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Clássicos a mil: os melhores (e piores) momentos do Goodwood Revival 2016

Todo mês de setembro no Reino Unido, acontece o Goodwood Revival. Diferentemente do Goodwood Festival of Speed, que também acontece na propriadade de Lord March e reúne subidas de colina, leilões e exposições de clássicos, o Goodwood Revival traz carros de competição das antigas disputando corridas em um circuito de verdade. E se você acha que eles são poupados pela idade, você está errado.

A ideia é dar aos carros de corrida das décadas de 1950 e 1960 que sobreviveram a décadas na pista a chance de continuar a fazer o que foram feitos para fazer, exatamente como quando eram novos. Isto significa que há um mínimo de modificações e modernizações permitidas, a fim de preservar o espírito da época. Com isto, o que se tem são dezenas de clássicos com motores carburados (ou injetados mecanicamente) e pneus fininhos disputando posições na pista.

Quem tem a sorte de poder conferir de perto vai vestido com roupas vintage, só para criar o clima. Quem não tem esta oportunidade pode conferir pela internet – todos os anos, o canal de Goodwood no Youtube fica cheio de vídeos com os melhores momentos do evento. E nós separamos alguns deles aqui!

São quatro horas de duração, mas caso você não tenha tanto tempo para ver tudo, separamos alguns momentos que fizeram deste Goodwood Revival 2016 um evento memorável, como sempre.

Prova disso é esta demonstração primorosa de pilotagem de Tom Kristensen. O piloto dinamarquês de 49 anos venceu nove vezes as 24 Horas de Le Mans entre 1997 e 2013 foi o destaque da corrida que abriu o evento – a Kinrara Trophy, para cupês de turismo fabricados antes de 1963. Ele não venceu a prova, mas não reduziu o ritmo por sequer um segundo ao volante da Ferrari 250 GT Berlinetta SWB, dotada de um V12 de três litros e algo entre 240 e 280 cv. A traseira escapa, os pneus dobram e cada rara oportunidade de ultrapassagem é brilhantemente aproveitada.

A corrida toda dura uma hora, mas você pode conferir um apanhado dos melhores momentos abaixo.

A mesma corrida, aliás, trouxe vários momentos emocionantes. Os pilotos não são apenas lendas do automobilismo, mas também talentos da atualidade, personalidades entusiastas e gente que simplesmente vive de automobilismo, e nutre um imenso carinho por eles. Isto, contudo, não impede os melhores pilotos de levar a tocada gentleman driver ao limite – como fez Kenny Bräck com o Ford GT40 de Adrian Newey em 2013, por exemplo.

Saca só o que aconteceu com este Aston Martin DB4. Ao tentar ultrapassar um Jaguar E-Type em uma chicane, o piloto Adrian Wilmott perdeu o controle durante uma derrapagem e o carro escapou de traseira até a barreira de pneus. Aparentemente os danos externos se resumiram a um amassado no para-lama traseiro esquerdo, e é até bacana ver as chamas saindo pelo escapamento enquanto Wilmott se prepara para retornar à pista.

Este mesmo Aston Martin acaba se metendo em outro acidente, que envolveu também outro Aston DB4 e dois Jaguar E-Type. Detalhe: na mesmíssima curva!

Ao lado do Shelby Cobra, o E-Type também protagonizou um festival de saídas de traseira durante os treinos de classificação para a RAC TT, corrida de turismo que recria as provas de longa duração realizadas no circuito de Goodwood entre 1958 e 1964. Às vezes, um passeio na grama é uma mal necessário e inevitável – especialmente debaixo de chuva.

A Whitsun Trophy, prova disputada por protótipos da década de 1960, também trouxe uma disputa alucinante entre o Lola-Chevrolet T70 de Tony Sinclair e o Ford GT40 de Chris Ward. Com a pista molhada e a visibilidade prejudicada pela chuva, os carros trocam de posição em ultrapassagens absurdamente próximas – às vezes, separados apenas por alguns centímetros.

Carros de Fórmula 1 clássicos também se degladian no Festival of Speed. Este monoposto da Lotus não teve muit sorte: na última volta, o piloto perdeu a liderança ao sair da pista e decolar em uma elevação da grama. A impressão que se tem é que os braços da suspensão vão quebrar quando o carro pousa, mas eles são bem mais resistentes do que parecem.

Se você está com tempo, fique sabendo que o canal também transmite o evento ao vivo todos os anos. E em 2016 não foi diferente. Então, se você ficou com água na boca e está com tempo, pode conferir tudo na íntegra no vídeo acima. São quatro horas de duração – ótimo se você quiser deixar os roncos de motor soando enquanto continua no FlatOut. Que tal?

 

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