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Car Culture Salão de Detroit 2015

Chevrolet Corvette Z06, Volt e Bolt e o novo Cadillac CTS-V são os destaques da GM em Detroit

Uma das grandes de Detroit, a General Motors se sentiu em casa para diversificar bastante as coisas no Salão: de um lado, os verdes Volt e Bolt da Chevrolet, acompanhados de uma seleção de esportivos e do Corvette Z06. Do outro, a maior novidade da Cadillac: o CTS-V, com todos os 648 cv de seu V8 LT4 de 6,2 litros, pronto para brigar com o BMW M5 e com o Mercedes E63 AMG.

Com uma consolidada gama de carros de alto desempenho, a Chevrolet aproveitou o Salão de Detroit para exibir suas novidades em carros ecologicamente corretos: a segunda geração do híbrido Volt e o conceito totalmente elétrico Bolt.

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O Volt, cuja primeira geração foi apresentada em 2010, ficou mais parecido com um carro “normal” — moderno, sim, mas com estética mais tradicional. Parece que a Chevrolet finalmente entendeu que muita gente deixa de comprar um híbrido por causa do visual muito diferente do convencional.

A geração anterior abusava das linhas retas e a traseira tinha lanternas estreitas e um aplique preto brilhante na tampa do porta-malas, o que deixava o Volt com cara de carro conceito high-tech. Na segunda geração as linhas forma suavizadas — os faróis agora têm linhas mais tradicionais e de acordo com a atual identidade visual da Chevrolet e a traseira ganhou lanternas triangulares de visual bem mais tradicional.

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A silhueta também assemelha-se mais à de um sedã do que à de um Toyota Prius, por exemplo. A grade cromada ainda está lá, mas se encaixa no resto da proposta estética do carro de forma bem mais natural.

De qualquer forma, ninguém compra um Volt pelo visual (bem, talvez), e sim pelo conjunto propulsor híbrido. O princípio continua o mesmo: o Volt é movido a eletricidade, com um motor a combustão que funciona como um gerador. Contudo, em vez de um motor elétrico de 150 cv acoplado a um motor Ecotec de 1,4 litro e 84 cv, o novo Volt ganhou dois motores elétricos que, dependendo das condições, podem fornecer até 12% mais potência (o que dá cerca de 170 cv). O motor a gasolina agora desloca 1,5 litro, e o conjunto agora pesa 45 kg a menos.

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O funcionamento também é o mesmo: o motor a gasolina é ativado quando a energia das baterias atinge um nível mínimo preestabelecido e atua como um gerador, fornecendo energia para os motores elétricos e para as baterias. Quando rodando apenas com eletricidade, o novo Volt tem autonomia de 80 km — que aumentam para 675 km quando o motor a gasolina entra em ação.

Agora, se o novo Volt começará a ser vendido no terceiro trimestre de 2015, o mesmo não pode ser dito de seu irmão menor, o conceito Bolt. Este é puramente elétrico e deverá custar US$ 30 mil, ou perto dos R$ 80 mil em conversão direta. E o que ele tem de especial?

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Para começar, em sua construção foram usados materiais leves, como alumínio, magnésio e fibra de carbono, de modo a manter o peso (não revelado) o mais baixo possível. Com isto, o motor elétrico (que também não teve detalhes comentados) deve entregar uma autonomia de 320 km.

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Visualmente é um carro simpático, com proporções típicas de subcompacto urbano, balanços dianteiro e traseiro quase nulos (bom para o comportamento dinâmico e para o espaço interno).Tecnologicamente, também traz alguns recursos legais (e experimentais): o carro acompanha um aplicativo que permite usar o smartphone como chave canivete, gerenciar caronas e ativar a função “park-and-retrieve”, que faz o carro estacionar sozinho, sem o motorista.

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Obviamente que nem só de carros verdes vive a Chevrolet: o Camaro e o Corvette, por exemplo, estavam muito bem representados. O primeiro, pelo Z/28 o monstro de pista com peso aliviado (não tem carpete no porta-malas, isolamento acústico ou faróis auxiliares, por exemplo) que, com um V8 de sete litros e 507 cv, é a versão mais rápida e nervosa do muscle car…

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… e pelo ZL1, que é a versão mais potente, com um V8 de 6,2 litros supercharged de 588 cv, além de vir equipado com suspensão magnetorreológica — os amortecedores possuem um fluido magnético cuja densidade varia de acordo com as condições do piso. Detalhe: o ZL1 ainda usa a dianteira antiga do Camaro, de antes da reestilização de 2013, enquanto a traseira já segue o visual dos outros Camaro.

Contudo, entre os esportivos, a maior atração foi o Corvette Z06 conversível — que, apesar de ter sido apresentado no ano passado, ainda tem cheiro de novidade.

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Trata-se do Corvette mais extremo de todos os tempos: seu V8 de 6,2 litros com compressor mecânico entrega nada menos que 659 cv e 89,9 mkgf de torque, acoplado a uma caixa manual de sete marchas (sweet!) e suficiente para chegar aos 100 km/h em 3,2 segundos, com quarto-de-milha (402 metros) cumprido em 11,2 segundos a 204 km/h. Com o câmbio automático de oito marchas, os tempos caem para 2,95 segundos e 10,95 segundos, respectivamente. Mas você quer o manual, não é?

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Por fim, a Chevrolet levou para o Salão a picape conceitual Colorado ZR2. Para quem não sabe, Colorado é o nome da nossa S10 nos EUA que, no ano passado, ganhou uma nova dianteira nos EUA.

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A ZR2 é apresentada como “off-road compacto”, porque é assim que os compactos são por lá. Com suspensão elevada, decoração temática e para-choques redesenhados para aumentar os ângulos de ataque e de saída (30,7° e 22,7°, respectivamente). A picape também é 10 cm mais larga que uma Colorado comum, tem diferenciais dianteiro e traseiro eletrônicos com autoblocante e as rodas de 18 polegadas são calçadas com generosos pneus 275/65.

O motor, contudo, não é dos mais nervosos: o Maryn Duramax 2.8 que, movido a diesel, entrega 181 cv a 3.400 rpm e 51 mkgf de torque já às 2.000 rpm, acoplado a uma caixa automática de seis marchas.

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Já a Cadillac, que por décadas foi uma marca associada ao luxo, mas desde 2004 produz um dos esportivos americanos mais legais de todos os tempos: o CTS-V, que no fim de 2014 chegou à sua terceira geração.

São 648 cv e 86,9 mkgf de torque no motor V8 LT4 de 6,2 litros do sedã, que é sobrealimentado por um compressor mecânico e acoplado a uma caixa automática de oito velocidades. É o bastante para acelerar até os 100 km/h em 3,7 segundos, com máxima de 322 km/h.

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A suspensão é do tipo McPherson na dianteira e multilink na traseira, e tem barras estabilizadoras mais rígidas para reduzir a rolagem da carroceria em até 20%. Os pneus são Michelin Pilot Super Sport, e calçam rodas de 19 polegadas feitas de alumínio forjado. Estas, por sua vez, abrigam discos de freio de 15,3 polegadas com pinças de seis pistões na dianteira e 14,3 polegadas com pinças de quatro pistões na traseira.

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Acompanhando o CTS-V no estande estava o ATS-V 2016. Em vez de um V8, com ele a Cadillac aposta em um V6 de 3,6 litros que, equipado com dois turbocompressores, entrega 461 cv e 61,5 mkgf de torque. É o bastante para chegar aos 100 km/h em pouco menos de quatro segundos, com velocidade máxima perto dos 300 km/h.

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O ATS-V também é equipado com suspensão magnética e tem carroceria 25% mais rígida que o modelo “comum”. E é ele que serve como base para o atual carro de competição da Cadillac homologado para a categoria GT3 da FIA.

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O ATS-V.R tem uma postura bem mais agressiva, graças aos para-lamas alargados para acomodar os novos pneus e rodas de 18 polegadas, e à suspensão mais baixa. A carroceria também recebeu um kit aerodinâmico que inclui um grande difusor dianteiro e uma asa traseira gigantesca.

O motor, por sua vez, é uma verdadeira usina: o chamado LF4.R também é um V6 biturbo de 3,6 litros, porém preparado para entregar até 600 cv a 7.400 rpm e 71,9 mkgf de torque — isto sem as eventuais restrições de potência que podem ser exigidas em determinadas categorias.

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