trecho de rodovia com limite de 60 km/h? Como você já deve imaginar, não é esse o tipo de excesso que causa milhares de acidentes trágicos todos os anos — embora as autoridades, as estatísticas oficiais e a imprensa, afirmem com veemência que a velocidade mata, os motoristas que dirigem rápido são assassinos em potencial e os radares são um mal necessário.

Será que não estamos fazendo uma conclusão simplista demais? Será que a culpa é mesmo da velocidade, e andar a 66 km/h em uma rodovia te torna um psicopata sobre rodas?

Pesquisando mais a respeito, descobri que “velocidade natural” não é conversa de pé-de-chumbo, e que alguns limites de velocidade são artificialmente baixos e podem até aumentar os riscos de acidente.

Para começar, preciso deixar claro que não acho que deveríamos dirigir como maníacos em disparada por qualquer lugar, nem que velocidades altas não são perigosas, mas não é raro encontrar por aí uma rua, avenida ou rodovia com um limite que parece baixo demais para os padrões modernos de segurança.

Veja por exemplo esse trecho rodoviário abaixo, na rodovia Régis Bittencourt (SP-230/BR-116) em Cajati/SP:

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Agora compare-o com este, na Rodovia Governador Carvalho Pinto (SP-70), em São José dos Campos/SP:

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Nos dois casos temos uma via em área rural, com pista dupla separada por canteiro central e acostamento à direita — tecnicamente idênticas, portanto. Mas a primeira tem o limite de 80 km/h, reduzido para 60 km/h em um trecho mais sinuoso à frente, enquanto a outra tem o limite de velocidade mais alto do país (120 km/h) e é reduzido para 80 km/h em em uma curva mais acentuada alguns quilômetros adiante — onde há um radar pronto para flagrar os motoristas que têm carros modernos e são capazes de fazer curvas a 90 km/h.

Por que dois trechos tão semelhantes têm velocidades tão diferentes? Por que uma delas permite que se viaje em velocidades do século 21 enquanto a outra mantém os limites da época em que não havia duas pistas?

Para entender melhor, vamos ver algo que muita gente queria saber mas não tinha para quem perguntar.

Como são definidos os limites de velocidade?

O ponto de partida para a definição do limite da via é a observação da velocidade operacional. A velocidade operacional é a velocidade abaixo da qual circulam 85% dos motoristas quando condicionados apenas pelos elementos do ambiente viário, sem limites impostos.

Um exemplo é que acontece no estacionamento dos shoppings, onde se dirige naturalmente devagar mesmo sem placas de limite, sem fiscalização e sem estar procurando uma vaga. Ali os elementos que condicionam o comportamento do motorista, são os pedestres, crianças, carros indo e vindo pelos corredores, e entrando e saindo das vagas. Ao perceber esses elementos, o motorista adota instintivamente um comportamento defensivo, e assim anda em velocidade baixa. Ficou claro? Então vamos em frente.

Com a velocidade operacional definida, seguem-se então estudos de engenharia sobre o sistema viário e o ambiente do tráfego, que analisam o volume de tráfego de veículos, pedestres e ciclistas; as condições geográficas e climáticas da região; a largura da via e do acostamento; a função/propósito da via, as condições de visibilidade baseadas em fenômenos naturais recorrentes e no relevo (que define as curvas verticais e horizontais), interseções, confluências e acessos de veículos, além de zonas de risco como escolas e áreas de alta densidade populacional, e até mesmo os padrões de segurança estabelecidos por lei para os automóveis. Esses estudos determinarão se os limites podem ser superiores à velocidade operacional da via, ou devem ser inferiores por questões de segurança.

O método da velocidade operacional é mais aplicado na Europa, enquanto Austrália e EUA usam os estudos de engenharia e até fatores como redução da demanda por combustível e nível de emissões — o caso mais conhecido aconteceu em 1973, quando o congresso americano determinou o limite de 55 mph (89 km/h) como medida de economia de combustível diante da Crise do Petróleo.

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E no Brasil? Como são definidos os limites?

Veja o que a especialista Lúcia Maria Brandão, Mestre em Engenharia de Transportes pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, falou sobre os limites no Brasil em uma entrevista ao site da fabricante de equipamentos de fiscalização Perkons:

“No Brasil não há um método consagrado para definição do limite de velocidade de circulação viária. (…) Infelizmente, cada órgão de trânsito com circunscrição sobre a via define os limites de velocidades sem critério prévio. E não há nenhum órgão que vá aferir se o limite de velocidade de circulação estabelecido para cada trecho de via é seguro para seus cidadãos.”

Como Lúcia mencionou, não há apenas um método, e quase sempre os limites aplicados são os valores padrão dispostos como referência no Código de Trânsito Brasileiro de acordo com o tipo da via — 110 km/h para rodovias, 60 km/h para estradas, 80 km/h para vias rápidas, 20 km/h para vias locais etc —, sem muita clareza sobre os critérios adotados.

A ausência de um órgão que verifique a adequação dos limites, também resulta em algo que vem acontecendo com alguma frequência ultimamente: a redução dos limites em nome de uma suposta segurança que não chega nunca, como mostram os números de vítimas fatais cada vez maiores.

A redução dos limites quase sempre vem acompanhada de radares eletrônicos — nunca de fiscalização ostensiva por agentes de carne e osso, muito mais eficientes por serem capazes de flagrar infrações que os radares não conseguem. Assim, temos um número de multas cada vez maior (e consequentemente recordes de arrecadação), mas nenhuma melhoria significativa na segurança viária em geral. Pior: a fiscalização por radares tornou-se tão presente, que as pessoas estão parando de encarar outros fatores de alto risco como algo perigoso. O motorista anda no limite, mas não larga o celular e ignora o ciclista à direita. Tem como melhorar a segurança?

Talvez você esteja louco para rolar a tela até os comentários e dizer que a “indústria da multa” é alimentada pela matéria-prima composta de motoristas infratores. Em parte, sim. Mas responda para si mesmo apenas uma pergunta: qual o limite do tolerável quando se trata de reduzir os limites de velocidade? Veículos parados não causam/sofrem acidentes, mas que sentido isso faria?

Veja o que diz, a engenheira Lúcia na mesma entrevista mencionada nos parágrafos acima:

“Se a velocidade estabelecida para uma via, que não apresenta condicionantes de entorno que exijam sua redução, for menor que a velocidade operacional, certamente haverá muitas infrações e acidentes. Mas, nesse caso de fato não há um mau comportamento dos motoristas. É uma liberalidade do responsável pela via em limitar a velocidade muito abaixo que a velocidade operacional, que é considerada segura.”

Em palavras fáceis, ela quis dizer que se não houver nada que exija a redução da velocidade operacional (como uma escola ou faixa para bikes) e o limite imposto for mais baixo que ela, há mais chances de haver infrações e acidentes nesse trecho.

As infrações se devem à velocidade operacional combinada a um comportamento padrão de motoristas observado por vários estudos como este, do departamento de estradas de British Columbia, no Canadá, que indica que os motoristas trafegam à velocidade em que consideram seguras mesmo que haja limites de velocidade impostos — sejam eles maiores ou menores que a velocidade considerada razoável.

Mas por que alguém iria impor um limite de velocidade muito abaixo da velocidade operacional se isso resulta em infrações e acidentes?

Talvez este exemplo ajude a clarear as coisas. Veja este trecho da rodovia Raposo Tavares (SP-270), próximo ao km 41:

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Trata-se de uma descida que termina em curva onde as mudanças de faixa são proibidas, mas com acostamento, guard rail, uma longa subida adiante e um radar convenientemente instalado na saída da curva (o ponto de reaceleração para encarar a subida). Se a ideia é prevenir acidentes, o que deve ser baixa é a velocidade de entrada na curva, não a de saída. Mais além: será mesmo que os carros modernos (a frota brasileira tem idade média de oito anos) não conseguem vencer uma curva dessa a 80 km/h?

Agora compare com esta outra descida na rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-125) em Campos do Jordão/SP:

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O mesmo limite de velocidade, mas condições diferentes: não há guard-rails (atrás da vegetação há um barranco de 50 metros), não há faixa dupla para a descida, não há mureta separando os sentidos opostos, e a descida continua por cerca de 20 km. Também não há radares para garantir que todos dirijam dentro dos limites de segurança.

Será mesmo que estes dois trechos têm a mesma velocidade operacional e as mesmas condições de entorno para terem o mesmo limite de velocidade? Por que só uma delas (a mais movimentada) tem um radar para garantir a velocidade “segura”?

Quando a velocidade se torna um fator de risco?

Respondendo de modo direto: quando ela é inadequada às condições de trânsito. Estamos acostumados a falar sempre em “excesso de velocidade”, o que dá a impressão de que somente as altas velocidades são perigosas, mas você não precisa estar acima dos limites para ter uma situação de risco — é por isso que nosso código de trânsito prevê uma velocidade mínima para cada tipo de via.

Como vimos mais acima, quando o limite imposto for baixo demais para as condições (e não houver fiscalização ostensiva), a maioria dos motoristas viajará em velocidades superiores ao limite, enquanto alguns poucos irão respeitar o limite — por obediência às leis, ou por achar que aquela é a velocidade natural para sua viagem.

O risco, contudo, não é a infração dos limites, e sim as diferenças de velocidade resultantes desse comportamento observado. Imagine uma multidão de pessoas caminhando na mesma velocidade quando, repentinamente, uma delas para. A multidão “atropela” a pessoa que parou, não é mesmo? Agora substitua “pessoas” por “carros” e o conceito ficará mais claro.

Quem explica isso é o estudo publicado por David Solomon em 1964 nos EUA, conhecido como “Crash Risk Curve”, que pesquisou a relação entre a velocidade média e os índices de colisões.

Solomon observou mais de 10.000 carros e seus motoristas e como as condições de veículo, via e outros motoristas afetam as chances de acidentes. Ele descobriu que a probabilidade de se envolver em um acidente em relação à velocidade forma um gráfico em U, no qual as velocidades mais próximas do ponto médio (velocidade média) são aquelas onde há menos chances de acidentes. Quanto mais as velocidades se afastam deste ponto médio — seja para cima ou para baixo —, maior o risco de acidentes.

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Note que a variação de 20 mph abaixo do ponto médio (zero) tem mais chances de acidentes do que uma variação de 20 mph acima do ponto médio

Colocando em prática: se em uma rodovia com velocidade média (operacional) de 85 km/h for estabelecido um limite de 50 km/h, quem trafegar a 50 km/h, ele se tornará um elemento de risco para aqueles que transitam a 85 km/h, pois ele estará muito abaixo da velocidade média da via. Foi por isso que quase tive um ataque cardíaco quando, na Via Dutra, o motorista à minha frente reduziu para 20 km/h por não ter entendido a sinalização do novo acesso à cidade. Se um carro a 100 km/h nos acertasse em cheio, a culpa seria do excesso de velocidade?

Da mesma forma, uma moto trafegando a 70 km/h no “corredor” de carros parados ou a 30 km/h, tem mais chances de se envolver em um acidente do que andando em comboio a 30 km/h ou a 70 km/h. Você ficaria surpreso ao saber que 41% das 42.000 mortes anuais no trânsito brasileiro são resultantes de acidentes com motocicletas?

Não estou dizendo que andar devagar é perigoso, nem pregando que devemos acelerar o máximo possível. O que pretendo aqui é esclarecer que nem todos os limites impostos estão corretos e nem sempre a redução dos limites traz segurança. O enfoque da segurança deve estar na adequação dos limites à velocidade operacional, como mostra, mais uma vez, a engenheira Lúcia Brandão na mesma entrevista à Perkons:

Assim, tendo em vista a importância da velocidade operacional para a definição da velocidade regulamentar (limite) para a via (…), é importante identificar como as características gerais da geometria viária afetam a velocidade operacional. (…) Esta identificação contribui para o estabelecimento de velocidades limites mais realistas e que possam assim ser mais naturalmente obedecidas pelos usuários e, com isso, reduzir o número e a severidade dos acidentes em rodovias causados pelo fator velocidade.

O que acontece quando você aumenta o limite de velocidade?

Bem, pode parecer fora de lógica para muita gente, mas em certos casos aumentar o limite de velocidade é a coisa mais segura a se fazer.

Se você pegar o estudo Parker, publicado nos EUA pela Federal Highway Administration em 1997, com o título “Os Efeitos do Aumento e da Redução dos Limites de Velocidade em Trechos Rodoviários Selecionados”, no qual os limites foram aumentados e reduzidos em todo o território americano e teve uma amostragem de 1,6 milhão de carros, a velocidade dos carros não teve grande variação (mais uma vez, a velocidade operacional dando as caras), mas os acidentes aumentaram quando os limites foram reduzidos, e diminuíram 11,3% onde eles foram aumentados.

Como resolver o problema, então?

Já reparou o comportamento dos motoristas diante de um posto da Polícia Rodoviária? Se você quer que as pessoas reduzam a velocidade, coloque uma viatura na borda da pista, bem visível e com vários agentes ao redor.

O problema é que quando isso acontece, as pessoas reduzem a velocidade e isso não gera arrecadação. Além disso, em vez de investir em “efetivo” como se diz no jargão policial, os governos preferem comprar gadgets como pardais e lombadas eletrônicas, que fazem uma fiscalização incompleta e acabam levando muitos departamentos de trânsito a um sucateamento funcional pela defasagem do número de funcionários.

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Quem tem menos de 25 anos nunca viu uma cena dessa

A culpa também é nossa: a maioria dos condutores brasileiros não sabe identificar condições adversas que exigem a redução da velocidade. Ou seja: não sabemos a hora de tirar o pé.

Isso é resultado de dois fatores: o primeiro, é a fiscalização punitiva como substituta da orientação das autoridades. A fiscalização tem finalidade educativa e reforça as referências de certo e errado — as leis, nesse caso.

O outro é a falta de qualidade do processo de habilitação e treinamento dos condutores no Brasil, que, segundo especialistas, não é suficiente para formar bons motoristas e motociclistas. Existe uma relação direta entre a qualidade da formação dos condutores e o número de acidentes fatais. No Reino Unido, onde a taxa de mortes no trânsito é a menor por 100.00 habitantes, por exemplo, o candidato a motorista precisa passar por cinco tipos diferentes de testes, que vão da legislação de trânsito à identificação de fatores de risco no trânsito. Na Dinamarca, um dos países com a menor taxa de mortalidade por bilhão de quilômetros rodados, os candidatos precisam ser aprovados em um teste de controle do carro em condições adversas, como gelo sobre a pista.

Além de tudo isso, há a questão da noção de impunidade e a falta de severidade das leis em casos de acidentes fatais causados por imprudência. O caso do ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho é emblemático: ele estava embriagado e causou a morte de dois jovens ao colidir seu Passat Variant a 190 km/h contra o Honda Fit das vítimas. Isso aconteceu em 2009 e até hoje o julgamento não aconteceu.

Não é apenas a velocidade

Outro reflexo da formação dos condutores é que 30% dos acidentes fatais nos países desenvolvidos têm relação com a velocidade inadequada, e no Brasil chega a 50%.

Certo. Considerando que 42.000 pessoas morrem por ano no trânsito brasileiro, se hipoteticamente nenhum acidente tivesse a velocidade inadequada como fator de risco, ainda teríamos 21.000 mortes por ano, número suficiente para manter o Brasil no top ten de mortes no trânsito.

Assim, não é preciso base estatística, técnica ou acadêmica para concluir que há outros fatores de risco tão letais quanto acelerar demais no lugar errado. Segundo uma pesquisa recente do Ministério da Saúde, 21% dos acidentes de trânsito no Brasil estão relacionados ao consumo excessivo de álcool (e quaisquer outras substâncias que afetam o sistema nervoso central), que provoca alteração da percepção, e por sua vez afeta o senso de julgamento e a capacidade de reação do motorista.

Sim, a embriaguez pode levar o motorista a acelerar a uma velocidade inadequada e se envolver em um acidente, mas nesse caso, teria sido a velocidade ou a incapacidade do motorista de dominar o carro resultante do consumo de álcool? Ele não poderia por exemplo furar um semáforo vermelho ou passar reto em uma curva?

Outro fator que agrava as estatísticas do trânsito brasileiro é um assunto polêmico: a segurança dos carros. No começo deste ano a Associated Press publicou um estudo que apontava a falta de segurança dos carros brasileiros como um dos principais responsáveis pelos índices de fatalidades no trânsito. Embora a nossa frota seja relativamente nova, com idade média de oito anos, a segurança deles é obsoleta. Airbags e ABS serão obrigatórios somente no próximo ano e os testes de impacto da LatinNCAP mostraram que a estrutura, enfraquecida pela economia em escala proporcionada pela redução de pontos de solda em alguns modelos, também não é das melhores.

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Poderia estar aí a diferença de 20% do número total de mortes por velocidade inadequada em relação aos países desenvolvidos? Talvez, mas é difícil precisar pois o Brasil não tem estatísticas oficiais a respeito.

O resultado

Com fiscalização deficiente, falta de educação e preparação adequada, e leis ultrapassadas passíveis de (des)interpretações, sobram brechas para livrar a cara dos verdadeiros criminosos motorizados, enquanto o cidadão que está viajando em segurança com a família é punido por um “excesso” declarado pela arbitrariedade e flagrado por uma máquina burra.

Como vimos, culpar a velocidade pela falta de segurança no trânsito tem ajudado mais os cofres públicos do que as vidas públicas. Obviamente é preciso fiscalizar os abusos, mas acima de tudo, é preciso levar o trânsito como um todo mais a sério — e isso vale tanto para as autoridades quanto para os cidadãos. Em vez de copiar apenas a “tendência” de redução de velocidade dos países desenvolvidos, por que não nos concentramos também em importar a segurança nos carros, a qualidade da formação de condutores e modelos mais eficazes de convívio pacífico entre diferentes tipos de transporte?

[Fotos: LatinNCAP, Google Street View, Anfavea, Marc's Garage Archives]

  • FerkoSTi

    Matéria fantástica, realmente é ridiculo estar a 90-100 em plena rodovia, e ter que freiar bruscamente por outros carros “seguindo a lei” ou por infinitos radares…

    • Djalma Junior

      Ridículo mesmo é ter uma rodovia como a BR-104 em que a velocidade natural dela é de + ou – 130 km/h sendo que os pardais limitam em 50 km/h… Dentro do perímetro urbano da até pra entender, mas fora dele é meio sem sentido esse limite imposto….

      • CorsarioViajante

        O mais perigoso é que pela falta de critério ninguém segue mais lei nenhuma, pois perde a confiança no sistema.

  • Joel Gayeski

    Muitas estradas poderiam ter seu limite aumentado em 10 ou 20 km/h sem problema algum. A não ser pra nosso doutos políticos que arrumam um sempre um jeito de nos tomar uns pila.

  • Homero Luz

    O maior problema de fiscalização humana é a corrupção todos nós sabemos que a nossa policia vai arrecadar de forma particular subornos para não multar

    • Sinatra

      Ao menos com a polícia você tem chances de cair na mão de um policial honesto e de bom senso. Com o radar não tem conversa, nem análise subjetiva da situação.
      Vou fazer uma pergunta “pesada”: melhor deixar R$50,00 na mão do policial mal remunerado ou R$127,69 e mais uns pontinhos na mão do governo?

      • Homero Luz

        Cara o radar não erra se ele multou você ou eu como já foi meu caso passamos acima do limite, desrespeitamos uma lei, e policial que aceita propina é vagabundo para mim e lugar de vagabunda é em cana e quem paga propina tinha que dividir a cela dois vagabundos, policial mal remunerado onde? PRF ganha mais de 5000 militar em todos estados é ensimo médio e ganha maios que professor que tem que ter faculdade então para mim tão ganhando bem, e militar aqui no PR onde moro ganha mais de 3000 + adicionais eu não acho pouco se o cara recebe propina tinha que ser demitido e preso quem paga a propina em caso de transito perder o carro ir preso e nunca mais poder dirigir na vida.

        • Sinatra

          O radar, na medição da velocidade, é um equipamento preciso, porém ele é incapaz de contextualizar uma coisa chamada velocidade operacional, elemento subjetivo e intimamente ligado à segurança viária (conforme o texto muito bem explica). Portanto, por mais que o radar não erre objetivamente, sua utilização em um contexto equivocado constitui erro ou desvio de finalidade.
          A precisão de um equipamento não se confunde com a finalidade de sua aplicação.
          E sim, propina é uma corrupção, assim como planejar a fiscalização viária mirando na arrecadação e não na melhoria do trânsito e na segurança é uma corrupção maior ainda.
          PRF é um universo a parte, mas a polícia militar é sim mal remunerada, ou você acha muito três mil e poucos reais (brutos) para encarar um trabalho exaustivo, estressante, com risco de vida diário e sem contar com equipamentos adequados para tanto? Contar cifras é fácil quando se tem um trabalho seguro em uma sala com ar condicionado, mas trocar tiro com vagabundo e entrar em favela e boca de droga ninguém quer pelo que eles ganham.

          • Homero Luz

            Bem eu sei que o radar não contextualiza mas alias é uma lei deve lida e pronto o limite ´´e imposto em X e deve ser cumprido eu assim como você meu caro n]ao concordo com limites em certos lugares, mas deve ter fiscalização sim para não virar loucura e nós sabemos que se aumentar os limites ou baixar a fiscalização vai ter muito maluco andando acima do limite operacional que é um conceito muito bom mas não lei infelizmente temos que cumprir as leis, claro devemo tentar muda-las quando essas não nos agradam, e enfim trabalho de risco(não porto arma mas trabalho diretamento com valores e pessoas portando armas inclusive na rua) o meu é não tão de risco como um policial claro, ,mas mau remunerado não acho um professor que estudou mais ganha menos em relação a isso eu acho sim que um policial ganha bem, um professor de ensino médio não chega a 2000 de base e tem nivel superior, uma técnica em enfermagem tem o piso em 1080 reais e tem ensino técnico o policial militar ganha pouco mais de 3000 com ensino médio eu continuo achando que avaliando as circunstancias e não só sifras ele ganha bem ao menos comparado com outros profissionais

        • ochateador

          Problema é se o radar está com problemas e pega a velocidade errada….
          Aí fode.

    • Alvaro Carneiro

      A fiscalização humana brasileira certo? Porque nos países civilizados a corrupção de agentes de transito não é igual no brasil.

      • Homero Luz

        Sim falo do Brasil e no maximo Uruguai nunca fui a outros países não tem como falar

  • Antonio C Salles

    Excelente matéria, parabéns. Eu trabalho em Belo Horizonte e vivo sob a tirania do limite de 60 Km/h pela cidade toda. Mesmo num carro 1.0, tenho a impressão que gasto mais combustível e troco tantas marchas porque a velocidade é baixa demais para grande parte dos trechos. Os pardais garantem a arrecadação, mas nunca vejo guardas para impedir que ônibus ou caminhões usem as 3 faixas da Av. Cristiano Machado ou do Anel Rodoviário, na subida, deixando centenas de motoristas rodando a 15 Km/h e provocando uma retenção imensa.

    • CorsarioViajante

      É bem isso mesmo. Conheço gente distraída que leva multa direto: 65km/h em trecho de 60km/h, 85 de madrugada na avenida que é 80, e assim por diante.
      Em compensação, quem realmente dirige perigosamente (como um cara que quase atropelou um ciclista pq estava ultrapassando pelo acostamento) fica impune.

    • Faioli

      Concordo, o trânsito de BH e um caso quase perdido, a eterna briga pela responsabilidade do anel rodoviário, aquilo que deveria ser uma pista de rodagem rápida com pistas amplas fica presa nos 70km/h e nos funis de duas faixas.

    • Daniel Coelho

      vijo o mesmo drama que vc amigo, aqui em Bh tah dificil viu…

  • Filipe Santos

    Concordo com essa materia em cada letra colocada… O maior problema como todos nos sabemos e a questão do $$ gerando uma arrecadação monstra para o governo e para as empresas que administram os sistemas de radares no Brasil. Ja tinha algumas reportagens em que se colocava o pardal onde queriam e regulavam ele para fazer faucatruas! Queria que TODOS sem nenhuma excessão lesse este artigo! Quando boa parte das vias de 80 eu trafego a 100, ou 110, relativo ao transito, falam que ando ” correndo ” queria q esta sabedoria se estendesse a todos!

    Mas tenho uma ressalva.

    O povo brasileiro e suas auto escolas, que praticamente te orientam a tirar a carteira, e nao o fazem de fato se tornar um motorista, fico pensando, como é que pode nao passar os conhecimentos BASICOS para as pessoas , e estas quando pegam no volante fazem as coisas como querem?

    Certa vez em uma auto escola, o professor disse… ” Estamos ORIENTANDO vocês a passarem na prova do DETRAN , que quando pegarem a carteira, dirijem como quiser!”

    Após esta frase fiquei pensando, como é que pode ensinar isso? Ou seja, infelizmente muitos sao ORIENTADOS, e nao ENSINADOS como deveriam! Parece que fazem uma lavagem na cabeça das pessoas onde voce e um ASSASSINO quando passa da velocidade da via. Sem educação em CASA, ESCOLA, AUTO ESCOLA…. o motorista ou melhor… mautorista sai fazendo o que quer e como quer… e assim, tornando cada vez mais a facilidade de ocorrer acidentes por coisas tão futeis quanto mesmo, barberagens no transito! infelizmente, o conhecimento falta.. e a ignorancia progride!

    • Sinatra

      Esse é o problema elementar, Filipe. Se a base do trânsito, que é a formação do condutor, apresenta este nível de deficiência, qualquer coisa que se faça à partir disso não terá o efeito desejado pela própria aptidão do elemento principal do trânsito: o motorista.
      No fundo, discutir elementos de melhoria de tráfego sempre vai esbarrar nesta questão, que é elemento essencial para o funcionamento de toda e qualquer lei ou sistema que se projete.

      • Filipe Santos

        Exatamente… por isso dei como ressalva… se nao temos uma educação… como podemos passar isso desapercebido? Nossa educação e fragil dsd o inicio… temos muito o que evoluir para termos uma mente para projetarmos uma via com segurança… em Brasilia onde moro, é estranho vermos as pistas… as curvas os finais delas jogam o carro para fora, as pistas nao sao planas… parece q foi feito em cima de pedregulhos onde o carro fica pulando … por este motivo, acho falho esta parte! Queremos um transito melhor? Que possamos andar em velocidade maiores, com tranquilidade… SIM… mas nao temos educação para isso! :( Triste e lamentavel!

  • Skiegaard

    $$$ é só isso que o governo quer, segurança é secundário.

  • CorsarioViajante

    Bom rever este ótimo artigo por aqui!
    A histeria em torno da velocidade atual é um saco.
    O problema mesmo é a idiotice, seja de correr demais ou de menos, seja de não respeitar seus limites, seja de não respeitar os demais.

    • Filipe Santos

      O importante sempre é ser coerente… ser besta demais e sair costurando todo mundo também não é viavel. Mas se ao menos o pessoal ter a noção de andar na boa e ter o respeito comum na via… isso nao tem problema nenhum! :)

      • CorsarioViajante

        Exato. As raras vezes que preciso andar rápido, fico na esquerda, já peço passagem de longe para dar tempo para a pessoa se planejar, não colo e não fico jogando farol ou fazendo pressão desnecessária… Infelizmente tem gente que nem quer andar rápido, mas sim gosta da “emoção” de ficar costurando e fazendo outras “manobras” de piloto de fuga.

  • WillShaks

    A PF conseguia perseguir alguém com aquele Gol chaleira?
    Melhor que a PM daqui de Itapema-SC que faz blitz com uma Kombi sucateada…
    Mais antiga que esta que aparece batida aí…

    • Sinatra

      Will,

      A Kombi devem usar apenas por ser veículo barato para transporte de bastante pessoal até o local da blitz, mas jamais como veículo de interceptação dos que desviam da blitz. Para isso usam motocicletas, que no trânsito é infinitamente mais eficiente do que qualquer viatura de 4 rodas.

      • André K

        Na prática as pessoas esquecem da capacidade de organização (ou melhor, da TEÓRICA capacidade de organização) da força policial. Devido à essa capacidade, uma força com uma dúzia de Gol chaleira ou mesmo fuscas 1300L (ah, as antigas Rádio Patrulhas…) pode (ok, aqui no Brasil, poderia) organizar por rádio um bloqueio que o fugitivo, mesmo à velocidades altas, não escapa.

        _____
        42

        • WillShaks

          isso é verdade, mas aqui no Brasil essa dúzia não existe, usam apenas 1 ou 2 viaturas…..

          • ochateador

            Se usarem a viatura né…
            Porque o que mais vejo é policial chegando no local necessário 3 horas depois, aí não adianta nada mesmo.

      • WillShaks

        Concordo, mas a blitz organizada aqui por conta da temporada (Itapema possui lindas praias e localiza-se entre Baln. Camboriú e Bombinhas) e grande fluxo de veículos (e criminosos hehe) é feita APENAS com a Kombosa e 2 PMs!!! Nada de motos, bicicleta ou outra viatura!
        Desse jeito eles vão pegar aquele coitado que parou e está com o estepe vazio, enquanto o traficante ou o cara com uma ranger argentina cheia de dólares não declarados (como a PF apreendeu semana passada aqui em Porto Belo) passa de bOa!

  • Sinatra

    Gloriosa matéria!!
    Adoro encaminhar por e-mail aos conhecidos que insistem na filosofia do “quanto mais de vagar, mais seguro”. Ainda bem que foi uma das primeiras a ser trazida ao FlatOut.

    • Giorgio Huwe

      Concordo, é uma das melhores matérias que já li. Muito bem escolhida pra passar rápido para o novo site.

    • Homero Luz

      Me responda uma pancada a 110 Km ou a 180 Km qual faz mais ferimento sendo o mesmo carro, padrão carros vendidos no Brasil da ampla maioria dos brasileiros

      • Sinatra

        Você não leu a matéria, não é mesmo?

        • Homero Luz

          Li sim cara

          • ochateador

            Bom, o que você entendeu dessa leitura?

      • Daniel Coelho

        nenhuma, as duas velocidades matam na hora rs… “sendo o mesmo carro, padrão carros vendidos no Brasil da ampla maioria dos brasileiros”

  • Brunovisky

    Esse video do TAC deveria ser obrigatorio nas auto escolas, como aquele que mostravam os acidentes.
    Nao sei voces, mas mesmo ja tendo um comportamento defensivo no volante eu fico mais atento ainda depois de ver algum video de acidente. Este tipo de video serve pras pessoas verem que dirigir nao e brincadeira, e acredito que este choque e importante na formacao dos motoristas.

  • bcayres

    Não sei como as coisas se dão nas cidades de vocês, mas aqui em Salvador as provas práticas para tirar a carteira de motorista são feitas em trecho com limite de 30KM/H! COMO PODE? Alguém estará preparado pra dirigir em vias de 90-110km/h se a prova só exige que saiba conduzir a 30? Todo o sistema brasileiro está cheio de falhas.

    • Giorgio Huwe

      Sem dizer que aqui onde eu moro (Lajeado, interior do RS), o instrutor nem sequer deixa o aluno passar da terceira marcha. Não sei se isso é uma regra, mas acho completamente desnecessário.

      • bcayres

        Quando fiz o exame (há uns 7 anos), fui reprovado por passar a terceira marcha! Acredite se quiser. O trecho tem limite de 30, como pode alguém ser avaliado a 20-25km/h? Isso é um absurdo, cara!

        • Sávio Henrique Araújo

          Bem, aqui em Brasília fazemos teste com variação de velocidade, que pegam vias de no máximo 60km/h. Pelo menos a linha que eu fiz, demonstra aptidão em diversos fatores (pedestres, situações atípicas e etc). Consegui desenvolver até uma 4°. KKKKK

        • Giorgio Huwe

          Sem contar os testes de motos que, aqui na minha cidade, são feitos em lugares fechados, sem nenhum tipo de trânsito ao redor nem nada disso. Meu professor de teórica acha isso um absurdo, já que a pessoa não desenvolve nenhum tipo de noção de espaço no trânsito.

      • ochateador

        Até 3º pode, passou disso = reprovado.
        Foi isso que vários introdutores em Piracicaba-SP me falaram.

        • Giorgio Huwe

          E isso tem algum motivo em especial? Ou é só uma regra pra complicar a vida de quem está aprendendo?

          • ochateador

            Bem, se considerar que nego tá aprendendo a dirigir o carro e nem sabe controlar direito (em parte por medo, em parte pela péssima instrução) acho que é mais por segurança mesmo, fora que você dirige 1.0 mexido e a 3º malemá rende 35KM/h….

        • Adriano Garcez

          Aqui no ES é a mesma coisa. Passou de 40 km/h, é reprovação imediata, mas boa parte do trecho é transitado de segunda a menos de 30 km/h.

      • Eduardo Pruvinelli da Silva

        Nossa. Moro em Porto Alegre e na primeira aula prática já meti 60 km/h em quinta no Fox 1.0. Não faz sentido isso.

        • ochateador

          Na avaliação você fez o mesmo?

          Como eu disse aí em cima, “Até 3º pode, passou disso = reprovado.
          Foi isso que vários introdutores em Piracicaba-SP me falaram.”
          Dizem que é regra do detran.

          • Eduardo Pruvinelli da Silva

            Aí eu já não me lembro… mas 3ª com certeza eu coloquei.

    • Sidney Mitz

      Pior que é foda na auto escola e até mesmo nos testes do DETRAN deveriam mostrar para quem está querendo se habilitar ja ir se acostumando com as reais situações que irá enfrentar no transito. Estou fazendo a carteira ainda, mas ao que se aprende ali nao será aplicado na pratica. Minha mae que até 1 ano atrás mais ou menos nao passava para quarta marcha !!! Que seguia exatamente o que falavam na auto escola.

  • Leo Ianze

    A coisa toda é tão complicada que por vezes é difícil assimilar, vejam, li notícias recentes de que a PRF irá colocar placas ao longo da BR 101/376 em SC pedindo aos motoristas que não diminuam a velocidade ao passar pelos postos rodoviários para evitar congestionamentos, muito bem, mas e os radares? E as infinitas e seculares obras que a Concessionaria Litoral Sul insiste em não finalizar? E aí?

    • André K

      Aqui em SP, em plena Imigrantes (e em outras também) a Polícia Rodoviária bloqueia 2 das 4 faixas da via, próximo ao posto rodoviário, para… para… para nada!? É para nada mesmo! Na imensa maioria dos casos nem policial olhando tem. É tão ridículo…

      _____
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  • ochateador

    OFF: aqui (com Firefox) tem 2 imagens que só mostra o link e 1 vídeo como privado

    ON:
    Maior problema ao meu ver é definir a velocidade adequada, pois sempre vai ter um ignorante extrapolando o limite e pondo em risco a segurança de outras pessoas.
    Mas o que ajudaria (e muito) a diminuir os acidente seria investir em transporte públicos (nas cidades: metrôs, ônibus; entre as cidades: trens), só duplicar a frota em alguns locais já ajuda muito….

  • Paulo_Mopar

    A união de todos esses fatores que leva a tragédia que é o trânsito brasileiro.

    Mas na minha opinião a falta de preparo da maioria dos “motoristas” é o principal causador de tantos acidentes.

  • Diogo Rengel Santos

    Texto sensacional mesmo a ser preservado no Flatout

    Em tempo, tem um vídeo que segue a mesma linha de raciocínio do artigo e que foi feito no Canadá (o que é mais interessante, ainda mais considerando a base cultural deles) http://www.youtube.com/watch?v=2BKdbxX1pDw

    • http://www.sergiodouglas.com Sérgio Douglas

      Neste vídeo aos 5:46 tem um crash test muito bom. Um carro 1959 “contra” um 2009 e o resultado é o que a teoria fala. O carro moderno é mole mais cuida bem do motorista e o antigo é duro e acaba com o motorista.

  • Leo Ceregatti

    Tem um vídeo gringo (acho que foi um canadense que fez) falando sobre isso, qual seria o limite, velocidade operacional, etc.

    Matéria muito rica em informação e que abre espaço para o debate; mas concordo com o pessoal que mencionou o ponto fundamental “da coisa” – brasileiro não tem educação no trânsito (nem comentarei outros aspectos…).

  • Kidjapa

    Bom, na BR-101 vão colocar lombadas eletrônicas de 50km/h sendo o limite máximo de 100km/h para veículos leves e 80km/h para veículos pesados. Quando eu vi o projeto nem me acreditei. Só olhar no histórico do Jornal do Santa ou algum jornal da região;

  • major505

    Eu perdi minha carta de motorista nessa da raposo tavares. Estava indo para Cotia, e pensando na morte da bezerra e nem me toquei no limite absurdo de 60 km/h. Passei a 100, multa gravissima, 500 e poucos reais de multa, e estourei a pontuação.

    • Daniel Eduardo Caldeira

      No caso, não é por estourar a pontuação, a infração por excesso acima de 50% por si só já suspende o direito de dirigir…

      Estou brigando com o Detran-PR pois querem suspender minha CNH pq passei a “criminosos” 93km/h num trecho da regis… Pista dupla, 2 faixas (abrindo pra 3 após o radar criminosamente escondido), com acostamento , reto e final de descida antes de uma subida.
      Estava com um Corsa Premium (projeto Opel alemã… por onde anda tranquilamente a velocidades entre 150-170km/h nas autobahns)… De dia, sem chuva, estrada livre…
      Dai colocaram um radar de 60km/h num trecho em que a velocidade natural é 100km/h. No mesmo dia, dois amigos meus passaram pelo trecho e tomaram multa no mesmo lugar (ninguem viu o radar, muito menos sinalização). Um deles estava num Azera e passou a 100km/h, o outro num Vectra e foi “flagrado” com os mesmos 93km/h do meu caso.
      Ambos se “safaram” pq os carros estavam no nome de empresa… pagaram a multa em dobro e não indicaram motorista para pontuação/suspensão.

      • major505

        Sim, mas ali ainda por cima estourou tb minha pontuação com a multa gravissima. Eu vinha acumulando pequenas infrações como que surgiam como mágica. Tipo radar era de 100 km/h e a velocidade considerada era 102 kn/h, ai arranca uma multinha, aqui, outra ali, quando vc viu já foi uma caralhada em multa.

        Ainda bem que hoje em dia não viajo tanto a serviço, mas essa época eu vivia em estrada.

      • Carlos Eduardo Broglio Gasperi

        Daniel, tomei multa no mesmo trecho. O que vc está alegando?Deu certo? abs

  • LeonardoXR3

    Infelizmente nosso governo está pouco se lixando para salvar vidas no trânsito. Maior prova disso foi o absurdo de querer adiar o prazo do início da fabricação de veículos com Air Bag e ABS em mais dois anos. Ainda bem que voltaram atrás nessa ideia tosca. Equipar as polícias de trânsito e aumentar seu efetivo não geram receita para o Estado. O negócio deles é apenas multar.

  • Maiquel Machado

    Ótima matéria!
    Como foi dito, basta colocar uma viatura da policia na lateral da pista que o cidadão diminui a velocidade. Acredito que se as pessoas diminuíssem a velocidade para o limite da pista estaria bom, mas o que acontece na verdade é que as pessoas diminuem a velocidade para 20 Km/h quando veem uma viatura da policia.
    Acho que a maioria anda sempre fora dos limites e quando se deparam com a policia acham que não serão multadas se passarem a 20 Km/h, porem se a rodovia tem limite de 80 Km/h que sentido faz passar a 20? O mesmo acontece com os pardais e radares!
    Isso causa congestionamentos e acidentes pelo simples fato de que muitos motoristas são inexperientes e mal ensinados como foi dito na matéria.
    Parabéns pessoal do FlatOut!

  • KzR

    Perfeito. A falta de critério e estudo prévio norteiam o estabelecimento de limites incompatíveis com a velocidade operacional. Além disso é necessário melhorar a qualidade de condutores e da condição do asfalto, da construção dos carros e da fiscalização e apuração de abusos. Ou seja, quase tudo!

  • Pedro Muniz

    Piadinha sem graça =P
    Um cara estava numa via a 80 km e viu uma placa:
    Reduza a 50 km. Ele reduziu.
    Depois, Reduza a 20 km, ele ficou louco e reduziu.
    Depois, reduza a 5 km, bufando, mas com medo, ainda reduziu.
    Depois de um tempo viu uma placa, Bem-vindo a Reduza.

  • Hilton

    Faltou falar sobre a condição das estradas e das vias públicas…que também agravam os acidentes…

  • David Diniz

    Quem é de SP sabe que se pegar a rodovia dos Bandeirantes ou mesmo a Carvalho pinto é mais seguro trafegar a 140 ou mais do que ficar a 120Km/h, Especialmente na rodovia dos bandeirantes que tem trecho que literalmente dá para sentar o pé sem problema nenhum.

  • marcelo

    nunca concordei com essa de “industria da multa” se vc adquire a CNH vc automaticamente concorda com os “termos de uso” entao sabe ou deveria saber das regras para transitar nas vias e nao tem o direito de reclamar se infringir a lei.

    • LeandroL641

      O problema é quando os “termos de uso” mudam toda hora como acontece em SP, baixam de 50 pra 40 e de 40 pra 30.
      A Fia não pode mudar as regras do campeonato de F1 durante uma corrida, assim como a Fifa não pode mudar as regras durante o jogo. Questão de lógica.

  • Eduardo El Akkari Sallum

    “Airbags e ABS serão obrigatórios somente no próximo ano”. Essa matéria foi copiada do antigo Jalopnik. Adoro as matérias do Jalopnik. Reciclem mais matérias saudosistas. Hoje, para você ter ideia, como o Jalopnik BR foi desativado, só consigo acessar seu conteúdo acessando pelo cache do google. Gosto mto tbm do FlatOut! Graças a vocês, aprendi muito de carro. Obrigado de coração!!!

    • Leo

      Eduardo, ela foi escrita em 2013. Dá uma olhada lá embaixo do título.

  • Farion

    Cara, já andei por estradas nos Estados Unidos e todo mundo anda na mesma pegada, entre 120km/h e 140km/h. A estrada flui. Raramente se vê acidentes. Inclusive os caminhões andam nessa pegada. Os carros mantêm uma distância segura, de pelo menos uns 2 carros à sua frente. Quem quiser ultrapassar tem espaço de sobra. Ninguém fica colando na sua bunda pra passar, é só mudar de faixa, eles ultrapassam por qualquer faixa, não só pela esquerda. Sei lá, no Brasil o problema é cultural mesmo.

  • AMARILDO

    ACHO QUE VOU COMEÇAR A ANDAR NO ACOSTAMENTO, POIS NA REGIS O LIMITE É 110KM, VC ANDA A 92 KM E LEVA MULTA GRAVÍSSIMA NO TRECHO DE CAJATI E BARRA DO TURVO, É BRINCADEIRA LEVEI DUAS MULTA COM O MESMA VELOCIDADE E VALOR, SE ANDO A 60 KM SOU EMPURRADO POR CAMINHOES AÍ FIK DIFICIL VIAJAR TRANQUILO…E NO ACOSTAMENTO É PROIBIDO SUJEITO A MULTA….

    • Carlos Eduardo Broglio Gasperi

      Amarildo levei a mesma multa no mesmo trecho. Alguma sugestão de defesa?abs