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Car Culture Zero a 300

Como foi assistir ao Goodwood Revival ao vivo na Inglaterra

Dos carros ao brilho dos cabelos da bela moça sentada no “Betty´s Hair and Beauty Salon”, são três dias em que é possível viajar no tempo. Por vezes, você pode ser pego refletindo em que ano realmente está. Todo o charme do passado pôde ser revivido pelos aproximadamente 150.000 visitantes, entre os dias do evento. E se você deseja participar do próximo, é bom ficar antenado, pois os ingressos costumam esgotar alguns meses antes do evento.

Muitas tendas de vendas estavam presentes: roupas antigas, peças para carros, memorabilia e o bom e velho conhecido Bonhams – uma das mais famosas casa de leilões de Londres, com seus maravilhosos carros prontos para serem leiloados.

Que tal esse Land Rover sobre lagartas?

O estande da Jaguar foi um dos melhores. A divisão Special Vehicle Operations trouxe três carros em processo de restauração em três etapas diferentes. Um bem no início, outro na metade e este da foto, já finalizado.

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O nível da restauração é o mais elevado possível. Poucas são as oficinas qualificadas e que seguem um trabalho deste padrão no Brasil. Até mesmo na Europa não são muitas.

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Uma incrível surpresa foi a presença do Jaguar XKSS, um dos carros mais importantes na história da marca. Como referência, foi um dos primeiros supercarros que o mundo conheceu. A proposta da Jaguar, na época, foi fazer uma conversão do D-Type, vencedor de Le Mans em 1956. Nove carros foram iniciados até chegarem no modelo de 1957, mas a fábrica pegou fogo e nenhum deles chegou a ser finalizado.

E a festa continua, de Lambrettas a Ferraris, de gangues dos anos 50 a comandantes da II Guerra, Goodwood é fascinante em todos os sentidos. Enquanto você passeia por meio a inúmeros estandes, o som de fundo é uma mistura de musica com o ronco dos motores afinando na linha de chegada e quando você menos espera, um caça “Spitfire” cruza os céus do autódromo seguido por “Corsair”, P38 Lighting, Mustang P51.

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Para quem estava ao lado do “Spitfire Café” teve uma visão privilegiada das aeronaves.

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Também foi possível caminhar entre os veteranos de corrida em seu período de descanso e reparo. O público é bastante educado e você não vê pessoas tentando entrar nos carros ou encostando neles, mesmo com uma caixa de ferramentas ao fundo e ninguém por perto, ninguém toca.

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Boxes da categoria “Goodwood Trophy” com carros das décadas de 30 a 50

A TVR estava com um estande aonde apresentou um pouco de sua história de uma maneira bem lúdica, expondo alguns de seus principais modelos. Passado, presente e futuro.

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O protótipo TVR Trident Fissore 1965

A proposta foi interessante, mecânica Ford V8, carroceria Fissore italiana, mas por um desenhista britânico. O carro foi apresentado no salão de Genebra em 1965. Somente três foram construídos.

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TVR Tuscan 1969

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E o modelo mais novo da marca, que pode atingir 320 km/h

As marcas mais tradicionais não deixaram de marcar presença no evento, aqui temos um Aston Martin DBR1 de 1957, que é o mesmo modelo usado por Carroll Shelby e Roy Salvadori na vitória das 24 Horas de Le Mans de 1959:

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As motos também deram o ar da graça nas pistas e fora delas, tem seu charme a parte, não? Matchless, Norton, TriTon, BSA, Ariel e muitas mais puderam esticar as bielas a mais de 9.000 rpm por aqui no “Barry Sheene Memorial Trophy”.

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Em mais um passeio pelos boxes, podemos conferir de perto pilotos, mecânicos e suas máquinas após o “Sussex Trophy”. Nesta categoria participaram carros de 1955 a 1960.

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Opa! Um Porsche com bandeira brasileira?

Christian Heins, também conhecido como “Bino”, um piloto brasileiro que perdeu a vida liderando Le Mans em junho 1963.  Este carro pertenceu ao Bino, que o levou para o Brasil naquela época e ficou em nossa terra até 2016, quando um colecionador francês o comprou e trouxe o carro para sua terra natal. A partir daí, começou a aparecer nas pistas novamente.

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Você pode conferir os melhores momentos da “Tourist Trophy Celebration” aqui:

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Ninguém está para brincadeira e as colisões eventualmente acontecem. Fiquei impressionado com o ritmo dos carros e de como ainda competem forte.

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E este foi um breve relato do que passou aqui pela terra da Rainha nestes dias 9 e 10 de setembro. Até a próxima!

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