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FlatOut!
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É justo pagar com a vida um simples erro no trânsito?

Um dos primeiros posts do Flatout! foi uma longa pensata sobre os limites de velocidade e o critério de aplicação deles e da fiscalização. Naquele artigo vimos que a velocidade por si não é um fator de risco, e sim a diferença de velocidade entre os veículos em uma via, ou entre os veículos e os elementos do entorno.

Recentemente, a Agência de Transportes da Nova Zelândia fez mais uma daquelas campanhas chocantes que escancaram as consequências de um acidente sem suavizar a mensagem com metáforas visuais.

Apesar das cenas fortes, é mensagem é bem humana: pessoas cometem erros e geralmente aprendem com eles, mas no trânsito, mesmo o menor dos erros pode custar a própria vida.

O roteiro usou um recurso muito bem sacado ao colocar os motoristas frente a frente para nos lembrar que dentro dos carros há gente de verdade como eu e você — uma noção que geralmente se perde quando estamos protegidos pela armadura de metal motorizada.

Só tem uma porém: apesar de mostrar uma situação na qual ambos os motoristas cometem erros  — motorista do entroncamento não avaliou corretamente a proximidade e o deslocamento do outro carro e iniciou a manobra sem plena segurança e por isso pede desculpas —, o vídeo trata apenas a velocidade inadequada como o fator causador do acidente, pressupondo que se o motorista estivesse dentro dos limites o acidente não teria acontecido.

Como o próprio vídeo diz, pessoas cometem erros,  mas o cara que vinha rápido demais também estava errado, então o recado vale também para quando você for cruzar uma pista e não apenas para quando você quer acelerar. É importante informar as pessoas sobre todos os fatores de risco, e também é perigoso tratar apenas a velocidade inadequada como algo grave. As pessoas perdem a noção de que certas infrações são perigosas e passam a encarar apenas a velocidade como um fator de risco.

Mesmo assim, é um vídeo excelente para a conscientização dos motoristas, muito parecido com as famosas campanhas da TAC, a Comissão de Acidentes de Trânsito da Austrália (acima), que em 20 anos conseguiu resultados significativos na redução de acidentes no país oceânico. É o tipo de coisa que falta por aqui.

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