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Salão do Automóvel de SP

Do Interlagos ao Dodge Charger R/T: os clássicos do Salão

Já faz um bom tempo que o Salão do Automóvel não é somente para carros novos. Os clássicos também marcam presença, trazidos por clubes, preparadoras e às vezes pelas próprias fabricantes. Veja só o que encontramos por aí enquanto corríamos de um estande para o outro.

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Começando pelo mais antigo, temos esta belíssima Kombi Standard 1200 1960 trazida pela Federação Brasileira de Autos Antigos. Embora seja posterior aos modelos “Barndoor”, ela ainda usa as clássicas lanternas traseiras circulares, os piscas tipo “bananinha” e tem o furo para partida de emergência por manivela na tampa do motor, coisa que desapareceu nos modelos seguintes. Note também que naquele ano a Kombi ainda não tinha as janelas curvas na traseira.

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Por dentro, as ausências típicas do modelo Standard: nada de rádio, lavador dos vidros ou mesmo cintos de segurança. Não há revestimento As janelas das portas, como em toda Kombi da primeira geração, são abertas deslizando para trás.

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Em seguida havia um dos 822 Willys Interlagos produzidos, mais exatamente uma Berlineta 1966. O modelo, como se sabe, foi lançado em 1961, e foi o primeiro esportivo produzido no Brasil, embora seu projeto fosse estrangeiro: era uma cópia licenciada do Alpine A108, a versão mais mansa do lendário A110.

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O Willys era equipado com o motor de 845 cm³ do Renault Gordini, e tinha 32 cv. Parece pouco, mas Bird Clemente e seus colegas da Equipe Willys conseguiam usar cada um desses cavalos-vapor para vencer corridas em todo o Brasil.

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Mais adiante, o DKW Fissore foi uma agradável surpresa. Ele foi o terceiro e último modelo da DKW-Vemag antes da marca ser incorporada e extinta pela Volkswagen. Lançado em 1964, ele usava o motor 1.0 dois-tempos da DKW e tinha sua carroceria desenhada e produzida pela Carrozzerie Fissore, da Itália. Daí seu nome.

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O design é tipicamente italiano dos anos 1960, com linhas limpas e colunas estreitas que resultam em uma grande área envidraçada. Nos três anos de produção, foram fabricadas 2.638 unidades. O modelo das fotos saiu das linhas da DKW-Vemag no início de 1965, como denuncia sua tampa do porta-malas, com recorte próximo do para-choques.

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Outro clássico bastante raro que resolveu se exibir no Salão foi o Fusca “Pé-de-boi”. O modelo foi lançado em 1965, depois que a Caixa Econômica Federal lançou um programa com taxas especiais para financiamento de modelos populares. Assim, os fabricantes se apressaram para criar suas versões mais simples para atender a nova demanda. A DKW fez o Pracinha, a Willys fez o Teimoso, e a Volkswagen fez o Fusca “Pé-de-Boi”.

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Era uma versão depenada ao máximo, e com diversas soluções de redução de custos. Todos os cromados foram substituídos por pintura branca, forros de porta foram simplificados, o painel perdeu o marcador de combustível, o acabamento ao redor do velocímetro e até mesmo a tampa do porta-luvas. Lá atrás, o bagageiro traseiro, mais conhecido como “chiqueirinho”, também perdeu o revestimento. Ele tinha o essencial para andar e proteger seus passageiros do vento e da chuva. Com um motor flat-6 o chamaríamos de Porsche Superlight.

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Outro Volkswagen clássico que marcou presença foi o SP2 1974 do leitor Fred Martos. Equipado com motor 1.700 e câmbio originais, ele também tem as raríssimas rodas de liga leve que eram oferecidas como opcional do modelo.

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O Opala também foi representado por um exemplar da primeira leva, equipado com o motor 3.800, que equipou o modelo entre 1968 e 1971.

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Seu principal rival também deu as caras na versão mais esportiva oferecida por aqui, o Dodge Charger R/T. O esportivo foi lançado naquele mesmo ano e produzido até 1980, sempre com o motor 5.2 de 215 cv – o maior e mais potente do país na época.

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O modelo exposto é um raro exemplar do primeiro ano de produção, pintado com a raríssima cor Verde Tropical.

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E já que falamos em muscle cars, a preparadora Batistinha trouxe um Chevelle Malibu 1967, equipado com o V8 383 (6.3) sobrealimentado por um supercharger que o ajuda a produzir 550 cv. Foi um projeto todo feito artesanalmente, em um projeto de três anos.

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Por último, vem o mais novo destes clássicos: o Fiat 147. O modelo foi lançado em 1976 e foi o primeiro Fiat produzido no Brasil, o primeiro modelo nacional com a configuração de motor dianteiro transversal, e o primeiro nacional a derivar uma família completa de modelos, com picape, perua e sedã.

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O modelo exposto é um Fiat 147 L 1978, equipado com o motor 1.050 de 55 cv e tem apenas 6.000 km rodados.

 

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