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Chrysler está destruindo 93 unidades raras do Dodge Viper e não há chances de salvá-las

Há cerca de 10 anos, a Chrysler doou 93 de Dodge Viper para programas educacionais nos EUA, que seriam usados para aulas de mecânica, funilaria e afins. Esses carros eram modelos de pré-produção, e não podiam ser licenciados para rodar nas ruas, não tinham limitadores de velocidade, nem dispositivos de controle de emissões. Agora, a Chrysler está prestes a destruir todos esses 93 Viper.

Tudo começou quando uma dessas escolas recebeu uma notificação da Chrysler solicitando que o Viper doado fosse destruído em duas semanas.

Segundo Norm Chapman, professor de tecnologia automotiva do South Puget Sound Community College, um funcionário da Chrysler disse a ele que carros deveriam ser destruídos pois em algum momento desses 10 anos, dois desses Viper foram usados em vias públicas e acabaram envolvidos em acidentes. Os processos legais resultantes desses acidentes estão custando milhões de dólares em indenizações para a Fiat-Chrysler que, em vez de correr o risco de ser responsabilizada por outro acidente e gastar ainda mais dinheiro, decidiu recolher e destruir os 93 carros remanescentes. 

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Chassi númer 4 do Dodge Viper, que está no South Puget Sound Community College

Sim. A própria Chrysler vai destruir impiedosamente 93 modelos de pré-produção do Dodge Viper. Eles não têm a menor chance de sobrevivência — nem mesmo em museus. Contudo, a Chrysler publicou um comunicado explicando os motivos que a levaram a ordenar a destruição desse Vipers raríssimos, e eles não têm nada a ver com supostos acidentes e indenizações milionárias.

Segundo a Chrysler, como procedimento padrão estipulado em seus acordos de doação, os carros são cedidos a instituições com propósitos educativo, e devem ser destruídos quando não forem mais necessários para tais fins. Com os avanços na tecnologia automotiva ao longo dos últimos 10 anos, a fabricante acredita que esses veículos já não tenham mais valor educativo para os estudantes. Em relação às indenizações, a fábrica informou que não tem registros de acidentes com esses carros. 

A Chrysler ainda diz que compreende e aprecia o significado histórico do Viper e certamente tem interesse em preservar modelos e projetos históricos relevantes, mas afirmou que esses carros não têm valor histórico. Além disso, eles não podem ser registrados e, consequentemente, também não podem ter sua propriedade transferida. Daí a decisão de destruir os carros. 

O apresentador e gearhead de plantão Jay Leno se ofereceu para o comprar o carro do South Puget Sound Community College, que foi o quarto Viper produzido, em 1992, mas sua proposta foi rejeitada por motivos não esclarecidos. Diante disso, parece que não há mesmo uma forma de salvar esses 93 carros, e dificilmente saberemos os reais motivos da destruição em massa.

 

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