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Achados meio perdidos GT40 Classificados Zero a 300

Coloque uma dose de classe em sua garagem com este BMW 520 que está à venda

Quando um BMW aparece na nossa seção de Achados Meio Perdidos, geralmente é algum modelo M, ou ao menos com veia esportiva – afinal, goste você deles ou não, o pessoal da Baviera sabe bem como fazer carros potentes e bons de dirigir. Potência, contudo, não é o maior atrativo deste BMW 520 1974 anunciado no GT40, e sim sua… classe.

A geração E12 do Série 5 foi a primeira de todas e sucedeu diretamente os sedãs da chamada Neue Klasse, com suspensão independente, construção monobloco, linhas limpas na carroceria e bons de guiar, leves e agradáveis em geral. Além disso, sempre foram muito robustos, confiáveis e bem construídos, e o Série 5 lançado e 1972 manteve o padrão. Também manteve o motor quatro-cilindros M10 que já era usado no Neue Klasse, recebendo só no ano seguinte, 1973, o seis-em-linha M20 que completaria a “receita clássica” dos BMW: seis cilindros na dianteira, tração traseira.

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No caso do Série 5 E12, a receita culminou no M535i, que veio em 1980 e foi o primeiro modelo “M” da BMW. Por mais que não se chamasse M5, pode considerado seu precursor: o motor de 3,5 litros era exclusivo da versão e entregava 218 cv. Era pouco para os padrões de hoje, porém suficiente para chegar aos 100 km/h em 7,5 segundos, com máxima de 228 km/h, tornando o M535i o BMW produzido em série mais veloz do mundo em seu tempo.

Nosso Achado Meio Perdido de hoje, porém, é mais pacato. Em 1974, o BMW 520i tinha um quatro-cilindros de dois litros com carburador Stromberg e corpo duplo, com 118 cv a 5.800 rpm e 16,5 mkgf de torque – nada ruim para um carro de 43 anos – acoplado a uma caixa manual de quatro marchas.

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Uma característica interessante deste exemplar em especial é sua origem. O dono, Silvio Teixeira, explica que o 520 foi importado novo de Portugal para o Brasil por um empresário, e que ficou até o início deste ano em posse de sua família, quando Silvio o comprou. Os BMW vendidos em Portugal nos anos 70 eram importados em peças da Alemanha e montados localmente em regime CKD, como forma de driblar a legislação que proibia a importação de automóveis na época. Silvio diz que seu carro é muito provavelmente o único 520 E12 de origem portuguesa rodando no Brasil, e que o mesmo está impecável.

A classe do carro está em sua simplicidade: é um sedã alemão de porte razoável, com bancos de couro e madeira no painel e nas portas, mas ao mesmo tempo é um carro simples, sem ar-condicionado ou qualquer outro opcional. Menos é mais, às vezes: o peso do 520 é de cerca de 1.300 kg.

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A carroceria assinada por Paul Bracq, prolífico designer francês que também projetou alguns modelos da rival Mercedes-Benz nos anos 70, ainda conserva a pintura original em excelente estado. O mesmo vale para o interior revestido de couro e os detalhes externos e internos de acabamento.

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Silvio frisa que o BMW foi muito bem cuidado ao longo de toda a sua vida, com a manutenção preventiva toda em dia e muita documentação histórica, incluindo manual e notas fiscais que comprovam sua procedência. Também acompanham o carro a chave reserva e a caixa de ferramentas original no porta-malas. O motor foi retificado e a suspensão recebeu componentes novos.

Silvio garante que tudo no carro funciona perfeitamente e que não há qualquer tipo de manutenção a ser feita, e diz que o carro já apareceu em matérias na TV e na Internet.

Se você ficou interessado, basta clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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