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Dois turbos, supercharger e 1.047 cv: toda a fúria do Dodge Challenger Hennessey HPE1000

Quer prejudicar sua audição da melhor forma possível? É claro que você quer. A gente tem algo perfeito para isto: o Dodge Challenger Hellcat HPE1000, da Hennessey Performance. Se o Challenger Hellcat já é um bicho barulhento quando totalmente original — a gente até já dedicou um post inteiro ao ronco do Hemi supercharged de 717 cv, o que você espera de um gato dos infernos com turbo e mais de 1.000 cv?

Se você conhece o trabalho da Hennessey, preparadora do texano John Hennessey (leia mais sobre ela neste post), já sabia do que se tratava quando dissemos “HPE1000” — a Hennessey batiza seus pacotes de preparação com base na potência aproximada. Ou seja, só podia ser um Challenger Hellcat de 1.000 cv.

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Mais precisamente, 1.046,6 cv — a gente arredondou no título, tudo bem? De qualquer forma, é muita coisa. E os 1.047 cv a 6.500 rpm vêm acompanhados de 136,45 mkgf de torque a 4.200 rpm. Vindo da Hennessey, não poderíamos esperar diferente — afinal, foram eles que criaram o Hennessey Venom GT, um Lotus Elise anabolizado com um V8 de sete litros com dois turbos e 1.261 cv, capaz de chegar aos 435 km/h.

Com o Hellcat HPE1000, a receita é diferente — afinal, o V8 dele já vem com compressor de polia. E uma bela pintura laranja. É um motor bem bonito, diz aí? O que a Hennessey fez foi dar ao compressor mecânico a “ajudinha” de dois turbos. Pensando bem, não é tão diferente assim.

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Os dois turbos trabalham em conjunto com o compressor mecânico original de fábrica — um gigantesco IHI de 2,4 litros — produzindo 1 bar de pressão. Outros elementos do motor, como o sistema de injeção, a bomba de combustível, juntas e fluidos, são substituídos de acordo, e é instalado um módulo de controle desenvolvido e calibrado pela própria Hennessey. O Hellcat também recebe um novo intercooler do tipo “ar-água”, coletores de aço inox, filtro de ar de alto fluxo e óleo novo no motor.

Com os upgrades, a Hennessey diz que o Challenger Hellcat HPE1000 é capaz de cumprir o quarto-de-milha em 9,9 segundos a 228 km/h, e estima que o 0-100 km/h seja feito em 2,7 segundos. É desempenho de uma LaFerrari em um carro que tem o peso de duas.

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Quando tudo é instalado — por um preço que você vai precisar entrar em contato com a Hennessey para descobrir —, vem a parte divertida: o carro é testado no dinamômetro, libertando toda sua fúria e estourando tímpanos, e você recebe em mãos os gráficos das puxadas antes e depois das modificações. A potência é medida nas rodas traseiras, e a cavalaria no virabrequim é estimada com base na perda mecânica de 15 a 20%. Mesmo assim, não é brincadeira: a potência nas rodas é de 860 cv.

Também são realizados testes nas ruas, a fim de conferir se tudo está em ordem, por 160 km. Não deve ser ruim ser piloto de testes da Hennessey.

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Vêm inclusas no pacote pequenas modificações estéticas – emblemas da Hennessey na traseira e nas laterais, emblemas “biturbo”, novos tapetes e placas numeradas e assinadas por John Hennessey e pelo mecânico responsável pelas modificações no seu carro no interior e no cofre do motor. E a preparadora ainda dá um ano ou 20.000 km de garantia. Em um carro de 9 segundos, prevenir nunca é uma má ideia.

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