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As fabricantes de componentes aftermarket favoritas dos nossos leitores – Parte 1

Nenhum carro sai de fábrica tão bom que não possa ser melhorado. E é por isso que existe o aftermarket, basicamente: dar aos carros aquilo que as fabricantes não puderam, não quiseram ou não lembraram de dar em termos de componentes. Ou, você sabe, simplesmente deixá-lo com a sua cara.

Foi pensando nisto que perguntamos a vocês quais eram suas fabricantes de peças aftermaket favoritas – sejam elas mecânicas, rodas ou itens de aparência como para-lamas ou body kits. Nossa sugestão, como homenagem a Vic Edelbrock Jr., é a empresa que leva seu sobrenome: a Edelbrock, que é praticamente sinônimo de coletores de admissão, carburadores, cabeçotes e sistemas de injeção para muscle cars.

É claro que o mundo da personalização e das modificações automotivas é imenso e cheio de outras grandes companhias, e as melhores sugestões dadas pelos leitores você confere a seguir!

Cosworth

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Sugerido por: Osvaldo Ken Kusano

A companhia britânica foi fundada em 1958 por Mike Costin e Keith Duckworth (pegaram a origem do nome?) para fabricar e preparar motores para monopostos de corrida. Sua estreia na Fórmula 1 aconteceu em 1963, quando o quatro-cilindros em linha de 1,5 litro e 110 cv começou a ser usado pela obscura equipe Stebro. Só 110 cv parece muito pouco, mas foi o bastante para que eles conseguissem o sétimo lugar no GP dos EUA naquele ano.

A partir daí, a Cosworth foi só ampliando sua atuação na maior categoria do automobilismo, e hoje é a segunda fabricante de motores que mais venceu corridas na F1: 176 deles, perdendo apenas para as 227 corridas vencidas pela Ferrari.

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Mas a Cosworth não forneceu só motores para a Fórmula 1, não senhor, tornando-se ao longo dos anos uma das principais fabricantes de componentes como cabeçotes, pistões, bielas, virabrequins, sistemas de injeção, intercoolers e freios. Além de fornecer seus serviços de engenharia e peças para fabricantes de automóveis (como esquecer dos Ford RS Cosworth?), a Cosworth os vende ao público. Motores completos, inclusive: o Ford Duratec fabricado, montado e acertado pela Cossie pode ser adquirido pronto para funcionar. Se eu tivesse um Escort Zetec e uma conta bancária gorda, vocês provavelmente imaginam o que iria acontecer…

 

Spoon Sports

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Sugerido por: André Pauluk

A Spoon Sports é o Santo Graal de todo Hondeir pois, além da qualidade inquestionável de seus produtos, é uma companhia que prefere se focar nos carros mais baratos da marca, como o Civic e o Integra, mas que também sabe o que fazer quando cai um esportivo em suas mãos, como o roadster S2000 e o lendário NSX de primeira geração.

E tem mais: ela foi fundada por um ex-piloto de testes da Honda, Tatsuru Ichishima, em 1988. Tudo começou quando ele foi construir seu primeiro carro de corrida, um Civic hatchback de terceira geração, para participar do Campeonato Japonês de Carros de Turismo, o JTCC. Foi o primeiro Civic a participar da competição e, graças à proximidade com a Honda, conseguiu apoio integral da fábrica.

A filosofia da Spoon (que tem este nome por causa da famosa curva “Spoon” no circuito de Suzuka, de fato parecida com uma colher quando vista de cima) sempre foi “fazer mais com menos”: no começo, era comum até mesmo que Ichishima pegasse componentes originais e os modificasse para “extrair ao máximo seu potencial”.

 

Iskenderian

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Sugerido por: ThePulcides

Ed Iskenderian é o nome do fundador da Iskenderian, ou Isky Cams, e sua especialidade são comandos de válvulas. Se você é opaleiro ou simpatiza com a causa, certamente sabe que um comando Iskenderian, um carburador Weber 40 e um coletor de admissão 6×2 dimensionado formam uma receita simples e eficaz para a preparação do seis-cilindros do Chevrolet Opala.

Mas esta é uma fama regional da Iskenderian, que nos EUA é uma reconhecida fabricante de comandos para motores V8 Chevrolet, mas que fornece diversos outros componentes do trem-de-válvulas, como tuchos, varetas e as próprias válvulas. Sendo o motor do Opala um parente muito próximo dos seis-em-linha usados nos EUA no fim dos anos 60 e início dos anos 70, os comandos de 268, 272, 278 e 290 graus vendidos pela Isky nos States também são bastante populares aqui no Brasil.

 

Fueltech

Sugerido por: Jimmy

Empresa bem mais jovem que as outras desta lista, a Fueltech foi fundada em 2003 na cidade de Porto Alegre, capital do RS. Sua especialidade são módulos eletrônicos de injeção, sendo a primeira opção de muita gente na hora de converter um motor carburado para injeção eletrônica, tanto para uso nas ruas quanto para competições. É bem provável que você conheça um dono de um VW de arrancada equipado com injeção programável Fueltech, ou então que tenha trocado o carburador de seu antigo/velhinho pelo sistema.

Desde o início da década a Fueltech também tem aparecido cada vez mais lá fora em projetos de preparação para uso diário ou para acelerar na pista – tanto que há uma unidade nos Estados Unidos, que não fabrica componentes mas os distriui, instala e fornece suporte técnico.

 

HKS

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Sugerido por: Daniel Leite

Turbocompressores, sistemas de escape, radiadores, intercoolers, bielas, pistões, comandos: a HKS é uma das mais tradicionais fabricantes de componentes de preparação do Japão. um ex-engenheiro da Yamaha chamado Hiroyuki Hasegawa, e começou preparando motores a gasolina. Seu parceiro na empreitada foi Goichi Kitagawa, e o capital inicial foi fornecido por uma empresa chamada Sigma Automotive – a mesma que, em 1989, tornou-se Sigma Advanced Racing Development, ou SARD, e passou a ser a equipe de fábrica da Toyota no Campeonato Japonês de Turismo. Por isto o nome: HKS.

O principal foco da companhia são os turbocompressores – aliás, foi a HKS que desenvolveu um dos primeiros controladores de pressão do mercado. Mas não foi só isto: em décadas de atividade, a HKS especializou-se em todo tipo de componente de alto desempenho: pistões, bielas, comandos de válvula, virabrequins, intercoolers, sistemas de escape e centrais eletrônicas. Além disso, a companhia também possui um departamento dedicado a fabricar componentes de fibra de carbono.

Atualmente, a HKS tabém fabrica o 700E, um motor aeronáutico de dois cilindros opostos 680 cm³ que é muito usado em ultraleves. E o Nissan GT-R de mais de 1.000 cv que Daigo Saito utilizou na Fórmula D tempos atrás? Era um HKS!

 

EMPI

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Sugerido por: Marcus Vinicius

Se a Edelbrock é sinônimo de peças para motores V8 americanos, a EMPI é o mesmo para os motores VW boxer. A companhia fundada em 1954 na Califórnia tem suas origens em outra empresa, a Economotors. Seu fundador, Joe Vittone, era um californiano que importava o VW Käfer para os Estados Unidos como alternativa para quem queria algo completamente diferente dos bonitos, potentes e opulentos sedãs e cupês “rabo-de-peixe” que dominavam o mercado americano – pessoas que procuravam um carro barato, econômico, básico e simpático.

Só havia um problema: alguns dos VW importados para os EUA pela Economotors apresentavam problemas nas guias de válvula do motor. A Volks, para resolver o problema da forma mais rápida possível, substituía todo o cabeçote e jogava o antigo fora.

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Vittone via isto tudo como perda de tempo e dinheiro. Então, como alternativa, ele crioiu uma ferramenta que permitia que se removesse as guias de válvula e substituí-las – um processo rápido, que salvava o cabeçote todo de virar sucata. A ferramenta começou a ficar popular em oficinas mecânicas e preparadoras, e Vittone viu ali uma oportunidade. Assim, em 1954, fundou a European Motor Products, Inc., ou simplesmente EMPI.

Não demorou para que Vittone decidisse ampliar a atuação da EMPI, aproveitando para explorar um nicho que ainda não havia sido visitado: a fabricação de componentes de preparação que, na época, eram inexistentes nos EUA, ainda que já fossem bastante populares na Europa. O sucesso foi imediato – o fato de ter componentes disponíveis ali mesmo, na Califórnia, ajudou a EMPI a se tornar uma das favoritas dos entusiastas do Fusca na Califórnia que, como sabemos, são uma das comunidades de entusiastas mais dedicadas e difundidas do planeta.

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