1.000 Mile Trial: a corrida que mostrou ao mundo que os carros vieram para ficar

Dalmo Hernandes 28 dezembro, 2014 64
1.000 Mile Trial: a corrida que mostrou ao mundo que os carros vieram para ficar

Para quase todos nós, é virtualmente impossível imaginar nossas vidas sem os carros — especialmente se você lê o FlatOut, pois para você carros certamente são muito mais que meios de transporte.

Só que a situação era bem diferente no início do século passado: o automóvel era uma invenção recente e, ainda que muitos tenham se tornado entusiastas no momento em que descobriram aquelas “carruagens sem cavalos”, muitos mais jamais acreditavam que eles, os cavalos, poderiam ser subtraídos da equação e substituídos por motores de combustão interna.

Na verdade as pessoas não gostavam muito daquelas máquinas, que assustavam os animais e levantavam enormes nuvens de poeira quando passavam a “toda velocidade”.

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Foi então que um bando de malucos o Clube do Automóvel do Reino Unido e da Irlanda decidiu provar que esses caras estavam errados. Ou melhor, provar que, mesmo em desenvolvimento, o carro já era “um meio de locomoção sério e confiável, e não um brinquedo perigoso para seu dono e para o público”. Imagine: um grupo de distintos cavalheiros discutindo uma forma de provar para todas as outras pessoas que aquela máquina lenta, barulhenta e frágil poderia, um dia, mudar o mundo. O que eles decidem fazer?

Organizar uma corrida, claro!

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Obviamente que não seria qualquer corrida — os caras eram ambiciosos, e da mente do secretário do clube, Claude Johnson, veio a ideia: que melhor maneira de provar que um carro é confiável do que fazê-lo por rodar 1.000 milhas (pouco mais de 1.600 km), atravessando o Reino Unido duas vezes — de Londes, Inglaterra, para Edimburgo, Escócia, e de volta para Londres? Certamente hoje pensaríamos em várias outras formas, mas não havia muito o que inventar naquela época.

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O roteiro da chamada 1900 One Thousand Mile Trial passava pelas cidades de Bristol, Birmingham e Manchester no caminho para Edimburgo, e depois por Newcastle, Leeds, Sheffield e Nottingham na volta para Londres. Os carros deveriam percorrer cerca de 100 km por dia para cumprir o roteiro no tempo estipulado — 23 de abril a 12 de maio.

Ao todo, 83 equipes se inscreveram, mas apenas 65 partiram, de fato, às seis horas da manhã do dia 23 de abril. Entre eles, nomes como Charles Stewart Rolls — sim, o “Rolls” da Rolls-Royce, que pilotou um Panhard de 12 cv; além de uma boa variedade de fabricantes que, de um jeito ou de outro, persistem até hoje, como Daimler, Benz e Peugeot.

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Seria uma corrida de respeito, claro, mas mais do que isso, seria também uma ambiciosa manobra de publicidade. Era preciso provar que carros eram bons, e para isso foram realizados, além da corrida principal, eventos em cada uma das cidades — de subidas de montanha a testes de velocidade cronometrados — que eram opcionais, mas também uma boa chance de provar competência mecânica. O que poderia dar errado?

Muita coisa, se querem saber: como já dissemos, os carros eram uma invenção recente e não eram exatamente robustos ou confiáveis. Além disso, quase não havia estradas e, quando elas existiam, não eram exatamente tapetes. Os carros exalavam um cheiro forte, faziam um barulho ensurdecedor e viviam quebrando. Contudo, nada disso impediu que milhares de pessoas se aglomerassem para ver os carros passando em cada uma das cidades.

Ao chegar em Edimburgo, todos os participantes tiraram uma foto em grupo para registrar o momento antes de dar meia volta em direção à capital britânica.

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Os noticiários da época mostraram que estava dando certo. Uma edição do jornal Bristol Times & Mirror disse o seguinte no relato da passagem da caravana pela cidade:

Com tantos motores movidos a petróleo, havia um odor perceptível, mas não era forte o bastante para ser totalmente repulsivo. Os carros pareciam, no geral, estar sob esplêndido controle, e a facilidade com que os sistemas de direção funcionavam foram frequentemente elogiados pelos espectadores.”

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Em outras palavras: as pessoas viram que os carros não eram tão ruins assim. Claro, aconteceram várias baixas — dos 65 carros que largaram, entre 35 e 49 cruzaram a linha de chegada (varia conforme a fonte) e duas mortes aconteceram: um cachorro e um cavalo, que foram atropelados. O cachorro morreu na hora, já o cavalo quebrou uma perna e foi sacrificado.

O saldo final, contudo, foi positivo. “A viagem de Londres a Bristol em um dia demonstrou muito bem a capacidade dos veículos a motor e os coloca entre viajar de trem expresso e conduzir as rédeas de bons cavalos”, disse o mesmo jornal. Frases semelhantes seriam publicadas ao longo daquelas três semanas, mostrando que era uma questão de tempo até que as pessoas se acostumassem com os carros e passassem a enxergá-los como uma alternativa viável às velhas carruagens.

Ah, e quem ganhou a corrida? Foi o Sr. Rolls que, com seu Panhard, chegou à velocidade máxima de 60,56 km/h e levou para casa uma medalha como prêmio por ter o melhor carro de todos.

rolls

Muita coisa aconteceu de lá para cá mas, se hoje estamos contando esta história em um site sobre carros, temos muito a agradecer a este bando de malucos que decidiu provar ao mundo que o automóvel havia chegado para ficar. E hoje, mais de um século depois, a Historic Endurance Rallying Association, ou só “HERO”, realiza todos os anos uma reedição da corrida, com carros anteriores à Segunda Guerra seguindo aquele mesmo roteiro.

 

 

  • Edson Metzger
  • Parabéns a esses bandos de malucos. rsss

  • Riashe

    Boa Tarde.

    “realiza todos os anos uma reedição da corrida, com carros anteriores à Segunda Guerra seguindo aquele mesmo roteiro.”

    Po deve ser interessante,ver estes bólidos “Correndo”.

  • Fórmula Finesse

    Ah…os valentes pioneiros! É importante ressaltar também, que os carros salvaram o mundo de uma grande crise alimentar patrocinada pela quantidade de cavalos (animais mesmo) que eram necessários para a manutenção da vida da humanidade naquele período (35 milhões de cavalos só nos USA)…corridas,adoção na vida coidina; o carro veio para ficar!

    • Angelo_Jr

      um terço da alfafa americana ia pra boca do cavalo. São excelentes animais, extremamente úteis e adoráveis, mas não dava pra manter aquele modelo.

      • Fórmula Finesse

        Não dava mesmo; as terras agricultáveis estavam indo para o espaço – tudo para alimentar os cavalos!

        • KzR

          Hoje questionamos a quantidade de espaço agricultável destinado a produção de álcool combustível. E olha que nem se chegou ao senso sobre o desperdício no transporte, na venda e no consumo. Seria algo equivalente ao que o Procel economiza por ano em energia elétrica, resguardadas as proporções.

          • BLK_Poomah_GTE78

            Essa é a “pegada” literalmente. Justamente esse raciocínio é de especial importância. Tudo está associado.

      • BLK_Poomah_GTE78

        A meu ver, ainda corremos o risco sim de uma crise alimentícia, generalizada porém com os “responsáveis” menos concentrados como era no caso dos equinos, que o nosso Finesse apontou, inserindo a questão climática na equação, além da escassez dos recursos hídricos.

        • Angelo_Jr

          Mais bem falado, impossível. Caminhamos para mais uma crise pela nossa incapacidade de gestão. Infelizmente aqui no Sul o pessoal parece que se esqueceu disso (tmb, com toda a pressão que o pessoal está tendo com a BRF…..), e infelizmente vejo o meu estado (SC) ir no sentido contrário do que tornou ele um estado tão bom para se viver, que é prezar mais a qualidade do que a quantidade.

    • BLK_Poomah_GTE78

      Contudo, meu dileto Finesse, os EUA insistem em “queimar” comida, produzindo etanol a partir de milho (boa parte do “corn belt” é consumido assim), e, sempre é bom lembrar em nossas terras, a força da indústria sucro-alcooleira, que nos abastece com o combustível, com acres e acres de SP e mais Estados pelo território, dedicados à cadeia produtiva. De qualquer sorte, não deixa de ser um dado curiosíssimo esse que você levantou, nobilíssimo amigo.

      • ochateador

        E olha que a industria sucro-alcooleira deve usar menos terra agora.
        Aqui em Piracicaba a Cosan está fanzendo etanol de 2º geração (alcool extraído a partir do bagaço de cana) e deve render “apenas” 40 milhões de litros por ano, agora imagina nas maiores usinas do grupo.

        • BLK_Poomah_GTE78

          De uma forma geral, também em outros segmentos, a fronteira agrícola altera-se pouco frente a produtividade conseguida (praticamente todo ano é recorde de safra aos borbotões, anunciados aos 4 cantos, e nem por isso necessariamente a área cultivada aumenta em proporção). De fato acho que somente a tecnologia nos salvará, mas a médio prazo, mesmo com ganhos como esse que você nota, ainda acho que teremos problemas sérios, até por que o Brasil terá que alimentar não somente a sua própria população… veja que algo similar ao que falo já ocorreu em “micro escala” com a erva mate este ano: Uruguai e Argentina compraram praticamente toda nossa produção, motivo pelo qual vi subir os preços do pacote “tipo exportação”, que é o que eu tomo, em mais de 100% no mercado.

          • Eu, particularmente, tenho uma grande aversão ao Etanol. Pensando em seu desempenho no automóvel, ele é um combustível muito “sujo” quando comparado à gasolina e por isso responsável por dezenas de milhares de bicos injetores entupidos sem mais nem menos por aí. Além, é claro, da famosa batida de pino que hoje se tornou demasiadamente comum nos motores Bi-combustíveis, devido ao grande aumento das taxas de compressão para fazer um motor à gasolina queimar satisfatóriamente Etanol.

            Se o gênio Gurgel já dizia que “Terra deve produzir alimentos e não combustíveis”, como ressaltou o amigo Poomah, não temos muito à dizer.

          • BLK_Poomah_GTE78

            Concordo que o etanol seja um combustível pouco refinado e que não privilegia um funcionamento mais equilibrado dos engenhos. Ele deveria manter-se como foi concebido, apenas, como uma alternativa emergencial e com vistas mais à segurança nacional do que a um mercado aberto e em funcionamento regular. A propósito, quem lembrou da simples e consistente máxima de Gurgel, foi o nosso indelével Pé de Pano, mas agradeço de qualquer sorte a sua deferência, bunitão.

      • KzR

        Concordo, mr. Poomah. Se o nosso etanol já nem é tão rentável, o de milho é péssimo. Melhor alternativa seria a produção de biodiesel da cana.

        • BLK_Poomah_GTE78

          Concordo plenamente e na sua esteira, acredito que aumentar o portfolio de produtos a partir da cadeia, seria uma alternativa mais viável. Você me fez lembrar o João do Amaral Gurgel (hein, bunitão), que disse referindo-se ao absurdo: “A indústria do Álcool é toda movida a Diesel”. Seria uma das formas de contrapor-se de forma efetiva a esse pensamento e ainda tornar-se sustentável de forma mais abrangente.

          • Pé de Pano

            Tem outra que ele diz algo assim:

            “Terra deve produzir alimentos e não combustíveis.”

            Grande Gurgel! Sou fã desse cara!

          • Angelo_Jr

            Eles está correto, oq deveriamos mesmo nos esforçar é aproveitar os restos que não prestam pra alimentação, vide os avanço do alcool de segunda geração que é feito com bagaço da cana

          • BLK_Poomah_GTE78

            Certamente um cara pouco estudado e muito subestimado. Um engenheiro até certo ponto visionário, até certo ponto idealista, como todos os grandes engenheiros o são. Mas uma figura que merecia sem dúvida maior destaque. Nem tanto pelo lado Gearhead, mas por ser um dos poucos que “pensaram o país”. Independente da concepção ou de convicções particulares. É muito boa sua memória, hein bunitão.

          • KzR

            Pois que o diga! Se Gurgel já via o absurdo há tantos anos atrás, imagina se tivesse visto hoje… a mesma coisa. A primeira ação seria parar de aceitar lobby do álcool, reduzir álcool da gasolina, refazer a lei de uso do diesel e incentivar a produção de biodiesel – McDonalds e afins seriam importantes fontes para o óleo vegetal.

        • Marcos

          O melhor mesmo é produzir biogas apartir de lixo organico.

          • Dieki

            Os sistemas de geração de energia por biogás são o futuro, aproveita-se de tudo para gerar energia. A implementação de sistemas de cogeração e regeneração em sistemas térmicos (como em hospitais e hoteis, com suas caldeiras), além da disseminação da geração de energia solar e eólica podem nos livrar de um futuro sombrio. A parte boa é que podemos desenvolver isso enquanto não precisamos e a entrada em operação pode ser suave e bem gerenciada. A parte ruim é que é preciso que o nosso governo ajude, coisa que não vai acontecer porque essa geração particular de energia não é tarifada.

          • Marcos

            Eu sou um pesquisador de longa data sobre fontes de energias. O que você disse se enquadra perfeitamente com a minha opinião. Sou totalmente a favor de todas as casas instalarem sistema de Coleta de Aguá da Chuva para lavar calçada, regar jardim, descarga dos vasos, instalação de 1KWhp de Painel solar em cada casa e aquecimento solar para água do chuveiro. Alem disso as prefeituras tem que coletar o lixo orgânico diariamente para utilizar em Biodigestores que vão servir para gás de cozinha e Usinas termoelétricas. No Nordeste grandes cisternas na cidade e casas e mini usinas de painel solar. Utilizando um sistema de gotejamento na raiz das plantações (Igual Israel) e buscando aumentar a vegetação resistente a seca. Eu não vejo esses problemas que enfrentamos como difíceis, é mais dificil convencer as pessoas que a solução existe.

          • KzR

            Outra boa opção também.

      • Dieki

        Caro felino, a área plantada de cana de açúcar é relativamente pequena. não se deixa de plantar alimento para plantar cana. O Etanol tem a rentabilidade prejudicada quando tem seu preço indexado ao da gasolina (a famigerada fórmula que diz que o preço do etanol deve ser 70% do preço da gasolina) sendo que não trás benefício algum, principalmente quando se leva em conta que a gasolina possui melhor controle de qualidade e maior autonomia. O etanol poderia ser uma opção frente à gasolina se simplesmente cair de preço. É um processo ambientalmente sujo, que gera um resíduo altamente poluente, mas que com as técnicas de reaproveitamento, pode se sair melhor na foto. Acho o álcool uma opção viável, mas é uma tecnologia de mais de 30 anos que simplesmente ainda não evoluiu e nos trouxe problemas que não tínhamos antes.

        • BLK_Poomah_GTE78

          Grandioso e astuto Dieki. Aprecio muito a sua observação quanto à área de plantio, elemento fundamental de nossa discussão e – confesso – o qual tenho apenas um conhecimento bastante superficial. Eu me alinho contigo quanto à questão da tecnologia na cadeia produtiva e um melhor aproveitamento de seus “sub produtos”. Em algum comentário por aqui eu me referi a isso também. E concordo com você quando você coloca o álcool como uma “carta na manga”. Ele foi concebido assim (pró álcool, durante a crise do petróleo) afinal.

      • Fórmula Finesse

        Gurgel estava certo erudito amigo…Interessante o que sublinhaste dos USA!

  • Fórmula Finesse

    Sir Harry Finesse (meu bisavô); correu com um Adler Voiturette…lá na segunda foto (rsrsrsr)

    • Por isso o seu nick name. rssss

    • Pé de Pano

      Orra, quanta honra! E por favor, compartilhe essa história conosco!

      • Fórmula Finesse

        Prometo que contarei tudo no meu livro de memórias: “Driving or bust!”…em breve caro amigo!

  • Brazooka

    Algo parecido com a “Ride The Future” (uma prova de mais de 3.000 milhas, concluída em 44 dias – a saber, 3.745 milhas = 6.027km), usando apenas veículos elétricos ( http://ridethefuturetour.com/ ).

    Outra conquista dos elétricos foi a conquista, pela primeira vez na história, do prêmio “Bunda de Ferro” (Iron Butt) para quem percorresse 1000 milhas em menos de 24 horas. Desta vez foi Terry Hershner, usando uma Zero Motorcycles altamente modificada. ( http://www.greencarreports.com/news/1094483_first-iron-butt-award-for-electric-motorcycle-terry-hershner )

    E outra foi a viagem de 12.000 milhas em 24 dias feita por um Tesla. ( http://www.popsci.com/article/cars/12000-mile-24-day-cross-country-all-electric-road-trip )

    Agora com a Fórmula-E parecendo que se firmou (telespectadores, patrocinadores, mídia, etc), os veículos elétricos parecem que estão vindo para ficar.

    • KzR

      Bom saber dessas estatísticas, o que prova que espaço para todos tem, basta que se respeitem e saibam conviver.

  • AlexandreZamariolli

    Alguns anos depois, Claude Johnson apresentou Charles Rolls a um certo Frederick Henry Royce e…

    • Doge

      … surgiu o Johnson & Johnson

      • Dieki

        sempre com excelente timing, canídeo!

      • Jefferson J. Souza

        kkkkkkkkk

  • BLK_Poomah_GTE78

    É mister que se faça aqui devidas loas ao nosso cavalheiro vitoriano do FlatOut, Sire Pé de Pano, o qual não posso deixar de homenagear com esta pequena republicação.

    • Odair Martinez Martinez Filho

      hahahahahahahaha D+!!!!

    • Joel Gayeski

      É com muita satisfação que vejo esta garbosa imagem.

      • BLK_Poomah_GTE78

        É com indômita felicidade que atribuo ao vetor apontado às estrelas para avalizar e referir-me o vosso perspicaz comentário, bem apessoado amigo (bunitão).

        • Guilherme70s

          “Faz-se frondosa e impávida a erudição que permeia vossos comentários,
          caríssimos nobres aos quais a essência se faz por ardor e admiração às
          máquinas movidas à combustão (das quais saliente-se àquelas do Ciclo
          Otto e Diesel), para pobre mortais singelos mecanismos de derivação
          entre pontos planejados, enquanto para os sonhadores automotivos e
          desbravadores da mecânica, pilares de sonho e fantasia que tornam a
          simplória tarefa de locomover-se em exercício de gozo e satisfação para a
          alma.”

          • BLK_Poomah_GTE78

            Guilherme. Emocionante e rico, bunitão. Que belíssimo parágrafo, tanto em forma quanto conteúdo. Sallinger deve ter ficado com inveja, pois sua elegância dá mais mérito ao nosso Jabuti do que ao Pulitzer. Marque sua pena, e rubrique, pois citarei esta sua brilhante alegoria para todos que me arguirem o por quê desta nossa, minha, insana tara pela motricidade e os meios que nos levam às vezes à lugar algum, mas nunca ao lugar comum. Suas palavras são uma lufada de WD40 em minhas já engripadas retinas, caro baluarte parnasiano da mecanicidade plástica e lírica.

  • Diogo Rengel Santos

    Meio OFF, que tal um caminhão fazendo subida de montanha

    https://www.youtube.com/watch?v=z8op-hcYLMM

    • GSB

      Eu com uma LaF me bato 50x na hillclimb de Assetto Corsa (Tentro Bondone), com um caminhão não faria 5 curvas kkkkkkkk

      • lightness RS

        Melhor corrida que já fui olhar até hoje foi a Formula Truck, dos campeonatos no BR é talvez o mais divertido!!

    • Mauricio Faccina
  • KzR

    Uma ideia maluca que teve um importante impacto na visão das pessoas. Um evento brilhante. Louvável a atitude de se manter viva a tradição pela HERO.

    Parabéns FO por mais uma matéria histórica.

  • Kenji555

    Bom, até hoje tem gente que enxerga os carros como “máquinas demoníacas, barulhentas, poluidoras e destruidoras do meio ambiente” então imagine naquela época.

    Mas isso só prova o que eu digo: Carros foram feitos pra correr, não importa qual seja 😀

    • Eduardo de Mattos

      Greenpeace enxerga deste jeito.

      Principalmente os hot rods kkk

    • Celio_Jr

      Partidarismos à parte, Haddad também enxerga assim. E não creio que sua motivação é tão altruísta quanto parece.

  • Braulio Pinto

    Aí, tipo. Isso me fez lembra de um filme que sempre passava na Sessão da Tarde quando eu era moleque pequeno, saca. Bons tempos que passava crássicos na TV. rsrssrsrsrsrs Na boa, valeu. http://images5.fanpop.com/image/photos/31900000/-The-Great-Race-1965-classic-movies-31911994-1280-800.jpg http://www.imcdb.org/i020470.jpg http://homepage.ntlworld.com/alm005/images/GreatRace03.jpg

    • AlexandreZamariolli

      “A Corrida do Século”, de Blake Edwards, com Tony Curtis, Jack Lemmon e Natalie Wood. Filmaço!

    • guushk

      Opa! Jogando no Google agora o nome!
      Acho que esse não cheguei a ver (afinal, assistia bem mais a SBT, passava Christine, o Carro Assassino no Cinema em Casa :D)

  • Ingleses sempre elegantes. Não tiravam o chapéu nem pra corrida.

    Só faltou o porta-guardachuva…

    http://flatoutcombr.c.presscdn.com/wp-content/uploads/2014/12/speed-trials-3-620×465.jpg

  • Pedro Jungbluth

    Quando o gostinho por correr e acertar os carros surgiu, essa velocidade máxima e 60 km/h disparou para perto de 200 em coisa de 10 anos.
    Mostrando como a competição automobilística evolui a técnica, e como através da competição saudável a própria ciência deixou de ser uma arte de malucos para se tornar algo pé no chão, calcado em experimentação.

  • Lamborghinista

    Fico feliz em saber que ainda preservam a história automotiva, como é o caso das novas edições da 1000 Mile Trial HERO!

  • Welington Leal

    Nos anos 30 teve uma prova Rio-Goiania que até o Getulio Vargas participou,mas nunca vi um relato completo dessa jornada.

    • Welington Leal

      A largada foi em 21 de junho de 1941, Grande Premio Getúlio Vargas.
      Fangio participou. Olhem o trajeto.
      http://i.imgur.com/lgzKL8w.png

      • Wendel Cerutti

        fico imaginando as paisagens dessa epoca , principalmente de barretos a goiania .

  • Arts_Maverick

    Sensacional !!! Imagino o que deve ser participar de um rallye de clássicos assim! Só o prazer de estar lá já seria uma vitória pra mim…
    Valeria sem dúvida a máxima de que o que realmente importa é a jornada, o destino é apenas complemento…