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FlatOut!
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Humor Motos Sessão da manhã

Às vezes, em uma corrida, você tem que desafiar as leis da física…

… e elas têm que ceder. Foi o que aconteceu com Randy Mamola, que deu outro significado à expressão “quase caiu” durante o GP de San Marino lá em 1985. Você tem que ver isto — e mais umas coisinhas.

De vez em quando, quando mostramos um vídeo, fazemos um esforço para dar uma explicação resumida, fazer um comentário engraçado ou irônico (porque, não se esqueçam, estas duas palavras não são sinônimos) e tentar te deixar meio que por dentro do que você vai assistir. Mas desta vez não dá:

O próprio Mamola parece incrédulo, e com razão. Mas ele não foi o único. Este vídeo foi enviado para o Youtube há sete anos (provavelmente usando uma batata), mas ainda é muito bom:

Depois, temos Raffale de Rosa, piloto italiano que pode não ter quase caído na mesma velocidade, mas certamente ganha pontos na execução. Ele conseguiu voltar para a pista!

Mas o FlatOut! é um site de carros, e não de motos. Para quem não sabe a diferença, carros costumam ter quatro rodas, e motos costumam ter duas. Só que de vez em quando ambos têm três rodas. Quando uma moto tem três rodas, chamamos de triciclo. Quando um carro têm três rodas, chamamos de carro mesmo.

E quando o veículo em questão é o Morgan 3-Wheeler, aí não dizemos nada, só ficamos com inveja por não termos um

Enfim, divagamos. O que a gente quer que você veja é que carros também podem desafiar as leis da física. Este cara entra na curva de ré com seu Nissan, recupera e volta para a pista como se nada tivesse acontecido. É um evento amador, não profissional. Portanto, das duas, uma: 1) o cara teve muita sorte ou 2) ele é um deus do volante e precisamos adorá-lo eternamente.

Como o panteão de deuses do automobilismo está com vagas limitadas, vamos apostar na opção 1. Até porque esse negócio de entrar de ré na curva é uma manobra popular entre a galera que anda de lado. O nome da é reverse entry drift, e sua essência é levar a técnica das derrapagens controladas ao extremo.

Como explicamos (na verdade, Chris Harris explicou) neste post, o drift começa com uma saída de traseira, que você consegue aplicando uma bela dose de aceleração e virando o volante repentinamente — a força nas rodas precisa superar a aderência do piso. Mas esta é a parte fácil, por que a coisa complica depois, na hora de tomar de volta o controle: é preciso aplicar o contra-esterço (virar na direção oposta) rapidamente e controlar o pé direito para manter a derrapagem sob controle.

No caso do reverse entry a tarefa fica mais complicada porque, quando a traseira escapa, você precisa deixá-la ir muito mais longe — até o carro dar um giro de 180º. É preciso ser ainda mais rápido no contra-esterço, o que pode exigir semanas de treino até você pegar a prática. É quase como reaprender a fazer drift. O resultado, no entanto, é espetacular — e uma verdadeira prova de que é possível, sim, desafiar as leis da física ao volante de um carro.

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