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Zero a 300

BMW M3 no dinamômetro, vendendo um carro velho com estilo, o verdadeiro carro de James Bond à venda e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas (ou não) do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

BMW M3 e M4 podem ter mais potência do que o divulgado

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Carros mais potentes do que o divulgado pela fabricante não são novidade. Dizem que o Nissan GT-R tem bem mais que os 549 cv divulgados, e no Brasil, quando o IPI era cobrado de acordo com a potência vários carros de 99 cv tinham bem mais que isso.

Os mais novos integrantes da lista de carros mais potentes do que parecem são o BMW M3 e seu gêmeo de duas portas M4. Eles compartilham um seis-em-linha biturbo de três litros com 431 cv a 5.500 rpm e 56,1 mkgf a 1.850 rpm declarados pela fabricante, mas o pessoal da Motor Trend levou a dupla alemã ao dinamômetro da K&N Engineering para descobrir que eles produzem 52,1 mkgf a 4.300 despejam até 385 cv nas rodas traseiras a 6.600 rpm.

Isso significa que, considerando a perda de 13%, a potência máxima real no virabrequim passa dos 440 cv. Mas além dos picos de potência e torque serem diferentes, os gráficos mostram o que acontece quando você afunda o acelerador em quarta marcha a 2.300 rpm: o toque dispara e continua constante. A potência não cai antes dos 7.000 rpm  — e quando cai, a curva é pouco acentuada. O resultado é uma entrega de potência e torque ampla, independentemente da faixa de rotação do motor S55.

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Como comparação, a revista levou também o M3 da geração anterior (E90), com seu V8 aspirado de 420 cv declarados. No dinamômetro ele mostrou que recebe um máximo de 310 cv nas rodas a 7.600 rpm. O gráfico mostra uma bela curva de potência e torque, mas quando se compara com a nova geração (F80), a evolução de desempenho fica clara, com muito mais potência e torque entregues ainda abaixo dos 3.000 rpm.

 

O verdadeiro carro de James Bond está à venda

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Desde os anos 1950 os Aston Martin são conhecidos como os carros de James Bond. Isso por que o criador do personagem, Ian Fleming, inspirou-se no Aston DB2 que pertencia a seu chefe no MI5, Lord Swinton, para dar ao espião de seus romances um legítimo carro de um agente secreto gentleman.

Agora o Aston Martin DB2 de Lord Swinton será leiloado neste mês na Inglaterra. Ele não tem metralhadoras, nem placas reversíveis, mas curiosamente tem alguns gadgets de um chefe de serviço secreto, como compartimentos secretos, um rádio de duas vias (para comunicação com o QG), além de um cronômetro usado para ralis de regularidade. O valor estimado para a venda não foi divulgado.

 

Como vender um Corsa dos anos 1990 com estilo

Imagine-se na seguinte situação: você tem um carro velho, não muito empolgante, nem muito bem conservado e precisa vendê-lo. Como chamar a atenção entre tantos carros melhores que o seu?

Simples, você usa suas habilidades com uma câmera e um computador e cria o melhor anúncio já feito para um carro meia-boca. Foi exatamente o que fez David John, um diretor de criação digital australiano que queria vender seu Holden Barina 1999 (o Corsa disfarçado de Bruce Mate).

Para oferecer seu carro a potenciais compradores, ele fez uma mistura de Velozes e Furiosos com 007, onde um cara bem apessoado, com pose de galã acelera seu carro pelas ruas e levantando fogo com os pneus. Ele obviamente não divulgou o preço; na verdade ele foi bem mais esperto: incluiu sua conta no Twitter e uma hashtag para que os interessados ofereçam seu lance pelo carro. Vai que cola e alguém paga mais do que os mil dólares australianos que o carro vale, não é?

 

Um supercarro feito nas Filipinas?

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De tempos em tempos aparece um supercarro exótico em algum país exótico como a nova promessa de superesportivo de desempenho arrasador. Nós já tivemos alguns por aqui, como o Vorax, o México teve seu Mastretta, e a Dinamarca tem o Zenvo. O mais novo deles é o Aurelio, que foi desenvolvido por um estudante de engenharia filipino de apenas 21 anos, chamado Kevin Factor.

Apesar de ter o sobrenome mais legal que um projetista poderia ter, o carro de Kevin ganhou esse nome devido ao cara que ajudou a transformar um projeto universitário em realidade, o investidor filipino Brendan Aurelio. O carro tem chassi feio à mão e pode ser equipado com duas opções de motores: um 2.0 turbo de 16 válvulas da Mitsubishi (4G63T, que foi usado no Lancer EVO até 2006) com cerca de 300 cv, ou o famoso Honda B16A, consagrado no Honda Civic Si dos anos 1990, com cerca de 170 cv.

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O carro tem carroceria de fibra de vidro reforçada com plástico e fibra de carbono, e usa portas tipo tesoura e rodas de 18 polegadas. Ainda não há informações sobre preços, produção, dados de desempenho e nem mesmo se o carro será realmente produzido em série.

 

Uma carona no Formula E com Lucas di Grassi

Até agora só havíamos visto os carros da Formula E em voltas de apresentação, com potência limitada a 180 cv, como será durante as corridas. Mas agora, o brasileiro Lucas Di Grassi conseguiu um carro com a potência total, e levou consigo uma câmera para mostrar para todos como são esses carros de corrida elétricos com gás total.

O vídeo foi gravado nos testes em Donnington Park no começo deste mês, e embora esses carros soem como um ataque alien do futuro para quem vê de fora, do cockpit só se ouve o barulho do vento — mesmo a 220 km/h.

Os carros têm dois modos de funcionamento: um deles com 180 cv e outro com 271 cv. O piloto só pode usar o modo boost quando precisa picar gelo duas vezes durante a corrida, mas como não se tratava de uma corrida, Lucas usou o modo de força total o tempo todo. O negócio é rápido, mas será que sem um ronco de motor ele vai vingar?

 

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