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Achados meio perdidos

Eis a sua chance de comprar um Fiat Uno 1985 pronto para a pista

Ainda que o Fiat Uno — o modelo clássico, da década de 1980 — sempre tenha sido, em essência, um carro popular, isto nunca impediu que ele recebesse versões esportivas. No Brasil, além do modelo Turbo com motor praticamente igual ao da versão italiana, tivemos os naturalmente aspirados 1.5R, 1.6R e 1.6R MPI. Já falamos de todos eles neste post.

Não era para menos: com baixo peso, suspensão bem acertada e ergonomia para lá de aceitável para seu tamanho, o Uninho convida o pé direito a pisar mais fundo mesmo em suas versões menos potentes. Nada mais natural, portanto, que transformá-lo em um carro de corrida — como se vê muito bem neste exemplar de 1985 que já não pode rodar nas ruas, pois foi totalmente preparado para competições.

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Repare no para-lama traseiro alargado

O carro pertence ao paulista Carlos Alberto Braz, que compete regularmente em provas para carros de corrida antigos. Antes, pertencia à equipe Marinelli Team, de Minas Gerais. Seu fundador, Giuseppe Marinelli, é um mecânico italiano (que, segundo consta, trabalhou até mesmo na Abarth) e veio para o Brasil dedicar-se à manutenção e preparação de Fiat. Em 1983, por exemplo, a Marinelli venceu o Brasileiro de Marcas com um Fiat 147 preparado — como o próprio Giuseppe Marinelli conta nesta entrevista, sem ter largado na pole uma única vez.

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O carro em questão foi usado em competições pela Marinelli, preparado em Minas Gerais, e já pertence a Carlos Alberto há alguns anos. Trata-se de um Fiat Uno 1985, cuja versão não foi especificada. De qualquer forma, a versão agora é só um detalhe — o carro foi totalmente aliviado, preparado e modificado para correr.

O motor, no lugar do habitual Fiasa de 1,3 ou 1,5 litro, é o famoso Sevel, de fabricação argentina e deslocamento de 1,6 litro (preparadores e entusiastas da marca de Turim sabem que é possível ampliar para até 1,9 litro), carburador e carburador Weber de corpo duplo.

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Componentes internos (virabrequim, comando de válvulas, pistões, anéis e bielas) são novos e standard. O proprietário diz que, atualmente, o carro queima gasolina, mas recomenda que o próximo dono considere a conversão para etanol (acompanhada de um aumento na taxa de compressão), só para dar uma apimentada nas coisas.

O câmbio tem componentes internos forjados e também é praticamente novo, e foi equipado com uma alavanca de engate rápido. Aliás, a alavanca de câmbio, o volante, o banco do tipo concha e o cluster de instrumentos (feito da forma mais frugal possível, dispensando qualquer tipo de acabamento que agregue peso ao carro) são as únicas coisas que se vê no interior — que recebeu uma gaiola de proteção feita de acordo com a maioria dos regulamentos vigentes para categorias históricas.

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O carro é vermelho-alaranjado com faixas brancas e a pintura está muito bonita. A dianteira (do tipo “frente alta”, como era na época) tem a grade pintada na cor do carro, como os Uno esportivos italianos e as rodas são as mesmas usadas na antiga Copa Fiat, devidamente restauradas e calçando pneus novos. A suspensão foi preparada para ficar mais baixa e firme, o para-brisa é laminado e as janelas laterais são fixas, de acrílico (com a famosa portinhola nas janelas da frente).

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Carlos diz que o carro está completamente revisado e funciona perfeitamente. No entanto, observa que o ideal seria trocar a bomba de combustível convencional por uma elétrica, com regulador de pressão, antes de colocá-lo na pista — seja para uma competição oficial, como a Troféu Classic de Marcas e Pilotos, ou em um track days.

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O valor pedido é de R$ 15 mil. Além do carro, o preço inclui cerca de 15 peças de reserva, como amortecedore,s coletor de escape e um motor parcial (que está parado há algum tempo e merecia uma boa revisão). Para nós, parece um negócio bacana, considerando que se trata de um projeto já acertado, porém que ainda tem espaço para algumas melhorias. Seria sacrilégio meter um turbo no Sevel?

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Se você se interessou, pode entrar em contato com Carlos pelo telefone (11) 9 7626-0076 ou pelo email [email protected].


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não é uma matéria paga, não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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