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BMW M8 vira 7:30 em Nürburgring, carro brasileiro é 44% mais caro que mexicano, as questões da Fórmula 1 no RJ e mais!

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BMW M8 pode ter virado 7:30 em Nürburgring

Com o lançamento do aguardado BMW M8 confirmado para setembro, os engenheiros da divisão M estão fazendo os ajustes finais no modelo — o que inclui a famosa sessão de testes em Nürburgring. Eles participaram do mais recente pool dos fabricantes, em uma sessão de carros de alta performance que incluiu, além dos BMW M, os modelos da AMG, Audi Sport e Mini JCW. E ao que parece, o M8 conseguiu um tempo impressionante.

Segundo o vídeo mais recente do “spotter-especialista” em Nürburgring, Misha Charoudin, apesar de seus quase cinco metros de comprimento, 2,82 metros de entre-eixos e cerca de 1.800 kg, o M8 pode ter completado a volta no Nordschleife na casa dos 7:29,5. Contudo, como o traçado usado pelos fabricantes exclui um trecho de 200-300 metros do circuito, este número pode variar sutilmente para cima. Mesmo assim, ele não deverá ficar muito longe dos 7:30, chegando, no máximo aos 7:32, o que ainda é um número baixo para um carro de seu porte.

Como comparação, o BMW mais rápido no circuito atualmente é o M4 GTS, que cravou 7:27,88 com pneus Michelin Pilot Sport Cup 2. Ainda que o M8 tenha completado a volta em 7:35, ele será o segundo BMW mais rápido no circuito, e estará em companhia de carros como o Pagani Zonda F, Ferrari 458 Italia e Porsche Carrera GT — o que também ilustra como o patamar de desempenho dos supercaros foi exponencialmente elevado nos últimos dez anos. .

O BMW M8 é equipado com o atual V8 biturbo de 4,4 litros da BMW. No M5 ele já chegou aos 625 cv. Considerando que o M5 não conseguiu um tempo tão baixo em Nürburgring (7:38, com a revista alemã Sport Auto), nosso palpite é que no M8 o V8 biturbo tenha chegado perto dos 650 cv. (LC)

 

Custo do carro brasileiro é 44% maior que do mexicano

Na discussão custo vs. margens que permeia o debate sobre os preços dos carros brasileiros, um novo estudo faz a balança pender para o lado dos custos: produzir um carro no México é 18% mais barato que no Brasil.

O relatório feito pela empresa de consultoria Pricewaterhouse Coopers sob encomenda da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), apontou que os impostos brasileiros, os encargos trabalhistas, questões logísticas, custo de matéria-prima e escala de produção estão entre os principais fatores que elevam o custo de produção (e, consequentemente, o preço final) dos carros brasileiros.

A escala de produção mexicana, por exemplo, é maior que a brasileira porque enquanto o México produz com foco na exportação — especialmente para EUA e Brasil —, a indústria brasileira está voltada ao mercado local e mercados menores da América do Sul.

Ainda segundo o estudo, além da produção mexicana custar 18% menos que no Brasil, ao aplicar os impostos de cada país, a diferença chega a 44%. No Brasil os impostos variam entre 37% e 44%, enquanto no México a carga tributária é de 16%. (LC)

 

Bolsonaro anuncia termo de compromisso para viabilizar a Fórmula 1 no Rio de Janeiro

Nessa quarta (8) durante uma solenidade de homenagem aos pracinhas e em comemoração ao Dia da Vitória da Segunda Guerra Mundial, o presidente Jair Bolsonaro assinou junto do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, um termo de com compromisso para que seja viabilizado o autódromo na capital carioca.

O autódromo é uma antiga promessa do governo de Sérgio Cabral, uma contrapartida à demolição de Jacarepaguá. A intenção é construí-lo em um terreno do Exército no bairro de Deodoro, na zona oeste do Rio, pela empresa privada que vencer a concorrência pública para construção e administração do autódromo.

No edital de construção do autódromo, a parceria público-privada (PPP) tem orçamento de R$ 697,4 milhões. O poder público irá ceder apenas o terreno, enquanto o orçamento terá origem privada e sem investimento público além do terreno. Em 2018 um grupo de investidores anunciou seu interesse na construção do autódromo, apresentando um projeto com traçado desenhado por Hermann Tilke.

No evento, Bolsonaro, Witzel e Crivella anunciaram que pretendem levar a F1 ao Rio de Janeiro já em 2021, após o término do contrato da categoria com São Paulo em 2020, e que o complexo receberá o nome do piloto Ayrton Senna.

A Prefeitura de São Paulo divulgou uma nota oficial para esclarecer a situação da cidade e de Interlagos em relação a F1, afirmando que o contrato com a categoria ainda está em vigor até dezembro de 2020 e que a Prefeitura está atuando para a renovação do contrato em 2021. A nota também diz que a Prefeitura e o Governo de São Paulo desconhecem qualquer obstáculo que possa inviabilizar a renovação do referido contrato e que o projeto de privatização da pista está mantido e tramita na Câmara Municipal.

Atualmente, a prefeitura de São Paulo está reconstruindo os boxes para adequar-se às exigências da Fórmula 1. A obra está sendo financiada com dinheiro público, apesar da intenção da prefeitura em privatizar o circuito.

A Interpub, responsável pela organização da F1 em São Paulo, também divulgou uma nota, dizendo que o contrato com a Fórmula 1 ainda está vigente e ambas partes estão honrando o compromisso. A empresa incluiu na nota que a temporada de 2021 está em fase de negociação e lembra que Interlagos “é o único circuito da América do Sul ‘Nivel 1’, segundo a denominação oficial da FIA, apto à receber corridas de F1”.

O que não foi citado no anúncio de ontem é que atualmente há uma sentença da Justiça Federal do Rio de janeiro de setembro de 2018 suspendendo qualquer licitação no local sem que seja apresentado um estudo de impacto ambiental. O terreno, também conhecido como Floresta do Cambotá, é uma área de preservação permanente de Mata Atlântica.

Outra dúvida é sobre a construção, Marcelo Crivella afirmou que em 45 dias sai o resultado da licitação e logo em seguida começam as obras, com estimativa de ficar pronto em sete meses. O circuito de Yas Marina, por exemplo, teve as obras iniciadas em maio de 2007 e foi aberto em outubro de 2009. Nessa obra foram gastos US$1,322 bilhão, equivalente a mais de R$ 5 bilhões em conversão direta. Números bem distantes dos prazos e estimativas feitas para Deodoro. (ER)

 

Honda CB650 R chega ao Brasil ainda em 2019

A Honda lançou nesta semana, na Colômbia, a nova CB 650R. Importada da Tailândia, a naked começa a ser vendida imediatamente no país por 36,9 milhões de pesos colombianos – cerca de R$ 45.000 em conversão direta. Sua chegada à Colômbia antecipa o lançamento no Brasil, ainda em 2019.

Diferentemente do que acontece na Colômbia, a CB 650R brasileira será montada aqui, na fábrica da Honda na Zona Franca de Manaus. De acordo com o site Infomoto, que acompanhou o lançamento na Colômbia, é por isso que a moto chegará mais tarde ao Brasil – a Honda precisa adaptar sua linha de montagem para recebê-la.

A CB 650R virá substituir a atual CB 650F, que é considerada “comportada demais” para o segmento. A CB 650F é movida por um quatro-cilindros com comando duplo no cabeçote, 649 cm³, 88,5 cv a 11.000 rpm e 6,22 kgfm de torque. Já a CB 650R tem 95 cv a 12.000 rpm e 6,5 kgfm de torque, além de um estilo mais agressivo. Quanto ao preço, espera-se que a CB 650R custe menos de R$ 40.000 – a atual CB 650F é vendida no Brasil por R$ 35.490. (DH)

 

Triumph Bobber Black é lançada no Brasil por R$ 50.000

O mês de maio também traz como novidade no Brasil uma nova Triumph: a Bobber Black, versão dark da Triumph Bobber, que começou a ser vendida por R$ 49.990.

A Custom é movida por por um motor bicilíndrico de 1.200 cm³ com arrefecimento líquido, comando simples no cabeçote, 77 cv a 6.100 rpm e 10,81 kgfm de torque a 4.000 rpm, acoplado a uma caixa de seis marchas.

A Bobber Black justifica seu nome pela pintura fosca “Matte Jet Black”, e pela ausência quase total de peças cromadas – componentes como escapamento, pedais, cobertura do motor, moldura dos farol e rodas também foram pintados de preto.

Mas não foram feitas apenas mudanças estéticas: em relação à Bobber normal. O garfo dianteiro é mais robusto e visualmente mais largo, além de contar com maior curso, e o freio dianteiro usa disco duplo de 310 mm e pinças Brembo. A roda dianteira é calçada com um pneu “balão” de medidas 130/90/16, que ajuda a absorver melhor as irregularidades do piso.

Além disso, a Bobber Black vem de série cruise control, dois modos de condução (Road e Rain) e controle eletrônico de tração – sendo que este pode ser desativado manualmente. A Triumph Bobber Black já pode ser encontrada nas concessionárias, onde a Bobber “comum” segue à venda por R$ 43.990. (DH)

 

Ford v. Ferrari: filme sobre duelo épico em Le Mans estreia em novembro

Na década de 1960, Ferrari e Ford protagonizaram uma disputa memorável nas 24 Horas de Le Mans, resultando em quatro vitórias em sequência do Ford GT40 entre 1966 e 1969. Já ouvíamos boatos a respeito de um filme contando esta história em 2013, mas só agora, seis anos depois, a produção foi confirmada e ganhou uma data de estreia: 15 de novembro.

O filme contará a história do ponto de vista da Ford, com Christian Bale no papel de Ken Miles, o piloto de testes do Ford GT40 MkII, e Matt Damon no papel de Carroll Shelby – que foi contratado pela Ford para viajar até a Europa e transformar o GT40 em um vencedor. O enredo de Ford V. Ferrari se concentrará na edição de 1966 das 24 Horas de Le Mans, quando o GT40 venceu pela primeira vez.

Aqui vale um pouco de contexto: a investida da Ford em Le Mans foi motivada, principalmente, por uma negociação frustrada: Henry Ford II queria comprar a Ferrari, mas Enzo Ferrari recusou a oferta. Como resposta, Ford decidiu simplesmente derrotar os italianos na corrida de longa duração mais famosa do planeta. Em 1966, o Ford GT40 conquistou uma vitória tripla em uma prova que tinha os protótipos da Ferrari como favoritos. (DH)

 

Ingressos para as 6 Horas de São Paulo já estão a venda

A melhor chance que os brasileiros têm de ver de perto os protótipos do WEC, o Campeonato Mundial de Endurance, é a prova das 6 Horas de São Paulo. E os ingressos para a edição da temporada já estão à venda. A corrida, que será no Autódromo de Interlagos, está marcada para os dias 30 de janeiro a 1º de fevereiro de 2020. Será a primeira vez que o WEC retorna à cidade de São Paulo em seis anos –

Para comprar os ingressos, você deve acessar o site da organização. As entradas valem para os três dias do evento e estaõ distibuídas em quatro setores: A, B, M e Paddock.

De acordo com o comunicado oficial, o preço do Setor A é de R$ 250 (meia entrada por R$ 125). No Setor M, são R$ 490 (meia entrada por R$ 245). No setor B, o valor do ingresso é de R$ 600, incluindo um serviço de alimentação. Por fim, há o Paddock, cujo ticket custa R$ 3.950,00 e também conta com serviço de alimentação. Todos os ingressos dão direito a uma pit walk nos boxes, para ver os carros de perto.

Os organizadores ressaltam que os primeiros 1.000 compradores ganharão, como brinde um boné e uma cartela de adesivos oficiais, a serem retirados durante a corrida. (DH)

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