A revista semanal dos entusiastas | jorn. resp. MTB 0088750/SP
FlatOut!
Image default
Achados meio perdidos

Charme de motor traseiro: este Fiat 600 1969 está à venda

Desconsiderando o onipresente Volkswagen Fusca, carros antigos de motor traseiro são apreciados pelos entusiastas por seu exotismo. E, no caso dos carros italianos, há uma boa dose de charme – aquilo que os ingleses chamam de flair – a se considerar.

Ainda não é assinante do FlatOut? Considere fazê-lo: além de nos ajudar a manter o site e o nosso canal funcionando, você terá acesso a uma série de matérias exclusivas para assinantes – como conteúdos técnicoshistórias de carros e pilotosavaliações e muito mais!

 

FLATOUTER

Membro especial, com todos os benefícios: acesso livre a todo o conteúdo do FlatOut, participação no grupo secreto no Facebook (fique próximo de nossa equipe!), descontos em nossa loja, oficinas e lojas parceiras!

A partir de

R$20,00 / mês

ASSINANTE

Plano feito na medida para quem quer acessar livremente todo o conteúdo do FlatOut, incluindo vídeos exclusivos para assinantes e FlatOuters.*

De R$14,90

por R$9,90 / mês

*Não há convite para participar do grupo secreto do FlatOut nem há descontos em nossa loja ou em parceiros.

Entre os Fiat clássicos, certamente o pequeno Nuova 500, vendido entre 1957 e 1975, é o que mais recebe atenção. Pudera: criado para uma Itália ainda calejada pela Segunda Guerra Mundial, ele cumpria o importante papel de fornecer transporte básico para famílias – e ainda esbanjava simpatia ao fazê-lo, com suas proporções “fofas”, faróis redondos, e um pequeno e extremamente simples (porém muito robusto) motor de dois cilindros arrefecido a ar.

Com isto, o irmão mais velho do 500 acaba ficando meio de lado – o Fiat 600, modelo um pouco maior, um pouco mais potente, um pouco mais caro, e equipado com um quatro-cilindros de arrefecimento líquido. Entretanto, se o que você quer é um italiano clássico, raro no Brasil e igualmente exótico (talvez até mais), nosso Achado meio Perdido de hoje pode ser uma opção interessante: um Fiat 600 1969, anunciado no GT40.

O Fiat 600 foi o primeiro modelo da marca a contar com construção monobloco e motor traseiro. Ele foi lançado em 1955 com o mesmo propósito que o Nuova 500 teria dois anos depois – e, na verdade, foi o 600 quem estabeleceu o template para o 500 em estética e construção. Seu motor, porém, era maior e mais complexo – o quatro-cilindros Tipo 100, com comando no bloco e deslocamento inicial de 633 cm³, mais tarde aumentando para 767 cm³ e 843 cm³.

Ao longo dos anos, sua plataforma foi usada em outros modelos icônicos da Fiat, como a 600 Multipla – uma espécie de “Kombi” do 600, que trocava sua porção central por uma “cara-chata” e colocava os ocupantes da frente sobre o eixo dianteiro; e à famílai 850, que consistia em sedã, cupê e roadster, sempre com duas portas.

O Fiat 600, aliás, também foi um dos primeiros carros que a Fiat produziu fora da Itália. Na Espanha, por exemplo, ele foi fabricado sob licença pela SEAT a partir de 1957, e foi tão popular que acabou se tornando um dos símbolos do “Milagre Espanhol”, marcando a recuperação do país após a Guerra Civil Espanhola. Já na Iugoslávia, onde era fabricado pela Zastava (também sob licença) com motor de 850 cm³, ele era conhecido como Fića (pronuncia-se “fitcha”), e tornou-se um dos carros populares mais bem sucedidos daquele país.

O Fiat 600 também foi fabricado na Argentina pela Sevel, que ficou conhecida por fornecer os motores 1.5 e 1.6 usados em alguns modelos brasileiros, como o Uno. Por lá, ele durou entre 1960 e 1982 e recebeu as mesmas atualizações mecânicas do 600 italiano. É de lá que vem o Fiat 600 anunciado no GT40, ao que tudo indica – o que denuncia é a pequena “grade” na dianteira, que na verdade era apenas uma peça decorativa, pois a tomada de ar para o radiador é posicionada abaixo do vigia traseiro.

O carro, de acordo com o anunciante, está muito bem conservado e estruturalmente íntegro. Pintura e revestimentos internos trazem boa apresentação, e os itens de acabamento são originais – faróis, lanternas, emblemas, volante e comandos para o motorista. Houve alguma customização, como os faróis auxiliares com lente amarela, a insígnia da Abarth no painel e nas colunas “C”, a pintura vermelha das rodas e a instalação de um bagageiro externo na traseira.

 

Esta unidade em especial é equipada com o motor de 767 cm³, capaz de entregar 36 cv, e é acoplado a uma transmissão manual de quatro marchas. A suspensão é independente nas quatro rodas, com amortecedores telescópicos na dianteira e feixe de molas semi-elípticas transversal na traseira (este, um arranjo semelhante ao que se vê no Fiat Uno brasileiro).

O carro tem placa preta certificada, com a numeração correspondente ao ano do carro. Seu grande atrativo é o preço, abaixo da média para um colecionável do período – talvez pelo fato de, no Brasil, ser um Fiat antigo meio “lado B”. O que, de todo modo, pode ser um plus para alguns colecionadores.

Se você ficou interessado, pode clicar aqui para acessar o anúncio e entrar em contato com o vendedor.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

Matérias relacionadas

Este Fiat Brava HGT 2.4 é um dos três únicos produzidos – e está a venda

Dalmo Hernandes

Que tal um Citroën Xsara VTS preparado com mais de 200 cv na sua garagem? Este aqui está à venda

Dalmo Hernandes

Este Fiat 500 com kit widebody Cinquone, turbo e 210 cv pode ser seu novo monstrinho de track day

Dalmo Hernandes
error: Direitos autorais reservados