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E se motoristas que causarem acidentes fatais fossem condenados a prisão perpétua?

O Reino Unido está preocupado com o número de mortes no trânsito de suas ruas e rodovias. Em 2015 1.713 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito e outras 22.137 ficaram gravemente feridas. Tais números são menores que São Paulo e Rio de Janeiro somados — as cidades, não os estados. Mesmo assim o governo local quer tomar medidas mais drásticas.

Não, eles não pretendem encher o país de radares. O que o Ministério da Justiça pretende é aumentar a pena máxima para motoristas culpados por acidentes fatais. Atualmente um motorista que causar um acidente fatal nas vias britânicas pode ser condenado a, no máximo, 14 anos de prisão. Com a mudança proposta, a pena pode chegar à prisão perpétua.

Por enquanto o Ministério apenas lançou uma consulta ao parlamento. Segundo a proposta, os motoristas que causarem um acidente fatal por estarem dirigindo sob efeitos de álcool ou drogas, em alta velocidade, disputando rachas ou usando o celular receberiam a mesma sentença que os condenados por assassinato.

A pena para quem causar lesões graves permanentes também poderá aumentar: se o projeto for levado adiante, os motoristas podem ser presos por até três anos se causarem um acidente que resulte em lesões permanentes em terceiros. A consulta ficará aberta até 1º de fevereiro de 2017.

Ao site Auto Express o ministro da justiça, Sam Gyimah, disse que “estes motoristas destroem vidas. Suas ações causam uma dor incomensurável às famílias, que precisam enfrentar perdas trágicas e desnecessárias”. Em 2015 122 pessoas foram condenadas por causar a morte de terceiros ao dirigir perigosamente e outras 21 foram condenadas por causar acidentes fatais ao dirigir sem atenção.

“A mensagem é clara: se você dirigir perigosamente e matar alguém, você pode acabar preso para sempre”, disse o ministro. Em um sistema judiciário que funciona, a frase tem mais efeito que qualquer campanha educativa.

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