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Duelo do Dia Zero a 300

Duelo do dia – especial Salão do Automóvel: você prefere o Mercedes-AMG One ou o McLaren Senna?

O Salão do Automóvel 2018 ainda está rolando no São Paulo Expo, na Rodovia dos Imigrantes, KM 1,5, e você pode conferir nossa cobertura aqui. Aproveitando o embalo decidimos fazer um duelo do dia a fim de esclarecer uma dúvida: qual foi o hipercarro favorito do nosso público? O Mercedes-AMG One ou o McLaren Senna?

Ambos os carros são verdadeiras provas do quanto os superesportivos evoluíram na última década. Pense em 2008, e no que havia de mais avançado no segmento dos supercarros. Para começar, a McLaren ainda não tinha voltado a fabricar carros de rua – o MP4-12C só foi anunciado no fim de 2009; e a Mercedes-Benz, coincidentemente, ainda fabricava o SLR McLaren, desenvolvido em parceria com a companhia britânica – que, na época, ainda usava motores Mercedes em seus carros de Fórmula 1.

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Outra coincidência: tanto o McLaren F1 quanto o Mercedes-Benz CLK GTR foram ícones na de 1990. Ambos disputaram as 24 Horas de Le Mans na época e foram competidores ferozes: o McLaren F1, em sua versão GTR, venceu a corrida em 1995; e o CLK GTR conquistou a pole position na edição de 1998, embora não tenha terminado a prova por problemas mecânicos. Mais do que isto: o desenvolvimento do Mercedes-Benz CLK GTR incluiu a compra de um McLaren F1 em segredo, e o supercarro foi utilizado como referência para os engenheiros da AMG – e até serviu como mula de testes, recebendo components aerodinâmicos concebidos para o CLK GTR. Ou seja: querendo ou não, a linha do tempo dos supercarros da McLaren e da Mercedes é irremediavelmente entrelaçada.

Isto posto, as atrações principais das duas marcas no Salão do Automóvel possuem algumas diferenças conceituais importantes. Vamos examinar cada um deles e, depois, você vai poder escolher seu favorito.

 

McLaren Senna

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O atual superesportivo de pista da McLaren é um dos quatro membros da família McLaren Ultimate Series, da qual também fazem parte o F1, o P1 e o Speedtail. Dito isto, ele utiliza uma variação do monocoque de fibra de carbono do McLaren 720S e também de seu motor V8 biturbo de quatro litros (3.994 cm³), acertado para entregar 800 cv a 7.250 rpm e 81,6 mkgf de torque a 5.500 rpm, levados para as rodas traseiras através de uma transmissão de dupla embreagem e sete marchas. O V8 é o único motor do McLaren Senna, que dispensa qualquer tipo de tecnologia híbrida para manter o peso sem fluidos em 1.198 kg. Com isto, o Senna tem relação peso/potência de 1,5 kg/cv, ou 667 cv para cada 1.000 kg.

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As medidas são as seguintes: 4.744 mm de comprimento, 1.958 mm de largura, 1.229 mm de altura, 2.670 mm de entre-eixos e bitolas dianteira e traseira de 1.654 mm e 1.618 mm, respectivamente. As proporções do carro são meio estranhas, especialmente a relação entre o longo balanço dianteiro e o quase inexistente balanço traseiro, mas no caso do Senna cada detalhe estético foi criado segundo a filosofia da forma sobre a função.

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Na verdade a carroceira do McLaren Senna pode ser encarada como um conjunto de elementos aerodinâmicos que formam uma espécie de exoesqueleto sobre o monocoque de fibra de carbono, com enormes vãos livres entre os painéis, um scoop no teto inspirado pela Fórmula 1, canards aerodinâmicos na parte interna dos para-lamas e uma asa traseira dupla com diversos ajustes ativos que também atua como air brake.  As portas são diedrais e, opcionalmente, podem vir com janelas de vidro na parte inferior.

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O McLaren Senna também usa uma nova geração de freios Brembo de carbono-cerâmica que, segundo a fabricante, possuem condutividade térmica três vezes maior do que a geração anterior – e, com isto, podem ser menores e mais leves sem reduzir sua eficiência. Além disso o sistema de escape utiliza uma liga especial de titânio e Inconel com três saídas, moldado especificamente para tornar o ronco mais agradável ao mesmo tempo em que reduz as emissões. O interior é extremamente minimalista, com fibra de carbono exposta por todos os cantos – apenas o teto e as almofadas dos bancos são revestidos. A cabine acomoda duas pessoas, enquanto o espaço atrás dos bancos é reservado para dois capacetes e dois macacões. Bagagem? Quem precisa disto na pista?

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De acordo com a McLaren, o Senna é capaz de ir de zero a 100 km/h em 2,8 segundos; de zero a 200 km/h em 6,8 segundos; de zero a 300 km/h em 17,5 segundos e de seguir acelerando até os 340 km/h. O quarto-de-milha é cumprido em 9,9 segundos.

Mercedes-AMG One

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O outro supercarro exclusivíssimo exposto no Salão foi o Mercedes-AMG One – precisamos de uma permissão especial para nos aproximar e tirar as fotos em detalhes.

O hipercarro da Mercedes é conceitualmente distinto do McLaren Senna. Enquanto o Senna foi feito com base em um modelo já existente da McLaren, o AMG One foi criado do zero a partir do conjunto mecânico dos Mercedes de Fórmula 1. Isto inclui o motor V6 turbinado de 1,6 litro e parte da estrutura do Mercedes-AMG W07 com o qual a equipe competiu na F1 em 2016.

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Inicialmente ficamos meio céticos a respeito do aproveitamento do motor de Fórmula 1, mas a Mercedes-AMG esclareceu que o regulamento rígido da categoria tornou os motores robustos o bastante para a aplicação – ainda que, naturalmente, sua potência tenha sido reduzida, assim como o regime de trabalho. Ainda assim, estamos falando de um motor capaz de entregar 759 cv, com o torque ainda desconhecido, e girar a até 11.000 rpm (no carro de Fórmula 1 este limite é de 15.000 rpm), com marcha lenta em 1.280 rpm. Por conta disto, o motor tem vida útil de 50.000 km, após os quais o proprietário deverá enviar o carro de volta à Mercedes-AMG para que o V6 seja refeito.

Além do motor V6, o AMG One tem quatro motores elétricos: um motor de 163 cv ligado ao virabrequim, outro de 122 cv ligado ao turbocompressor, e mais dois motores de 163 cv acoplados ao eixo dianteiro. Os dois primeiros motores cumprem o papel de recuperadores de energia, enquanto os dois últimos são os responsáveis por dar ao AMG One tração integral, além de somar 276 cv à potência total do carro. Na prática o AMG One tem algo entre 1.054 e 1.248 cv. O câmbio é um manual automatizado de oito marchas com uma única embreagem – os engenheiros da AMG não tinham muita confiança na capacidade de uma transmissão de dupla embreagem para suportar a força do motor V6 de Fórmula 1.

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É bem provável que você ache o visual do AMG One mais palatável do que o do McLaren Senna, pois suas proporções são decididamente mais harmônicas que no rival britânico. Dito isto, ele ainda tem cara de carro conceito, embora esta seja sua versão final. O interior consegue ser ainda mais minimalista, com volante retangular muito semelhante ao dos carros de Fórmula 1 e bancos integrados ao chassi. Como nos novos Mercedes de rua, o painel conta com duas telas sensíveis ao toque – uma atuando como cluster de instrumentos, e a outra servindo como sistema multimídia.

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O Mercedes-AMG One ainda não teve seus dados de desempenho definitivos revelados, mas estima-se que ele seja capaz de ir de zero a 100 km/hem 2,5 segundos, de zero a 200 km/h em seis segundos e de zero a 300 km/h em 11 segundos.

 

E aí, qual deles vai ser?

O Salão do Automóvel ainda vai até o dia 18 de novembro – você ainda tem cinco dias para ir até lá e conferir estes dois monstros de perto. Mas você só pode responder à enquete hoje: seu favorito é o McLaren Senna ou o Mercedes-AMG One?


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