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As fabricantes de componentes aftermarket favoritas dos nossos leitores – Parte 2

As fabricantes de automóveis fazem os carros procurando equilibrar fatores como preço, economia de combustível, conforto, potência e comportamento dinâmico. Mas você pode melhorar estes aspectos – e é para isto que existe o mercado de peças aftermarket.

Perguntamos a nossos leitores quais eram suas fabricantes aftermarket favoritas, dando a Edelbrock como sugestão. Depois, veio a primeira parte da lista com as respostas e agora, veja mais algumas das companhias citadas por vocês!

 

Nelson Racing Engines

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Sugerido por: Doge

Para quê preparar seu motor V8 para arrancada se você pode colocar um motor novinho em folha, pronto para acelerar? É esta a proposta da Nelson Racing Engines, que também fornece componentes avulsos, mas fez fama mesmo com seus crate engines. Dificilmente uma edição de revistas como a Hot Rod ou a Super Street chega às bancas sem uma menção à NRE.

Os motores são totalmente projetados pelos caras: bloco, cabeçotes, componentes internos como virabrequim, pistões e bielas, comandos de válvulas e sistemas de injeção. Há motores que aproveitam projetos já existentes das três grandes de Detroit (GM, Chrysler e Ford), mas alguns são projetados do zero pela NRE.

Para se ter uma ideia do nível dos caras, seus motores menos potentes dificilmente entregam menos de 1.500 cv – e são descritos como “motores de rua”, enquanto seus motores de competição propriamente ditos entregam mais de 3.000 cv direto da caixa. Há opções naturalmente aspiradas, com turbo e supercharged, alguns com mais de dez litros de deslocamento. Mas é claro que, se não quiser um motor completo, você pode comprar um bloco, um coletor, turbos, compressores mecânicos, tampas de válvula, parafusos e volantes de motor da Nelson Racing Engines.

 

Mooneyes

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Sugerido por: Vitor Augusto Pança

Se você curte hot rods, provavelmente conhece a Mooneyes ou ao menos já viu seu logo com os dois olhinhos apontando para baixo. Trata-se de uma das mais antigas fabricantes de peças aftermarket dos EUA, fundada em 1961 por Dean Moon. Ele era fotógrafo por formação e entusiasta por paixão, e começou a fabricar componentes como coletores de admissão, calotas e tampas de válvulas em uma oficina improvisada na garagem do Moon Cafe, restaurante de seu pai – que não se importava nem um pouco. Pelo contrário: ele mesmo era fanático por velocidade, e mantinha uma pista de kart no terreno ao lado do restaurante, que ficava no sul da Califórnia.

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Dean Moon. Foto: Hot Rod

As calotas Moon Disc, belas peças de aço escovado, eram utilizadas pelos hot rodders da época por questões de aerodinâmica, mas também por seu estilo. E até hoje estão entre os acessórios favoritos da comunidade de entusiastas californiana, sendo adotadas também pelos donos dos Volkswagen arrefecidos a ar.

Dean Moon morreu em 1987, aos 60 anos de idade, e depois disto a Mooneyes entrou em “hiato”. No entanto, no início da década de 1990, um de seus revendedores no Japão decidiu reviver o negócio, rebatizado como Mooneyes USA, que continua firme e forte. Seu atual dono, Chico Kodama, faz questão de preservar a história e os meios de fabricação de antigamente: não há robôs ou computadores fabricando as peças — tudo é feito como em 1961.

 

Akrapovič

Sugerido por: mrvalterfilho

A Akrapovič (pronuncia-se “Akrapovitch”) é conhecida pelo belo som produzido por seus sistemas de escape. É sério: se um carro existe, você vai encontrar um vídeo do ronco dele com escape Akrapovič no Youtube. Olha só:

Deu para entender, não é? A Akrapovič é uma empresa da Eslovênia que, na verdade, começou nas motos e é um pouco mais famosa pelos seus escapamentos para motocicletas. A companhia foi fundada em 1989 por Igor Akrapovič, ex-piloto que competiu na Europa nas categorias 250 e Superbike a partir de 1977. A Akrapovič começou com seis funcionários produzindo escapamentos de aço artesanais, pois os componentes disponíveis no Leste Europeu eram poucos e de má qualidade.

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No início dos anos 1990, os escapes Akrapovič foram adotados por fabricantes como a Kawasaki e a Suzuki, em suas motos de competição, inclusive, pelo cuidado na fabricação e pela preocupação com o ronco que saía das ponteiras. Hoje em dia, além dos escapamentos de aço inox, há peças de fibra de carbono e titânio na linha da Akrapovič.

 

Oettinger

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Sugerido por: Thyago Szoke

A Okrasa foi fundada em 1951 por Gerhard Öttinger fabricava kits de performance para o boxer de quatro-cilindros da VW. “Okrasa” era a sigla para Oettinger Kraftfahrtechnische Spezial Anstalt, ou “Oettinger Componentes Automotivos Especiais”. A empresa existe até hoje e é considerada a preparadora especializada em Volkswagen mais antiga do planeta. Você talvez a conheça por seu nome atual: Oettinger Sportsystems. Sim: a mesma empresa que faz kits para extrair 400 cv do atual motor 2.0 TSI do grupo Volkswagen.

Os kits Okrasa para o boxer da Volks consistiam em novos cabeçotes, carburadores (normalmente osSolex 32PBIC, iguais aos do Porsche 356) além de opcionais como filtro de ar Fram e radiador de óleo, este desenvolvido pela própria Okrasa. Outros kits traziam um novo virabrequim para aumentar o curso dos pistões de 64 para 69,5 mm, ampliando o deslocamento do motor de 1.200 cm³ para 1.300 cm³.

Os pacotes atuais são mais focados no motor TSi da Volkswagen, Nas versões mais potentes, o 2.0 turbo passa a entregar 400 cv graças a um turbocompressor maior, uma reprogramação na ECU e à troca de alguns componentes internos. Além disso, são oferecidas alterações estéticas (novas rodas de 19 polegadas, body kit com splitter frontal, difusor traseiro e aerofólio) e um novo sistema de escape.

 

Envemo

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Sugerido por: Bruno M.

É claro que haveria uma representante brasileira na segunda parte da lista, como não? Atuante de 1966 a 1995, Envemo foi uma das maiores fabricantes de componentes aftermarket do Brasil. Saca só a lista de coisas que os caras faziam só para o Chevrolet Opala, como dissemos neste post:

Para o motor, havia peças para a preparação tanto do quatro como do seis cilindros: comando de válvulas mecânico apimentado, dupla ou tripla carburação com cornetas, cárter (reservatório de óleo) com maior capacidade, filtros de óleo, ar e gasolina especiais, válvulas de admissão maiores, pistões de alta taxa de compressão, bomba elétrica de combustível, tampa de válvulas de alumínio, cabos de vela de performance, distribuidor Mallory, e até Molykote e Loctite para ajudar a preservar o motor.

E isto só para o Opala. A Envemo ainda fabricava kits estéticos para o Opala e outros carros brasileiros, capotas para picapes e utilitários, rodas, para-choques e grades. Você podia comprá-los avulsos e instalar em casa ou já pedir a instalação do conjunto completo, saindo da loja com o carro transformado.

American Racing

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Sugerido por: Claudio Jr.

Sabe aquele Dodge Challenger bacanudo, aquele Ford Mustang matador ou aquele Chevrolet Camaro animal que você estava namorando até agora há pouco pela Internet? Se ele fazia o estilo old school, provavelmente estava calçando um jogo de rodas American Racing.

A empresa foi fundada por Romeo Palamides, que na década de 1950 desenvolveu um jogo de rodas de liga de magnésio para seu carro de arrancada movido a turbina. O carro apareceu na capa da Hot Rod de novembro de 1956, mas foram as rodas que chamaram a atenção do público, que estava interessado em rodas leves e de visual esportivo para seus carros de rua, mesmo sem a intenção de quebrar recordes de velocidade em planícies de sal.

 

Uma das primeiras rodas de sucesso da American Racing foi a Torq Thrust que, apesar de ter sido desenvolvida para as arrancadas, virou uma das mais populares nas ruas e sagrou-se como uma das mais populares do planeta. Há quem diga que o lançamento da Torq Thrust foi o que acendeu a faísca que deu origem ao mercado de rodas aftermarket nos Estados Unidos.

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