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Bugatti Veyron quem? Conheça o Nissan Silvia com motor Toyota 2JZ quadriturbo!!

Antes de qualquer coisa: sim, sabemos que alguns de vocês já se incomodaram com o fato de este ser um Nissan Silvia com motor Toyota. Mas estamos falando de um carro de drift, cara, e é extremamente comum que os carros que andam de lado no circuito tenham motores de outras marcas — ainda mais no Japão, onde as amarras para este tipo de swap são bem mais frouxas e as reações, mais positivas.

Quem encontrou esta aberração (como sempre, no melhor sentido da palavra) foi Alexi Smith, entusiasta e drifter australiano que mora no Japão desde 2008 e documenta toda a rica cultura automotiva que encontra em seu site, o Noriyaro.com. Seu dono se chama Takuro Watanabe, e ele logo deixa claro que seu carro não é exatamente um carro de drift, e sim um projeto de tuning feito para testar seus próprios limites e, basicamente, não houve outro objetivo além de provar que era possível. De qualquer forma, o carro anda de lado muito bem e, para nós, é o bastante para defini-lo como um carro de drift.

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Quando se fala em “quadriturbo”, a primeira coisa que nos vem à mente é o Bugatti Veyron, com seu superlativo W16 de oito litros que, com seus quatro turbocompressores trabalhando ao mesmo tempo, entrega mais de 1.000 cv e é capaz de passar dos 400 km/h.

Contudo, o carro de Takuro não funciona da mesma maneira, sendo mais parecido com um sistema biturbo sequencial, porém em dobro: os dois turbocompressores menores — um par de GReddy TD06-17C — entram em ação primeiro, fornecendo boost em baixas rotações. Uma vez cumprida sua função, os dois T88-34D entram em ação, e Takuro diz que a pressão total fica em torno de 3 bar. Ele não especifica o quanto de potência o setup proporciona, mas não seríamos loucos em apostar que a cavalaria chegue aos quatro dígitos. A transmissão é manual de seis marchas, provavelmente vinda do mesmo Toyota Supra que cedeu o motor 2JZ.

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De qualquer forma, o que importa de verdade é que tudo isto funciona — e, obviamente, de maneira monstruosa.

O vídeo e as fotos foram feitos por Alexis durante um evento no circuito de Nikko, que fica em  Utsunomiya, província de Tochigi, bem no meio do Japão. O local é conhecido por seus evento de dorifuto que acontecem quase toda semana — se você for até lá, prepare-se para ver e ouvir algo mais ou menos assim, o tempo todo:

Mas vamos voltar ao Silvia de Takuro Watanabe. Na verdade o evento mostrado no vídeo aconteceu no início do ano e serviu como shakedown para o carro, que foi testado pela primeira vez naquele dia ainda com 1,5 bar de pressão. Foi o suficiente para causar uma bela impressão, não é?

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Repare nas ventoinhas do radiador e nas entradas de ar para arrefecer o sistema

As fotos do Noriyaro mostram alguns detalhes interessantes do carro, como os coletores de escape feitos sob medida que alimentam os turbocompressores — cada dupla de turbocompressores recebe os gases de três cilindros. Todo o sistema é arrefecido pelo radiador no que fica no porta-malas, acoplado a duas ventoinhas gigantescas; um radiador suplementar no cofre do motor, e um radiador de óleo logo atrás do banco do carona, que recebe o ar de um respiro próximo à caixa de roda traseira esquerda.

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O motor é controlado por não um, mas dois módulos eletrônicos da Motec, que dividem espaço com as mangueiras do radiador de óleo, a tubulação do radiador principal e os pés de um eventual passageiro. O painel de instrumentos traz diversos mostradores — pressão dos turbos, temperatura dos fluidos, conta-giros e outras coisas — e o controle do sistema de injeção de água e metanol usado no duto de admissão principal. Na traseira, há um cilindro de NOS (que, na verdade, está sendo usado como reservatório de água para o radiador suplementar e para o intercooler), a bateria, o tanque de metanol e um extintor de incêndio que ainda não foi instalado.

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Dá para ver que Takuro é um cara que não gosta de trabalhar com probabilidades e, em vez disso, prefere experimentar soluções na prática e ver se elas vão dar certo. Talvez isto ajude a entender porque ele pretende colocar um quinto turbocompressor no 2JZ, de acordo com o Noriyaro… e é óbvio que nós vamos querer ver onde isto vai parar — se é que um dia vai parar!

 

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