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Achados meio perdidos

Datsun 240Z 1973: um icônico esportivo japonês à venda no Brasil

Existem alguns esportivos cuja reputação é quase incontestável. Carros que são praticamente unanimidade entre os entusiastas quando o assunto é excelência dinâmica, e que são considerados referência. O Mazda MX-5 Miata é um exemplo, assim como o Lotus Elise e os Alfa Romeo da década de 1960, como o Spider ou o Giulia Sprint. Nosso Achado meio Perdido de hoje certamente se encaixa nesta categoria.

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Trata-se de um Datsun 240Z, o primeiro modelo da icônica linhagem dos Z-Cars. Lançado em 1969, há exatos 50 anos, ele tinha a missão de provar que a marca não sabia fazer apenas bons compactos, mas também bons carros esportivos, capazes de disputar em pé de igualdade com as melhores ofertas europeias – de Jaguar E-Type a Porsche 911. E ainda cobrar menos.

A Datsun era uma divisão da Nissan focada no mercado externo, e o 240Z era seu halo car. No Japão, ele era vendido como Nissan Fairlady Z, mas este nome era considerado feminino demais para um país onde se falava inglês. De todo modo, o que importava era a essência, e não o nome do carro.

A receita era clássica, com inspiração evidente no Jaguar E-Type: um cupê com motor seis-em-linha na dianteira, tração traseira, e as clássicas proporções de um grand tourer, com o capô longo e a traseira truncada, enquanto a cabine era bastante recuada. O motorista ia sentado bem baixo, com as pernas esticadas, e não havia espaço para mais que duas pessoas e alguma bagagem.

O motor era o seis-em-linha L24, de 2.393 cm³ (83 mm de diâmetro e 73,7 mm de curso), com bloco de ferro fundido, cabeçote de alumínio, comando simples e duas válvulas por cilindro. A potência declarada era de 151 cv a 5.600 rpm, com torque de 20,1 mkgf a 4.400 rpm – números conservadores, usados para reduzir cargas de impostos e valores de apólices de seguro.

 

Com apenas 1.000 kg e câmbio de quatro marchas, o 240Z era capaz de ir de zero a 100 km/h na casa dos nove segundos, e ainda beliscar os 200 km/h. Mas isto era só um detalhe, de todo modo: o que importava era sua dinâmica nas curvas, extremamente equilibrada e divertida, graças à suspensão independente nas quatro rodas (MacPherson na dianteira e Chapman struts na traseira) muito bem acertada.

O Datsun 240Z foi vendido até 1973, sendo depois disto substituído pelo 260Z. A maior diferença estava no motor, que passava a 2,6 litros e 162 cv. Em 1975, foi lançado o 280Z, que tinha motor 2.8 de 170 cv. Ambos conviveram até 1978, quando o Datsun 280ZX foi lançado, inaugurando a segunda geração dos Z-cars.

O nosso Achado meio Perdido de hoje, coincidentemente, é um 240Z do último ano de fabricação, 1973. O carro está anunciado no GT40 e, de acordo com seu vendedor, é um exemplar com alto nível de originalidade e placa preta.

O carro é de especificação europeia e, como tal, possui câmbio de cinco marchas, e não quatro, como nos carros vendidos nos Estados Unidos. Segundo o anunciante, o 240Z tem menos de 80.000 km rodados e, assim, apresenta um bom estado de conservação. Diversos itens de acabamento são originais, como os faróis, lanternas, grades e emblemas – e também os itens cromados, que estão com uma boa apresentação. Vidros também são originais de fábrica, bem como a maior parte do interior, como o painel de instrumentos, o cluster, o volante, a alavanca de câmbio e os revestimentos das portas. O rádio é um FM de época.

O vendedor também diz que o Datsun jamais foi desmontado, não sofreu acidentes e apresenta uma estrutura completamente íntegra. A pintura azul-marinho está bem conservada, e as superfícies plásticas não apresentam sinais de desbotamento ou trincas.

 

De acordo com o anunciante, o cupê está com a mecânica em ordem, incluindo motor, câmbio, freios e suspensão – esta, bastante firme. Isto posto, nunca é má ideia realizar uma revisão após a compra de um carro antigo, em qualquer situação.

Se você procura um clássico para colecionar e dar ocasionais esticadas, a combinação de importância história, design, comportamento dinâmico e relativo exotismo do 240Z (ao menos no Brasil, visto que ele é um clássico bastante popular na Europa e nos EUA) pode ser difícil de resistir. Interessado? Clique aqui para acessar o anúncio, onde estão os contatos do vendedor.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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