A revista semanal dos entusiastas | jorn. resp. MTB 0088750/SP
FlatOut!
Image default
Top

As peruas mais legais que você pode comprar no Brasil – mais anos 2000 e premium

Chegamos à terceira e última parte do nosso guia de compra especial com as peruas mais bacanas que se pode comprar no Brasil. Primeiro, perguntamos aos leitores quais eram estas peruas. Depois, dividimos as respostas em grupos: clássicas, anos 90, anos 2000 e premium.

Você pode conferir as duas primeiras partes, com as clássicas, dos anos 90 e anos 2000, aqui e aqui. Nesta terceira parte, vamos mostrar mais algumas station wagons legais da década de 2000 (e 2010 também) e também as peruas premium, usadas e zero-quilômetro.

 

Mais anos 2000

Mégane Grand Tour

GrandTour

Sugerido por: Lucas Timm

Se, para você, beleza é fundamental e fica melhor ainda em um pacote atual e divertido, a Mégane Grand Tour é sua perua. Existem duas opções de motor: 1.6 16v flex de 115 cv e 16 mkgf de torque (etanol) e 2.0 16v a gasolina de 138 cv e 19,2 mkgf de torque. Ela foi oferecida até 2012 e os exemplares mais novos já podem ser encontrados na casa dos R$ 30 mil.

megane_grand_tour_extreme_baixa_imagem_021

A exceção é a versão Extreme, que tem para-choque dianteiro igual ao do Mégane RS e rodas de 16 polegadas, entre outros detalhes de acabamento diferenciados. Lançada em 2009 e limitada a 1.500 unidades, ela ainda não perdeu tanto valor.

 

Citroën C5 Tourer

autowp.ru_citroen_c5_break_5

Sugerido por: Yuri Vieira Machado

Quando a segunda geração do Citroën C5 foi lançada, em 2008, seu estilo mais alemão agradou – já estava mais do que na hora de uma mudança. E o design do carro é tão atraente que permanece bonito até hoje, ainda que ligeiramente datado. E ainda cai muito bem à perua – que ainda é oferecida zero-quilômetro na Europa, inclusive.

Considerando que um Volkswagen Up Move zero-quilômetro já bateu nos R$ 45 mil, pagar pouco mais de R$ 50 mil por uma station wagon francesa com belo visual e muito mais recheada.

autowp.ru_citroen_c5_break_24

É esta a faixa de preço de uma Citroën C5 Tourer 2011 com menos de 80.000 km rodados, com motor 2.0 16v de 143 cv e 20,7 mkgf de torque. Não é o motor mais interessante oferecido no C5, que também recebeu um V6 de três litros e 210 cv na geração anterior, mas estamos falando de um quatro-cilindros bastante potente para um naturalmente aspirado. Outra coisa: apenas a versão com motor V6 é equipada com suspensão hidropneumática de série – o modelo de quatro-cilindros traz o sistema como opcional.

autowp.ru_citroen_c5_break_3

Por outro lado, você encontra no C5 recursos como mostrador colorido no painel, ar-condicionado de duas zonas, sensor de estacionamento e faróis de acionamento automático. Claro, estamos falando de um carro mais luxuoso, e você provavelmente vai sofrer um pouco para encontrar mão de obra especializada. Os componentes não são tão difíceis de achar, mas prepare-se para gastar um pouco mais.

 

Volkswagen Golf Variant

volkswagen_golf_30_3

Sugerido por: nós mesmos

O lançamento do Golf Variant, em maio de 2015, foi um sopro de alívio para quem lamentava a morte lenta das peruas no mercado brasileiro. Ele pode não ter mais o charme (e o ronco) dos cinco cilindros, mas nem por isto vamos reclamar: o motor 1.4 TSi de 150 cv não faz feio – especialmente porque o carro é 74 kg mais leve que o modelo anterior (1.357 kg contra 1.431 kg) graças à plataforma modular MQB, que emprega aços de alta resistência. Além disso, ele resolve o problema do consumo, que não era dos melhores no 2.5.

volkswagen_golf_tsi_bluemotion_variant_10

A potência máxima aparece às 4.500 rpm, enquanto o pico de torque de 25,5 mkgf se faz presente já às 1.500 rpm. Com isto (e com o câmbio automático de seis marchas), a perua da Volks chega aos 100 km/h em 9,1 segundos, com máxima de 207 km/h.

volkswagen_golf_tsi_bluemotion_variant_22

No Brasil, o Golf Variant é oferecido em duas versões de acabamento: Comfortline, que parte de R$ 105 mil e vem com sete airbags, controles eletrônicos de tração e estabilidade e sistema multimídia com tela sensível ao toque de 6,5 polegadas; e Highline, que adiciona borboletas atrás do volante e ar-condicionado digital de duas zonas, entre outros itens de conforto, partindo de R$ 116 mil.

 

Premium

Mercedes-Benz Classe C W204

Mercedes-Benz-C63_AMG_Estate_2008_800x600_wallpaper_11

Sugerido por: Elton RedHair

A Mercedes-Benz é uma das poucas fabricantes que ainda oferecem peruas zero-quilômetro no Brasil mas, se você não se importar com uma usada, a geração W204 ainda é um carro moderno e, mesmo em suas versões mais baratas, já oferece um belo pacote. A C200 Touring, por exemplo, é equipada com um quatro-cilindros de 1,8 litro com turbo e 184 cv, suficientes para levar a perua até os 100 km/h em 8,2 segundos. Não dá para reclamar do desempenho, nem mesmo com dois cilindros a menos do que normalmente se espera de um Mercedes-Benz.

mercedes-benz_c_200_kompressor_sport_estate_au-spec_4

Outro argumento convincente é o preço: a média fica entre R$ 85.000 e R$ 90.000 – o preço de um sedã médio zero-quilômetro em configuração intermediária. Agora, não vá esperar manutenção de sedã médio zero-quilômetro: a C200 W204, por mais que tenha sido fabricada na década passada, ainda é um Mercedes-Benz e continua sendo exigente como um carro premium. A manutenção básica não é das mais caras, mas na hora de trocar componentes como amortecedores, discos de freio ou um eventual sensor defeituoso a conta pode ficar cara.

mercedes-benz_c_63_amg_estate_13

Estando cientes disso, e como não temos limite de orçamento nesta lista, o que nos impede de incluir uma perua com motor V8 naturalmente aspirado e tração traseira? Exatamente: nada. E é por isto que a C63 AMG Touring está aqui.

mercedes-benz_c_63_amg_estate_16

A primeira fase da geração W204, do Classe C, foi fabricada entre 2007 e 2011, e custa cerca de R$ 130 mil. Para quem está acostumado com a agressividade da versão Black Series, o visual pode até parecer discreto, mas não se engane: estamos falando de um V8 naturalmente aspirado de 6,2 litros e 457 cv a 6.800 rpm, com 61,2 mkgf de torque a 5.000 rpm. O câmbio é automático de sete marchas com borboletas atrás do volante.

O conjunto é capaz de levar o C63 AMG até os 100 km/h em apenas 3,9 segundos. Empolga, não é? Apenas lembre-se que, com grandes números na ficha técnica, podem vir grandes cifras no orçamento da oficina. Mas faz parte.

 

Volvo V60

volvo_v60_t6_4

Sugerido por: nós mesmos

A perua sueca foi um dos carros que mais gostamos de avaliar no FlatOut. Na época, dissemos que ela figurava praticamente sozinha em um segmento entre as peruas importadas de alto desempenho, como a Audi RS4; e àquelas mais “comuns”, mas ainda bastante interessantes, como o Passat Variant – no preço, inclusive. É um carro bem acabado, bem construído, de condução envolvente e dotado de um belo ronco. Temos provas!

Um exemplar de 2013, hoje em dia, custa em média R$ 130 mil. Por esta grana, você coloca na garagem uma perua com motor seis-cilindros transversal (sim!) de três litros que, turbinado, entrega 304 cv a 5.600 rpm e 44,8 mkgf de torque entre 2.100 rpm e 4.200 rpm. Com isto, ela é capaz de chegar aos 100 km/h em 6,2 segundos (!), com máxima limitada eletronicamente em 250 km/h. O sistema de tração integral do tipo Haldex leva 95% da força para as rodas dianteiras na maioria do tempo mas, em caso de necessidade, pode dividir o torque igualmente entre os eixos.

volvo_v60_t5_3

Mas a gente também recomenda a versão T5, que fica logo abaixo. O motor é um quatro-cilindros turbo de 245 cv e 35,7 mkgf de torque, e o câmbio automático de oito marchas é mais moderno. Os números de desempenho empolgam: o 0-100 km/h é cumprido em 6,3 segundos e a velocidade máxima é limitada a 210 km/h.

 

Chrysler 300C Touring

CHRYSLER_300C_TOURING_SRT8_2006_4

Sugerido por: Matheus Zimmermann

Agora, já que falamos em peruas com motor V8 e tração traseira, por que não optar por algo mais… americano? Claro, o Chrysler 300C Touring da geração passada é feito sobre a plataforma LX da Chrysler, que ainda vinha da época quando a companhia americana pertencia à Daimler e, por isso, aproveitava componentes dos Mercedes-Benz Classe S e Classe E, mas nós vamos fingir que não não sabemos…

autowp.ru_chrysler_300c_touring_43

Porque, bem, quer algo mais legal que uma perua americana com motor V8? O Hemi de 5,7 litros usado pela perua, com direito a comando no bloco, entrega saudáveis 340 cv (para um carro fabricado há cerca de dez anos, ao menos) e leva o carro até os 100 km/h em 7,2 segundos, com máxima de 250 km/h. O câmbio, in typical American fashion, é automático de cinco marchas.

O problema é que o consumo também é tipicamente americano: mesmo com desativação eletrônica de metade dos cilindros quando em baixo regime de funcionamento, a 300C Touring ainda é bastante sedenta, sendo capaz de rodar, em média, 10 km/l na estrada e 5 km/l na cidade. Mas, para quem quer uma perua V8 de tração traseira, isto é só um detalhe, não?

 

Audi A4 Avant

audi_a4_avant_2.0_tdi_8(2)

Sugerido por: High Speed

Tal qual a Mercedes-Benz, a Audi também é uma das poucas a investir em peruas no mercado brasileiro. E a gente está falando da atual geração, que foi lançada no ano passado.

audi_a4_avant_10

A versão única Ambiente é equipada com o motor 2.0 TFSI do grupo VW, com turbo e injeção direta de combustível, calibrado para entregar 190 cv, acoplado a uma caixa de dupla embreagem e sete marchas. Para um carro sem pretensões esportivas, seu desempenho é bem interessante: 7,5 segundos para chegar aos 100 km/h e velocidade máxima de 238 km/h. O recheio é bom, com airbags frontais, laterais e de cortina, vetorização de torque e um belo cluster de instrumentos digital e programável, presente em todas as versões.

audi_a4_avant_2.0_tdi_2

A RS4 Avant, embora ainda esteja na geração passada, leva a coisa toda a outro nível: um V8 naturalmente aspirado de 4,2 litros e 450 cv a 8.250 rpm, além de 43,8 mkgf de torque a 4.000 rpm. É uma perua com desempenho de superesportivo (até porque o motor é, em essência, o mesmo do Audi R8 V8 da geração passada): 0 a 100 km/h em 4,7 segundos, com máxima de 280 km/h.

autowp.ru_audi_rs4_avant_76

A transmissão S-Tronic, de dupla embreagem e sete marchas, leva a força para as quatro rodas através do sistema de tração integral quattro – que, ao lado da suspensão totalmente independente (braços sobrepostos na dianteira e multilink na traseira), é responsável pela dinâmica neutra e bastante precisa da super perua.

Peruas deveriam ser proibidas de roncar assim

É claro que, aqui, estamos falando de dois extremos: a A4 Avant, zero quilômetro custa pouco menos de R$ 200 mil. Uma RS4 Avant seminova, fabricada em 2013, com quilometragem razoavelmente baixa, costuma sair por pelo menos R$ 100 mil a mais.

 

Audi RS6 Avant

audi_rs_6_avant_performance_31

Sugerido por: Bruno Borges

Agora, se você não sabe brincar e a RS4 não é superlativa o suficiente para você, a Audi tem a solução: a RS6 Avant é vendida nova, também. O motor não é mais um V10 naturalmente aspirado, mas sim um V8 biturbo de quatro litros com nada menos que 560 cv a 6.600 rpm e 71,4 mkgf de torque entre 1.500 e 4.200 rpm – suficientes para acelerar até os 100 km/h em 3,9 segundos e passar dos 300 km/h. O câmbio é automático de oito marchas, com embreagem simples.

audi_rs_6_avant_performance_4

É o melhor de dois mundos: desempenho de superesportivo, espaço de perua full size (565 litros de porta-malas!) e visual que equilibra muito bem agressividade e elegância. Além disso, o interior é bem recheado, com sistema de som Bang & Olufsen, receptor de TV (!), acabamento em fibra de carbono (não imitando fibra de carbono), head-up display, borboletas atrás do volante e banco do motorista repleto de regulagens elétricas, teto solar Open Sky é uma lista longa.

audi_rs_6_avant_performance_18

É claro que tudo isto tem um preço: R$ 492 mil. Por outro lado, você dificilmente pensaria em comprar outra perua pelo resto da sua vida.

Matérias relacionadas

Estes carros são hatchbacks – mas definitivamente não parecem

Dalmo Hernandes

Os games de corrida mais legais da era 32-64 bits – parte final

Dalmo Hernandes

Os bancos esportivos mais legais da indústria automotiva, parte 2

Dalmo Hernandes