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Sessão da manhã

Drift sincronizado: a melhor maneira de evitar um acidente na Nascar

No último sábado (13) aconteceu a Jimmy Johns Freaky Fast 300 Powered By Coca-Cola — nome completo da 26ª etapa da Nascar Nationwide Series no oval de Chicagoland em Chicago, (EUA). Kevin Harvick venceu a corrida, mas ela será lembrada mesmo pela recuperada espetacular e sincronizada de Brendan Gaughan e Dylan Kwasniewski, que escaparam de um acidente a mais de 300 km/h usando a boa e velha arte do drifting.

Gaughan vinha à frente, no carro nº 62, quando foi tocado por trás pelo carro nº 31 de Kwasnieski — em um grid de 75 carros que ficam colados quase o tempo todo a 300 km/h durante uma corrida de 200 voltas, esta é a receita para um desastre — ou, no mínimo, um abandono prematuro da corrida. Contudo, os dois parecem ter tomado algumas aulinhas com Keiichi Tsuchiya ou Doc Hudson, de Carros:

“Virar à direita… para ir para a esquerda?”

Os carros da Nationwide são bolhas sobre estruturas tubulares com motores V8 pushrod carburados, com 5,8 litros e cerca de 700 cv, e são capazes de chegar aos 320 km/h com muita facilidade. Evitar um acidente aplicando o contra-esterço a uma velocidade tão alta e ainda evitar colisões com outros carros não é brincadeira, e esses caras dominaram a arte com maestria. Eles poderiam ter ido para casa mais cedo naquele dia, mas graças a esta manobra conjunta, Gaughan e Kwasniewski conseguiram terminar em 13º e 17º, respectivamente.

Kevin Harvick venceu a prova, mas não está brigando pelo título — o veterano foi contratado no fim do ano passado para uma temporada parcial pela JR Motorsports, equipe de Dale Earnhardt Jr. O líder do campeonato, Chase Elliott, terminou em décimo. Brendan Gaughan e Dylan Kwasniewki (8º e 12º na classificação geral, respectivamente) provaram, de uma vez por todas, que competir na Nascar é muito mais do que fazer curvas para a esquerda com o pedal no metal.

Qualquer semelhança é mera coincidência:

 

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