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Achados meio perdidos Zero a 300

À venda: um Omega GLS 2.2 perfeitamente conservado e original por um preço bacana

Comprar um carrro de tração traseira acessível no Brasil não é um tarefa muito grata: as opções não são tantas como em outros países, e a lei da oferta e da procura é implacável. Os melhores carros geralmente não estão à venda e, quando estão, não são lá muito baratos. Quando são baratos, não estão tão bons (o que não é um impedimento tão grande para quem quer fazer um project car, mas ainda assim). Mas há exceções, como este Chevrolet Omega GLS 2.2, nosso Achado meio Perdido de hoje, que como de costume está anunciado no GT40.

O Chevrolet Omega foi lançado na Europa em 1986. Enquanto isso, no Brasil, o Chevrolet Opala chegava à maioridade – 18 anos desde o lançamento, em 1968 – e ainda fazia muito sucesso graças a seu estilo elegante, sua mecânica consagrada e uma reputação excelente. Mas ele também estava ficando velho, e a Chevrolet sabia disso.

Em 1995, por demanda popular, o Omega de seis cilindros perdeu o motor 3.0, que vinha da Alemanha – onde deixou de ser produzido. Em seu lugar entrou o antigo motor de 4,1 litros, que foi atualizado com um sistema de injeção eletrônica multiponto para entregar 168 cv. Já o quatro-cilindros ganhou um aumento no deslocamento – de dois para 2,2 litros, com um aumento no curso dos pistões obtido com a adoção de um novo virabrequim. A potência continuou em 130 cv, mas o torque foi de 17,1 mkgf para 20,8 mkgf.

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Então, em 1990, começaram os planos para renovar a fábrica da Chevrolet em São Caetano do Sul/SP e começar a fabricar o substituto do Opala – que continuava fazendo sucesso, mas não era adequado à nova década. O Omega, com suspensão independente nas quatro rodas (McPherson na dianteira, braços semi-arrastados na traseira); plataforma mais moderna, com zonas de deformação programada e célula de segurança; e uma carroceria aerodinâmica com visual bem mais atual, era uma bem-vinda evolução. E em 1992 já começou a ser produzido por aqui, aposentando o Opala. Com isto e novos recursos, como computador de bordo, CD-player, teto solar elétrico, sensor anti-esmagamento nos vidros e freios ABS, o Omega era tecnicamente superior e um sucessor mais que digno.

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No início ambos os motores eram novos: o seis-cilindros era um 3.0 com comando no cabeçote, injeção multiponto e cabeçote de alumínio, capaz de entregar 165 cv; e o quatro-cilindros era o 2.0 Família II, que já estava presente em modelos como o Monza e o Kadett enquanto o Opala ainda usava o mesmo antiquado motor 2.5 desde o lançamento. No Omega, o 2.0 entregava 130 cv, o que lhe tornava carro com motor de dois litros e oito válvulas mais potente do planeta na época.

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É um Omega GLS 2.2 1996 o nosso Achado Meio Perdido de hoje. O carro pertence a Gabriel, de Petrópolis/RJ, que diz ser o terceiro dono e que o carro tem pouco mais de 91.000 km rodados.

O carro é completamente original, segundo seu dono: pintura, interior, mecânica, rodas, todos os vidros e detalhes como faróis, lanternas, emblemas, frisos e grade. Tudo muito íntegro e sem maiores sinais de desgaste aparentes. Vale lembrar que, a partir de 1995, o Omega GLS passou a vir com os para-choques pintados parcialmente na cor do carro e com lanternas traseiras fumê em vez das tricolores. O visual ficou mais parecido, portanto, com o do Omega CD.

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O interior do Omega GLS era era mais simples: os bancos eram forrados com tecido em vez de veludo, e os detalhes de acabamento em madeira eram dispensados. Dito isto, a lista de equipamentos tinha tudo o que se esperava de um sedã grande em 1996 – ar-condicionado, direção hidráulica, volante ajustável, vidros elétricos na dianteira e na traseira, travas elétricas nas quatro portas e computador de bordo. E tudo funciona perfeitamente neste exemplar.

As rodas são as originais de 15 polegadas e apresentam algumas marcas, o que não surpreende em um carro de mais de 20 anos de idade, e calçam pneus novos. Gabriel diz que o carro está revisado e que anda pouco com ele, mas faz questão de mantê-lo sempre em ordem.

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É possível encontrar exemplares do Omega de quatro cilindros por um valor mais em conta, mas estamos falando de um carro que já desvalorizou de forma acentuada nos últimos anos e, consequentemente, teve muitos exemplares comprados por donos negligentes. Como já dissemos outras vezes, este fenômeno faz com que as unidades bem conservadas, com quilometragem mais baixa e cuidadas com carinho sejam mais difíceis de encontrar – o que aumenta o valor do modelo no mercado. Dito isto, ainda é um preço acessível. Mas isto pode mudar em pouco tempo.

Se você quer um Omega e não faz questão dos seis cilindros, este exemplar pode ser uma boa pedida neste momento. Ficou interessado? Basta clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do proprietário.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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