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Zero a 300

As primeiras fotos oficiais da Ferrari 488 “Pista”, BMW M4 CS chega ao Brasil, Lada Niva pode voltar ao país e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas (ou não) do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Ferrari 488 “GTO” vaza antes da apresentação — e seu nome também

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Vejam só que surpreendente: alguém vazou as fotos da Ferrari 488 “Speciale” antes do lançamento. Elas não revelam muito mais do que já esperávamos, mas trazem uma novidade que realmente pegou todos de surpresa: o nome. Ela não será 488 GTO, nem 488 Speciale, e sim 488 Pista. Simples assim.

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Como já havíamos visto anteriormente — e seguindo o caminho das antecessoras —, a 488 Pista ganhou uma carroceria praticamente toda remodelada para otimizar a aerodinâmica, como o splitter frontal maior, as passagens de ar na dianteira, um difusor traseiro mais pronunciado além de dutos e aletas por todos os lados. Por dentro ela terá revestimento alcântara com elementos de fibra de carbono exposta, como o assoalho e provavelmente partes dos paineis das portas. Os bancos também são sutilmente diferentes dos originais da 488 GTB e o painel mostra um conta-giros com a mesma faixa vermelha da versão menos radical do modelo, entre 8.000 e 10.000 rpm.

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O motor será o mesmo V8 3.9 turbo, como já esperávamos, mas deverá ser mais leve e produzirá cerca de 700 cv e 77,4 kgfm. Isso é tudo o que se sabe sobre ela até agora. A apresentação oficial será realizada no próximo dia 6 de março, durante o Salão de Genebra.

 

BMW M4 CS chega ao Brasil em seis unidades…

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A BMW anunciou nesta semana a chegada do M4 CS ao Brasil. Serão apenas seis unidades importadas, e cada uma delas custará R$ 664.000. Por esse preço, você leva a atual versão intermediária da linha M4, que tem 29 cv a mais que o M4 de entrada e 40 cv a menos que o M4 GTS.

Além da potência extra, o M4 CS passou por uma dieta semelhante à do GTS para eliminar 32 kg em relação ao modelo de entrada: capô, teto, spoiler traseiro, difusor e splitter frontal são todos feitos de plástico reforçado com fibra de carbono. Os paineis de acabamento interno das portas também são mais leves que no BMW M4 comum, e trocaram os puxadores de borracha e plástico por tiras, como nos Porsche mais radicais.

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O câmbio manual não teve chances aqui: o M4 CS vem equipado apenas com o câmbio de dupla embreagem e sete marchas. Com ele, o CS vai de zero a 100 km/h em 3,9 segundos e chega à máxima de 280 km/h, limitada eletronicamente. Segundo a BMW, o modelo ainda é capaz de completar a volta em Nürburgring Nordschleife em 7 min 38s, onze segundos a menos que o GTS e praticamente no mesmo tempo que o Porsche 911 Carrera S.

Os freios também receberam upgrades: pinças douradas de seis pistões na dianteira e quatro pistões na traseira, além de discos de carbono-cerâmica. A suspensão ganhou molas e amortecedores mais rígidos, barras estabilizadoras mais espessas e rodas de 19 polegadas na dianteira e 20 polegadas na traseira. O escape de 3,1 polegadas é o mesmo do Competition Package. A paleta de cores terá cinco opções: cinza Lime Rock metálico, branco Alpine, azul San Marino, preto Sapphire e azul Frozen Dark.

… e ganha versão 30 Jahre no modelo conversível

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Há exatos 30 anos, em 1988, a BMW apresentava a primeira versão conversível de seu M3. O modelo foi a primeira variação do esportivo, que na geração seguinte ganharia também uma versão de quatro portas que acabou se tornando a única versão do M3 quando este se tornou o M4. Em nossa opinião foi uma das grandes trapalhadas da BMW, que tinha um nome forte de quase 30 anos e mesmo assim decidiu trocá-lo por um nome que ainda não soa tão naturalmente ligado a esse passado. Tanto é que para comemorar os 30 anos do M3 conversível, a marca está lançando o M4 Cabriolet 30 Jahre.

O modelo será baseado no M4 com o pacote Competition, que eleva a potência de 431 cv para 450 cv e traz uma caixa de direção com relação mais direta, suspensão adaptativa, diferencial eletrônico ativo e sistema de escape M Sport. Visualmente ele será diferenciado pelas duas opções de cores (azul “Macao Blue” e amarelo “Mandarin II uni”, uma variação do antigo Dakar Yellow do E36), pela grade e respiros laterais pintados de preto brilhante e pelas rodas exclusivas de 20 polegadas com pintura cinza fosca “Orbit Grey”.

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Por dentro o carro terá couro Merino de dois tons com costura contrastante, tapetes exclusivos, acabamento de fibra de carbono e soleiras ’30 Jahre Edition”, além de uma plaqueta com a numeração do carro na série — que será limitada a 300 unidades.

 

Sauber revela seu “Alfa Romeo” para 2018

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Depois de 30 anos a Fórmula 1 volta a ter um Alfa Romeo no grid — ainda que este não seja exatamente um Alfa Romeo: a Sauber apresentou nesta terça-feira (20) seu carro para a temporada de 2018. Batizado Alfa Romeo Sauber C37, ele usará o mesmo motor Ferrari do ano passado, e tem o logotipo da Alfa Romeo em destaque na cobertura do motor e no bico do carro, junto ao S da equipe suíça. Ah, e o tradicional triângulo com o trevo de quatro folhas inserido está logo acima do piloto, na tomada de ar, para deixar claro que este é um Alfa Romeo, apesar de usar um chassi Sauber e motor Ferrari.

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Sobre o design do carro não há muito o que falar. As mudanças são majoritariamente aerodinâmicas e pouco significam para o público geral. Mudam alguns elementos nos sidepods e, como todos os outros carros, a asa traseira em T, a barbatana de tubarão e as aletas em frente aos sidepods deixam de ser usados neste ano. Até mesmo o halo é igual a todos os outros, igualmente pintado em uma cor que tenta o impossível disfarçá-lo ao máximo.

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Para este ano a dupla de pilotos será formada por Marcus Ericsson e pelo estreante Charles Leclerc, nascido em Mônaco. Ele entra na Sauber como parte das negociações entre a equipe suíça e a Ferrari, vindo da academia de jovens pilotos da Scuderia — o que significa que ele é uma das apostas da Ferrari para o futuro.

 

Lada Niva poderá ser produzido no Brasil

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O Lada Niva foi vendido no Brasil por apenas cinco anos, entre 1990 e 1995, mas é difícil não lembrar da passagem do utilitário russo por aqui — seja por suas qualidades ou por seus defeitos. E agora ele poderá voltar ao país, não mais como importado, mas para ser produzido aqui.  Segundo o Jornal do Carro, o jipe russo poderá ser fabricado pela aliança Renault Nissan, que controla a AvtoVAZ.

O modelo, de acordo com o jornal, poderá ser produzido na fábrica da Renault em São José dos Pinhais, mas somente em sua segunda geração. Ela está prevista para este ano, e deverá usar a plataforma do Renault Duster, daí a possibilidade de produzi-lo por aqui. Caso isso aconteça, a previsão de chegada do russo é 2021.

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