Davi e Golias? Mais para “Trabi e Godzilla” — e adivinha quem venceu

Dalmo Hernandes 10 abril, 2014 125
Davi e Golias? Mais para “Trabi e Godzilla” — e adivinha quem venceu

Ah, o Trabant, o “carro de papelão”… pequeno, frágil, e equipado com um motor VR6 3.0 turbo tão potente que é capaz de vencer o Nissan GT-R em uma corrida de arrancada. Não é adorável?  Opa, espera aí…

Na verdade este Trabant tem alguma coisinha de diferente, não? Ah, claro: o Trabant original, produzido na Alemanha Oriental quando o Muro de Berlim ainda estava de pé e dividindo o país em dois, usava um motor dois tempos de dois cilindros, 594 cm³ e 26 cv — e até andava mais do que se poderia esperar, graças ao baixo peso de menos de 600 kg — cortesia da carroceria de Duraplast, material feito com fibras recicladas de tecido e papel, em proporções variáveis.

Quando as duas Alemanhas voltaram a ser uma só, o Trabi ganhou um motor novo — um quatro-cilindros de 1,1 litro, licenciado pela VW, igual ao que movia o Polo na época, e ficou em produção até 1991. Talvez seja esta ligação com a VW que tenha inspirado o dono desse carro a colocar um motor VR6 com kit stroker para três litros e turbo. A internet não sabe muita coisa sobre este carro — só que ele é capaz de derrotar um Nissan GT-R, preparado para render 580 cv, no quarto-de-milha. Duvida?

O tempo do Trabi é de 11,3 segundos. O do GT-R, 11,8 segundos. A diferença não é gigantesca, mas mesmo assim: ver uma pequena perua Trabant vencer o todo-poderoso Godzilla é uma boa maneira de começar o dia de forma inesperada.

Na verdade este vídeo corre pela Internet desde 2012, mas a gente não cansa de assistir — e ele não é o único que mostra feitos impressionantes deste Trabi turbinado. Este vídeo mostra uma arrancada contra um Volkswagen Corrado descrito como “bimotor” — ele tem não um, mas DOIS motores VR6 movendo as quatro rodas:

Trabis preparados ao extremo, como este de arrancada, não são exatamente incomuns — na verdade, desde a época de seu surgimento os Trabant são alvo de modificações — o próprio motor dois-tempos tinha o cabeçote rebaixado, tinha os dutos polidos e carburadores modificados para render mais —, possivelmente motivadas justamente pela ironia da coisa. Só que este em particular venceu o Godzilla em uma arrancada — mesmo que o motor VR6 tenha um potencial imenso de preparação (basta ver o que a própria VW faz com ele, conseguindo 300 cv aspirados no Volkswagen CC), não é nada mau para um carro de papelão.