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Achados meio perdidos GT40 Classificados Zero a 300

À venda: que tal um Fiat Uno Turbo bastante original e preservado para chamar de seu?

É provável que você conheça a reputação de “lobo em pele de cordeiro” do Fiat Uno. É claro que tudo, em boa parte, não passa de uma grande brincadeira com o fato de o Uno ser leve, bem acertado e ter um motor fraco, porém esperto (são coisas diferentes!). Até porque a parte do “motor fraco” não valia para o Uno Turbo, vendido entre 1994 e 1996, que foi um hot hatch brazuca de respeito feito com base no compacto da Fiat. E nós encontramos um exemplar bem interessante anunciado no GT40.com.br.

É fato, porém, que com um aumento de potência, um bom acerto de suspensão e um visual bacana, o Uno é uma boa base ara um hot hatch à moda antiga. E a própria Fiat sabia disso pois, em 1994, apresentou no Brasil o Uno Turbo i.e., com um motor 1.4 turbo de 118 cv e visual para lá de agressivo, com para-choques protuberantes pintados na cor da carroceria, molduras nos para-lamas, adesivos que exaltavam até mesmo o sistema de injeção multiponto e uma grade especial. Na Europa, onde o Uno Turbo estreou com motor 1.3 de 105 cv, o visual era bem mais discreto.

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Em todo caso, para o padrão dos hot hatches oferecidos no Brasil em 1994, o Uno Turbo ia muito bem. Seu motor italiano de 1,4 litro (na verdade, 1.372 cm³) tinha projeto semelhante ao Sevel fabricado na Argentina e entregava seus 118 cv a 5.750 rpm e 17,5 mkgf de torque a 3.500 rpm. Era o bastante para que o Uno chegasse aos 100 km/h em 9,2 segundos e tivesse velocidade máxima de 195 km/h. Olha só: o Uno Mille mais recente, com seu 1.0 Fire 8v de 66 cv, precisava de 14,5 segundos para chegar aos 100 km/h e tinha velocidade máxima de 153 km/h. Números otimistas, aliás, mas este é o ponto: o Uno Turbo de fábrica mostra que, bem, os memes têm fundamento.

O carro anunciado no GT40, um Uno Turbo vermelho 1994, pertence a Bruno “250-S”. Ele justifica o apelido contando que, antes do Fiat Uno Turbo, teve um Opala seis-cilindros. O Uno foi comprado há alguns anos, e de acordo com Bruno, seu grande atrativo era o alto nível de originalidade na estética e na mecânica. A carroceria jamais foi repintada, o interior traz todos os revestimentos e acabamentos originais em aparente bom estado, incluindo o revestimento dos bancos e portas, os cintos de segurança vermelhos e o volante de três raios. Todos os emblemas e adesivos parecem estar no lugar, e as rodas de 14 polegadas iguais às do Tempra Turbo estão em bom estado.

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Boa parte dos 1.801 Uno Turbo que foram fabricados tiveram o sistema de injeção eletrônica original substituído por sistemas programáveis como Pandoo e FuelTech, pois os mesmos são mais confiáveis e permitem uma vasta gama de ajustes, que podem priorizar o desempenho ou a durabilidade do motor, por exemplo. Carros com a injeção original são mais raros, e este foi um dos motivos que levaram Bruno a comprar este exemplar.

Na ocasião, o carro já estava com o motor parcialmente refeito pelo dono anterior, que trocou pistões, bronzinas e anéis – partes móveis que apresentavam maior desgaste. Dos 190.000 km marcados no hodômetro, Bruno afirma que 20.000 foram rodados com o motor novo.

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Uma das modificações realizadas por Bruno foi a troca da turbina original, uma Garrett T2 – componente de difícil reposição – foi trocada por uma Master Power nova, que pode ser substituída com facilidade e lida melhor com pressão aumentada. No caso, a pressão no turbo foi de 0,4 bar para 0,7 bar.

Bruno conta que passou o carro em um dinamômetro e obteve 153 cv na roda. Ele próprio estranhou ganho tão grande emm rendimento, e por isto pretende levar o carro para ser testado em outro dino. Ele diz que o carro roda perfeitamente, e que o único serviço de manutenção que precisa ser feito é uma revisão na caixa de direção, que está batendo um pouco.

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Ele também observa que este é um Uno Turbo sem teto solar, que era opcional; e sem ar-condicionado, pois este só começou a ser oferecido em 1995.

No mais, dá para ver que não estamos diante de um carro de coleção, nem impecavelmente mantido para acumular valor, e não quilômetros. É um carro visivelmente íntegro e com nível de originalidade acima da média. Pode ser perfeito para quem sonhava com um Uno Turbo nos anos 90 e agora, quem sabe, está com espaço sobrando na garagem.

Se você se interessou, pode clicar aqui para acessar o anúncio e entrar em contato com o dono.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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