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“Don’t Crack Under Pressure”: Ayrton Senna, Fernando Alonso e Steve McQueen em uma bela campanha da Tag Heuer

No dia 1º de maio homenageamos Ayrton Senna, relembrando o que fazíamos quando, há 21 anos (no dia 1º de maio de 1994) o Brasil parou diante da trágica notícia de sua morte em Ímola. Agora, Senna está sendo lembrado mais uma vez — junto de outros símbolos de sucesso excepcional, alguns vivos, outros que já nos deixaram — em uma bela campanha da fabricante de relógios high-end Tag Heuer, da Suíça: Don’t Crack Under Pressure.

Ao ouvir a frase don’t crack under pressure, talvez você a ligue ao fato de os relógios serem à prova d’água — alguns, a até 300 m de profundidade. Contudo, a campanha quer dizer bem mais do que isto. Trata-se de celebrar o legado da marca, que foi fundada em 1860 e se tornou conhecida por sua inovação. Já em 1887, por exemplo, o fundador Edouard Heuer patenteou o pinhão oscilante, que substituía as engrenagens nos cronógrafos e permitia um funcionamento mais preciso e eficiente — e é até hoje componente fundamental dos cronógrafos mecânicos. Em 1895, a empresa patenteou a carcaça à prova d’água para relógios de bolso. Entre outras qualidades, ela não trincava sob pressão. Deu para sacar?

A Tag Heuer se orgulha de quebrar as convenções da relojoaria para desenvolver cronógrafos, cronômetros e, claro, relógios, sendo uma das referências na Suíça e no mundo. Assim, para a campanha “Don’t Crack Under Pressure”, eles decidiram reunir personalidades que também ficaram famosas por fazer as coisas do seu jeito e terem sucesso com isto em um vídeo curto, porém intenso e inspirador:

Nem todas as pessoas que aparecem na campanha têm relação com o mundo dos carros, mas todas elas fizeram coisas incríveis.

Marlou van Rhijn é uma holandesa de 23 anos que nasceu sem as pernas, foi a primeira mulher a usar próteses para atletismo feitas de fibra de carbono e hoje é a corredora paralímpica mais rápida do mundo. Jimi Hendrix, bem, é Jimi Hendrix — nos anos 60 e 70, ele revolucionou o modo de tocar guitarra sendo canhoto, aplicando efeitos de distorção e processamento de sinal inovadores e, claro, tocando solos com a boca.

Jean-Michel Basquiat, nasceu e passou toda sua curta vida no Brooklyn, em New York (morreu de overdose em 1988 aos 27 anos, a idade maldita), borrando as fronteiras entre vandalismo e arte de rua com seus murais neo-expressionistas, coloridos e politicamente provocadores. Juan Manuel Fangio foi um dos maiores pilotos de Fórmula 1 de todos os tempos, vencendo cinco títulos entre 1951 e 1957, todos eles depois dos 40 anos de idade.

Cristiano Ronaldo é um dos melhores jogadores de futebol do planeta, o mais rápido em campo e o cara que fez 69 gols nas 59 partidas que jogou em 2013. Jack Andraka tem apenas 18 anos, tendo nascido em 1997, e já conseguiu isolar uma proteína capaz de detectar e prevenir câncer no pâncreas, nos ovários, pulmões e outras partes do corpo.

Contudo, o nome que recebe mais destaque é o de Steve McQueen. O astro do cinema nos anos 60 e 70 também era fanático por corridas e entusiasta dos carros. O cool guy with the blue eyes era o cara que se recusava a usar dublês na maioria das cenas. Em Bullitt, de 1968, os diretores só permitiram que ele dirigisse nas cenas mais tranquilas e em closes, sendo que na perseguição em alta velocidade (a famosa sequência de dez minutos com o Dodge Charger e o Ford Mustang), Bud Ekins, Carey Loftin e Loren James foram seus dublês.

A mesma coisa aconteceu em “Fugindo do Inferno” (The Great Escape, 1963): na cena da fuga, o clímax do filme, McQueen pilotou a motocicleta em boa parte das tomadas, mas Bud Ekins assumiu o guidão na hora do salto.

Há, porém, outra razão para que Steve McQueen seja um dos embaixadores póstumos da campanha da Tag Heuer: em “As 24 Horas de Le Mans” (Le Mans, 1971), McQueen — que aperfeiçoou sua técnica de pilotagem especialmente para o filme e também dispensou dublês sempre que possível — usou o relógio Tag Heuer Monaco para compor o personagem Michael Delaney. Décadas depois, o Tag Heuer Monaco ainda é irremediavelmente associado a Steve McQueen, que colocou a Tag Heuer e o modelo de relógio em evidência para o grande público dos filmes de Hollywood.

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Para retribuir e homenagear o astro, em 2009 a Tag Heuer apresentou o Monaco 24, que vem decorado nas cores azul e laranja da Gulf Oil — as mesmas que aparecem no Porsche 917 de McQueen no filme.

A outra parte da campanha envolve a McLaren, celebrando os 30 anos da parceria entre a equipe de Fórmula 1 e a fabricante de relógios. Atualmente a Tag Heuer oferece quatro modelos inspirados nos carros da McLaren na Fórmula 1, e o fato de a equipe ter sido a única que começou nas pistas e foi para as ruas (com o McLaren F1) também a inclui no espírito da campanha “Don’t Crack Under Pressure” — e de uma maneira especial.

O vídeo de 30 segundos acima é apenas um teaser para um curta que será lançado amanhã (7), e trará Jenson Button e Fernando Alonso relembrando a trajetória de Ayrton Senna (que na descrição do vídeo é chamado de “a racing legend”, e não por seu nome, possivelmente por questões de direitos de imagem). É o tipo de coisa que não precisa mesmo de mais que meio minuto para nos deixar intrigados e empolgados.

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