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Zero a 300

Aço falsificado na produção de carros, um super-smartphone Porsche, o novo carro de Gordon Murray e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Indústria automotiva pode ter usado aço falsificado na produção de carros

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A terceira maior companhia siderúrgica do Japão, a Kobe Steel, admitiu que pode ter fornecido ligas metálicas de cobre, aço e alumínio de baixa qualidade para mais de 200 fabricantes de diversos segmentos, incluindo o setor automotivo. Segundo a notícia divulgada pelo site da Bloomberg, a falsificação do material se deu não por adulteração no material, mas pela falsificação de relatórios de qualidade, o que significa que as ligas enviadas aos clientes tinham propriedades inferiores às necessárias/prometidas. Como você deve imaginar, isso pode comprometer a durabilidade de componentes mecânicos e até a integridade estrutural dos veículos fabricados com estas ligas.

Entre os fabricantes que compram aço da Kobe Steel estão a Honda, a Toyota, a Ford, a GM, a Subaru e a Mazda, além da Boeing e a Mitsubishi Heavy Industries. Ainda segundo a agência Bloomberg, os metais fornecidos pela Kobe são usados em engrenagens, monobloco, folhas da carroceria, blocos e componentes internos do motor e até na estrutura metálica dos pneus.

Ainda não há dimensão da extensão dos danos potenciais causados pela adulteração dos testes, mas os fabricantes envolvidos já estão fazendo suas inspeções independentes e buscam novos fornecedores para interromper imediatamente o uso dos metais da Kobe Steel.

 

O mais novo Porsche é um smartphone

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Depois do 911 T voltado para o público entusiasta, o outro lançamento da Porsche é voltado para os fãs da marca que curtem algo mais tecnológico: o smartphone Porsche Design Huawei Mate 10. Como seu nome sugere, ele foi desenvolvido em parceria entre a Porsche Design e a fabricante de eletrônicos chinesa Huawei.

O modelo faz parte da nova série Mate 10 da Huawei, composta por modelos de alto desempenho. No caso do Mate 10 Porsche, o processador é HiSilicon Kirin 970 octa-core de 1,8 GHz, auxiliado por 6 Gb de memória RAM e com 256 Gb de armazenamento interno. A câmera por si já vale o aparelho: trata-se de um conjunto com sensor Panasonic, conjunto óptico duplo fornecido pela Leica com abertura f/1.6 (o que permite capturas com baixa luminosidade) e capaz de gerar imagens de 12 megapixels em cores ou 20 megapixels em branco e preto.

 

O aparelho também tem um leitor de impressão digital, um tradutor pré-instalado, capaz de interpretar mais de 50 idiomas, e uma tela de seis polegadas com proporção 18:9, borda fina e interface de tela dividida para exibir dois aplicativos simultaneamente.

Claro que tudo isso tem seu preço — e com a marca Porsche estampada tudo fica ainda mais caro. Para colocar um deste no bolso, você precisa tirar dele 1.395 euros (R$ 5.250, em conversão direta) nas lojas Porsche Design e da Huawei na Europa ou na Ásia.

 

Gordon Murray está lançando uma nova marca de esportivos

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Depois de projetar o novo TVR Griffith, Gordon Murray, o pai do McLaren F1, agora está lançando sua nova fabricante de carros, a Gordon Murray Automotive (vamos chamá-la de GMA, ok?). E desta vez ele não quer fazer microcarros urbanos nem caminhões em kits para países africanos. Ele quer fazer esportivos “que demonstrarão o retorno dos princípios de design e engenharia que transformaram o McLaren F1 em um ícone”.

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Murray ainda não deu detalhes sobre seus novos carros, mas ele sem dúvida irá atrair o interesse de todos os entusiastas do mundo com esse negócio de repetir os princípios do McLaren F1 e também com seu objetivo de manter o carro barato e leve. Para isso, ele pretende adotar seu método de construção iStream, que otimiza a produção em baixo volume e já é adotada pela TVR para fazer o Griffith (veja mais sobre esse processo aqui).

Felizmente não será preciso esperar muito para conhecer o carro: a Gordon Murray Automotive irá apresentar os detalhes do modelo no final da próxima semana, em 3 de novembro. Por ora, a Autocar já revelou que o carro terá cerca de 900 kg, e o site da GMA mostra uma imagem de um antigo Lotus Seven. O que será que mr. Murray está aprontando?

 

Aston Martin revela Vanquish Zagato Shooting Brake

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Durante o último Concours d’Elegance Pebble a Aston Martin anunciou ao público três novas versões do Vanquish Zagato: o Speedster, o Volante (conversível) e o Shooting Brake. Mas somente as duas primeiras foram apresentadas na ocasião. A versão perua ficou apenas na ilustração e coberta por um pano virtual.

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Agora, depois de dois meses o modelo foi finalmente revelado, ainda em imagens ilustradas porque nenhum exemplar do carro foi finalizado. Serão produzidos apenas 99 exemplares da perua de caça (que é uma tradução livre de shooting brake), que farão parte da série de 325 unidades do Vanquish Zagato — as outras 226 serão 99 Coupés, 99 Volantes e 28 Speedsters.

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Todos usam o V12 5.0 da Aston Martin, com 600 cv, combinado ao câmbio automático de oito marchas Touchtronic III. Com esse conjunto o cupê e o speedster vão de zero a 100 km/h em 3,5 e 3,9 segundos respectivamente, e isso significa que a perua deverá ser um pouco mais lenta devido ao peso extra. Apostamos em algo entre 4,0 e 4,2 segundos, com velocidade máxima de 315 km/h.

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O Shooting Brake será o segundo modelo mais caro da linha Vanquish Zagato, e custará 650.000 libras esterlinas (R$ 2,74 milhões em conversão direta); o Speedster será o mais caro, custando em torno de 900.000 libras. Mesmo assim, isso não impediu a Aston de vender as 99 unidades do modelo.

 

Lotus Elise ganha nova versão Cup 260

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A Lotus parece ter mesmo encontrado a fórmula da lucratividade com o lançamento constante de edições especiais de seus carros. Há pouco mais de dois meses eles apresentaram o Elise Cup 250, limitado a 30 exemplares. Agora, com todos os Cup 250 esgotados, eles lançaram o novo Cup 260.

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O modelo é uma evolução do 250, e usa componentes de fibra de carbono e janelas de policarbonato para eliminar cerca 70 kg e chegar aos 860 kg. Sim, camaradas: 860 kg. O motor é o mesmo 1.8 supercharged da Toyota que, no Cup 260, produz 250 cv com uma nova admissão e reprogramação eletrônica. O câmbio é manual de seis marchas. Com esse conjunto, o Cup 260 vai de zero a 100 km/h em 3,8 segundos e chega aos 243 km/h.

O conjunto aerodinâmico do carro produz 44% mais donwforce que no Cup 250 com uma nova asa traseira, um splitter de fibra de carbono e um difusor maior. A 240 km/h a força vertical descendente é de 180 kg. Para contrariar esse impulso de acelerar, o Elise Cup 260 vem com freios AP Racing na dianteira e Brembo na traseira. A suspensão ganha inéditos amortecedores ajustáveis fornecidos pela Nitron.

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Por fora, ele recebeu uma pintura dourada batizada de Championship Gold, que passou a ser oferecida pela Lotus como comemoração dos 70 anos da fabricante, e é semelhante ao tom dourado usado no Lotus 56B usado por Emerson Fittipaldi no GP da Itália de 1971. Serão feitos apenas 30 exemplares do Cup 260.

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Leonardo Contesini
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