Eis a situação atual do FlatOut!

Juliano Barata 17 abril, 2018 0
Eis a situação atual do FlatOut!

Foram literalmente milhares de mensagens. Incontáveis e-mails, ligações, mensagens de WhattsApp, marcações no Facebook, comentários em avalanches no site e no YouTube, postagens de grupos, de clubes, de fanpages e canais de YouTube, até de concorrentes ultratradicionais. Algumas destas manifestações nos deixaram verdadeiramente emocionados – o FlatOut faz parte da vida de algumas pessoas de uma forma e uma grandeza tal que jamais poderíamos supor. Se houve algo incrível nesse processo todo de quase-morte do FlatOut, foi ter conhecido um pouco mais dos sentimentos dos nossos leitores, a relação que vocês têm com essa casa e o que vocês são capazes de fazer nos momentos difíceis. Vocês são foda.

Amigos. Embora a gente só vá ter uma ideia clara do resultado real do financiamento coletivo na virada do mês (porque há uma série de dados a serem cruzados: dividir todos os planos tipo temporada por 12, verificar os boletos não-pagos, pagamentos de cartão recusados, esperar a compensação de tudo, etc), acho que seria ruim recomeçarmos esta fase pós-pausa de uma semana sem dar um checkpoint, não é mesmo? Sabemos que esta é uma curiosidade geral.

A nossa situação é a seguinte: a prévia do faturamento diz que atingiremos a meta mínima de R$ 15.000 por mês e até a passaremos em cerca de 450 reais, se tudo assinado efetivamente compensar. Com este piso, conseguimos manter a operação do FlatOut com um mínimo de dignidade: as contas básicas praticamente empatam!

Contudo, por enquanto algo nos impede de cantar vitória de forma mais efusiva: o possível decaimento dos boletos.

Temos mais de 30% dos planos de assinatura no formato de boleto. O boleto exige um esforço de abrir o e-mail, imprimir, fazer o pagamento. Nosso receio é que, com o tempo e passado o susto, parte significativa desses assinantes vá deixando de colaborar por conta do trabalho que o procedimento do boleto dá. Só que também sabemos que não poderemos fazer outra campanha radical de arrecadação como a que fizemos no dia 10 de abril – é o tipo de tiro que só se dá uma vez na vida.

Por isso, fica o apelo, pessoal: boleto dá trabalho, mas caso haja a condição, não deixem esse esforço de lado com o passar dos meses. A manutenção de cada assinatura faz toda a diferença.

Internamente, nós temos uma missão de continuar conseguindo novas assinaturas para atingir o piso de R$ 25.000 por mês de assinaturas, quando realmente a operação começa a parar de ser tão extrema no fluxo de caixa e começamos a limpar algumas dívidas que acumulamos. Os 15K permitem que continuemos operando, mas a situação continuará difícil.

Para atingir este objetivo, lembraremos periodicamente da existência do crowdfunding ou financiamento coletivo (caso você queira ser um assinante, clique aqui) e faremos nada menos do que o melhor no nosso dia a dia. Em cada post escrito, em cada vídeo, em cada foto. Agora que as colunas de nossa casa são quase totalmente estruturadas no suporte de vocês, nossas obrigações e responsabilidades profissionais ficam ainda maiores. Fazer simplesmente o melhor que podemos fazer não é só uma forma de agradecer, pois na verdade esta é a nossa obrigação: vocês colaboraram para que o FlatOut continue existindo não por uma ação de caridade, mas porque esperam um trabalho de alto nível em troca deste investimento voluntário. E nós estamos mais determinados do que nunca a não deixá-los na mão.

Muito obrigado!