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É o fim do mundo! Os melhores veículos para um futuro pós-apocalíptico – parte 2

Há alguns dias, você conferiu aqui no Flatout uma lista na qual separamos alguns dos melhores veículos para enfrentar o apocalipse. Era apenas a primeira parte e, como era de se esperar, logo os leitores se apressaram em dar mais algumas sugestões.

Como o mundo ainda está no mesmo lugar, agora podemos ver quais são os veículos pós-apocalípticos da parte 2!

 

Aton Impulse Viking 29031

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O Viking 29031 é feito na Rússia e foi projetado para enfrentar todo tipo de terreno – até quando não há terreno algum. A fabricante Aton Impulse diz que o Viking 29031 foi feito para custar pouco e ser utilizado em missões humanitárias – por exemplo, levando mantimentos até áreas de difícil acesso. É exatamente o tipo de coisa de que a gente precisaria caso o mundo acabasse.

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Para tal, ele usa motores a diesel – um 2.2 ZMZ de 110 cv ou um 2.0 Ford de 163 cv – e um propulsor a jato na traseira, que pode movimentá-lo em áreas alagadas a até 12 km/h. É mais do que o suficiente para atravessar rios e atoleiros, auxiliado pelos pneus gigantescos (que podem ter a pressão regulada de dentro da cabine) e pela suspensão ajustável a ar.

O Viking 29031 é maior do que parece, com 5,25 m de comprimento, 2,55 m de largura e 2,70 m de altura, e pode transportar mais sete pessoas e 850 kg de carga.

 

Agrale Marruá

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Foto: Salão do Carro

Se você acha que não há necessidade de ir até a Rússia buscar seu meio de transporte para enfrentar o Armageddon, há uma opção brasileira bem interessante: o Agrale Marruá. Baseado no jipe EE-4/EE-12 da Engesa, o Marruá foi lançado em 2004, e ua capacidade de encarar terrenos difíceis já era bem conhecida mesmo antes da chegada da nova geração, em 2015.

Quer dizer, foi mais uma remodelação que lhe conferiu visual ligeiramente atualizado e capacidade para enfrentar alagamentos de até 80 cm sem snorkel, além de um novo painel que pode até receber central multimídia com GPS. O motor é um Cummins ISF 2.8 turbodiesel, de 150 cv, acoplado a uma transmissão manual de cinco marchas Eaton. Há a opção de marcha reduzida e, caso você realmente queira algo indestrutível, o Marruá tem pré-disposição para blindagem.

 

Terradyne Gurkha

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Aparentemente a Ford F-Series é uma picape bastante popular como base para veículos pós-apocalípticos. Depois do Conquest Vehicles Knight XV na parte anterior da lista, temos o Terradyne Gurkha. A proposta também é parecida: unir a proteção de um carro-forte blindado com o conforto de um SUV de rua.

Criado para fins militares, o Gurkha só ganhou sua versão civil no ano passado. Agora, por “civil” não entenda-se “frágil”: ele tem blindagem nível três por toda a carroceria e nos vidros, e pode suportar projéteis de 7.62mm e minas terrestres. Além disso, ele pode transpassar corpos d’água de até 80 cm de altura. Os mais de 8.800 kg são movidos por um V8 turbodiesel Ford de 300 cv, que já vem com o chassi da Ford F-550 e é capaz de levar o utilitário até os 110 km/h.

 

Lada Niva

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O utilitário russo mais famoso do mundo sobreviveu ao comunismo no passado e sobrevive ao capitalismo até hoje. O que mais se pode querer em um veículo pós-apocalíptico?

Brincadeiras à parte, o Niva é um dos melhores exemplos da abordagem “menos é mais” quando se trata de veículos de sobrevivência. Se ele continua basicamente igual ao que era na década de 1970, apenas com algumas poucas alterações estéticas e mecânicas, é porque a receita funciona, não é mesmo?

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O utilitário com construção monobloco e tração integral com reduzida pode ser visto enfrentando desertos na áfrica, neve na Sibéria e trilhas no Brasil. Com mecânica absurdamente simples e robustez típica dos antigos carros russos, certamente ele continuará sendo visto quando tudo acabar.

 

Unimog

Agora, se o negócio é valentia, poucos superam o Unimog. O caminhão foi projetado em 1946 e pensado para trabalhadores rurais, que precisavam de um veículo de trabalho capaz de rodar também nas ruas e estradas. Desde 1951 ele é produzido pela Daimler e assim segue até hoje. Unimog é um acrônimo UNIversal-MOtor-Gerät, sendo que Gërat é a palavra alemã para “dispositivo” ou “máquina”.

Ao longo de quatro décadas de vida, o Unimog foi usado em explorações na selva, nas montanhas, na neve e no deserto; foi veículo militar; serviu a corpos de bombeiros, companhias de construção civil e equipes de rally raid (como o Rally Dakar) e jamais abandonou sua essência original.

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É claro que, hoje em dia, ele tem design mais moderno e motores mais eficientes. Atualmente, o Unimog usa motores turbodiesel voltados ao torque e à economia, como um quatro-cilindros de 218 cv – algo bem distante dos seis-em-linha emprestados dos Mercedes-Benz de luxo da década de 1950.

 

Toyota Hilux

Sim, aquela Hilux completamente desnecessária que fica atrapalhando o trânsito enquanto procura uma vaga para estacionar pode ser sua salvação no fim do mundo. A picape já está em sua oitava geração desde que foi lançada, em 1968, e por toda sua vida foi sinônimo de robustez.

Não precisa nem ser uma daquelas antigas, como o exemplar 1988 (portanto, da quarta geração) destruído pelo Top Gear em um de seus episódios mais famosos. O propósito era justamente descobrir se a Hilux faria mesmo jus à fama de indestrutível. Para isso, o trio atravessou rios com ela, subiu pilhas de tijolos, desceu escadas, atearam fogo à picape e até bateram nela com uma bola de demolição. A Hilux? Bem, ela continuou andando.

É claro que você assistiu aos três vídeos, e é claro que você ficou até emocionado com a determinação da picape. E talvez você tenha percebido que a gente aproveitou o papo para relembrar um dos quadros mais legais do antigo Top Gear. E você não se importa, porque conseguimos te convencer de que a Hilux é um dos melhores veículos para enfrentar o fim do mundo.

 

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