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Zero a 300

Novo BMW X1 é lançado no Brasil, Jaguar de volta às pistas, Mercedes SLK AMG perde motor V8 e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Novo BMW X1 é lançado no Brasil

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A nova geração do X1 será produzida na fábrica brasileira da BMW no começo de 2016, mas a marca decidiu não esperar a produção nacional para vendê-lo por aqui, e anunciou na última segunda-feira (14) o início das vendas do modelo no Brasil. Ele será importado da Alemanha e por preços que partem de R$ 166.950.

A principal novidade deste novo X1 é a nova plataforma, baseada em uma arquitetura de tração dianteira compartilhada com o Mini Countryman e o Série 2 Active Tourer. O visual, claro, também mudou significativamente, e agora coloca o X1 mais alinhado com seus irmãos maiores X3 e X5 em termos de design.

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O novo X1 já pode ser comprado em três versões: sDrive20i GP, que sai por R$ 167.000 e traz sensores de estacionamento, de chuva e crepuscular, rodas de 18 polegadas, faróis de LED, controles de tração e estabilidade, airbags laterais e de cortina, sistema multimídia com GPS e serviço de concierge. Logo acima está a sDrive20i X-Line, que custa R$ 180.000 e, além dos equipamentos da GP, ganha bancos com ajuste elétrico, teto solar panorâmico, retrovisores com rebatimento elétrico e porta-malas com fechamento elétrico. Estas duas versões, com o nome iniciado pela letra “s”, terão apenas tração dianteira.

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A tração integral ficou reservada para a versão topo de linha xDrive25i Sport, de R$ 200.000 (R$ 199.950, para ser mais exato), que ganha rodas de 19 polegadas e som de alta definição.

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As três versões usam o novo motor 2.0 turbo da BMW (que também equipa o Mini Cooper/JCW), porém com dois níveis de potência e torque. As versões de tração dianteira sDrive20i têm 195 cv e 28,5 mkgf, enquanto a xDrive25 tem 234 cv e 35,7 mkgf. Todas elas usam o mesmo câmbio automático de oito marchas fornecido pela ZF.

 

Jaguar anuncia volta às pistas… na Formula E!

A Jaguar tem uma grande história nas pistas, com vitórias em Le Mans nos anos 1950 e 1980 e uma incursão na Fórmula 1 que, se não trouxe grandes vitórias, também não fez feio. Mas desde que sua equipe de fábrica na F1 foi vendida para se tornar a Red Bull Racing em 2005 a fabricante britânica se ausentou de competições automobilisticas — com exceção das corridas históricas em Goodwood e a Mille Miglia.

Agora, mais de dez anos depois de sua última incursão no automobilismo moderno, a Jaguar anunciou seu retorno às pistas. Mas não exatamente como esperávamos. Eles não usarão motores V8, nem versões radicais do F-Type. Em vez disso eles disputarão a Fórmula E — sim, aquela categoria de carros elétricos que tem Senna, Prost, Di Grassi e mais um punhado de pilotos que não quiseram/puderam pagar um assento na F1.

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O anúncio oficial foi feito nesta terça-feira (15), e a participação terá uma parceria com a Williams Advanced Engineering, que ajudou a Jaguar a desenvolver o C-X75 híbrido. O diretor de engenharia do grupo Jaguar Land Rover, Nick Rogers, anunciou que “os veículos elétricos terão um papel importante na linha de produtos do grupo no futuro” e que a Fórmula E é uma “oportunidade única para desenvolver as tecnologias de eletrificação”. “O campeonato permitirá o desenvolvimento de nossas tecnologias em condições extremas de desempenho”.

A estreia da Jag na Fórmula E acontecerá logo na primeira corrida da próxima temporada, que começa no segundo semestre de 2016.

Novo Mercedes SLK AMG troca motor V8 por V6 turbo

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Continuando a renovação de sua linha de produtos — e a implementação da nova nomenclatura — a Mercedes-Benz apresentou o novo roadster SLC, que substitui o SLK a partir de 2016 já como modelo 2017. Ele continua sendo um roadster leve, com teto retrátil rígido, suspensão esportiva e uma versão hardcore preparada pela AMG. Mas quem curtia a combinação de porte compacto e um enorme V8 preparado, não vai gostar muito das mudanças.

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O SLC terá basicamente a mesma motorização do SLK — a versão SLC250 usa um 2.0 turbo de 211 cv e o SLC300 um 2.0 turbo de 245 cv, exatamente como eram os SLK250 e SLK300. A principal mudança é na versão AMG: o SLK55 usava um motor V8 de 5,5 litros de 421 cv. Agora, o SLC43 AMG usará um V6 biturbo que abre mão de 55 cv e 2 mkgf de torque — o V6 tem 366 cv — mas a Mercedes-AMG diz que a perda é compensada pelo menor peso e pela curva de torque mais plana, que oferece todos os 52,9 mkgf a 2.000 rpm. O novo SLC será lançado no primeiro semestre de 2016.

 

Nova geração do Lotus Elise chega só em 2020

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A Lotus irá desenvolver uma nova geração para o Elise e para o Exige, mas ela não será lançada antes da virada desta década.  Em entrevista ao site Top Gear, o chefe da Lotus, Jean-Marc Gales, disse que os dois modelos ainda terão muito caminho pela frente. “Acredite ou não, a atual plataforma tem muito a oferecer. Ela terá, pelo menos, mais quatro anos antes de substituirmos o Elise e o Exige”, disse o executivo.

Gales também disse que a Lotus usará um monocoque de alumínio e não de fibra de carbono pois o carbono  “é caro e limita as possibilidades de modificações e adaptações”. Para o Exige Sport 350, a Lotus está mirando no Porsche Cayman GT4, mas Gales disse que a fábrica pretende conseguir a relação peso/potência do 911 GT3 — porém por um preço bem mais acessível.

 

Homem que jogou Bugatti Veyron em um lago ficará um ano preso

Se você nos acompanha desde a época do Jalopnik Brasil, certamente deve lembrar do caso do Bugatti Veyron que “caiu” em um lago depois que seu dono/motorista desviou de uma gaivota e perdeu o controle do carro. Sim, escrevemos “caiu” entre aspas pois o carro foi na verdade atirado no lado para forjar um acidente e assim receber indenização da seguradora.

Acontece que a seguradora descobriu a fraude após encontrar um vídeo do acidente — é claro que havia um “Exclusivos nos EUA” por perto, filmando um Bugatti em alta velocidade —  e processou o cara, que se chama Andy House. Agora, o tribunal texano que conduziu o julgamento o condenou a um ano de prisão e outros três anos de liberdade condicional. O Bugatti foi comprado por US$ 1 milhão e estava segurado em US$ 2,2 milhões. Além do tempo no xilindró, House também terá que pagar US$ 600.000 à seguradora.

 

Vizinhos do Autódromo de Curitiba comemoram o fim do barulho de motores

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Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

Quando você compra uma casa ou apartamento próximo a um aeroporto, você sabe que enfrentará uma rotina de pousos e decolagens constantes e barulhentas. O mesmo vale para quem mora próximo a uma oficina de motosserras (como a que havia em frente à casa dos meus pais em 1991), a linhas de trem ou a um autódromo.  Mas parece que nem todos pensam assim.

Alguns moradores dos condomínios vizinhos do Autódromo Internacional de Curitiba acabaram comemorando o fim das atividades no local. Segundo o jornal Gazeta do Povo, eles não aguentavam mais o constante barulho de motores em seu dia-a-dia. Apesar da vista de camarote dos apartamentos, alguns moradores aguardam ansiosamente o fim do autódromo para finalmente ter um pouco de paz.

 

A questão da poluição sonora não é um problema que afeta apenas o AIC. Um dos trechos de Laguna Seca, nos EUA, tem um limite de 92 decibéis que é revogado somente em dias pré-agendados para os maiores eventos do circuito. Nos demais dias, as atividades precisam manter o nível de ruído abaixo dos 92 decibéis — o que impede escapes sem abafador e exige até mesmo que algumas motos passem embreadas por esse trecho.

 

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