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Enfim, Peugeot 208 GT chega com motor 1.6 turbo de 173 cv e preço de R$ 78.990

Se você nos acompanha, deve saber que a gente aos poucos está recebendo hatchbacks apimentados. O lançamento do Citroën DS3 já está distante, e depois ainda tivemos o Suzuki Swift Sport R com seu 1.6 aspirado de 142 cv, e o Sandero RS, que impressiona por ser muito mais que um Sandero com motor 2.0 de 150 cv. Agora, chegou a vez de outro cara que promete abalar o segmento: o Peugeot 208 GT, promessa antiga da marca francesa que acabou de ser lançado.

A gente ouve falar do Peugeot 208 GT desde que o modelo estreou no Brasil mas, por conta de diversos fatores sua chegada foi adiada algumas vezes. Falamos dele pela primeira vez em janeiro de 2014 (ainda o chamando de 208 GTI). Depois, em novembro de 2015, flagramos com exclusividade o 208 GT em fase de homologação, cravamos que ele teria uma versão de 173 cv do motor 1.6 THP e dissemos que ele seria lançado “em breve”. Pois bem, aí está ele!

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Assim como o Renault Sandero RS recebeu o conjunto mecânico do Duster, o 208 GT pega emprestado motor e câmbio do crossover 2008 (com quem também compartilha plataforma). Ele tem exatamente o motor 1.6 THP (aquele que foi desenvolvido em conjunto pela PSA e pela BMW) de nova geração, com taxa de compressão elevada, injeção direta de combustível e 173 cv a 6.000 rpm quando abastecido com álcool, ou 166 cv com gasolina. O torque é de 24,5 mkgf a 1.400 rpm, e o motor é acoplado a uma caixa manual de seis marchas.

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O tempo de 0-100 km/h fornecido pela fabricante é de 7,6 segundos, com máxima de 220 km/h. Para efeito de comparação, o Sandero RS leva oito segundos no 0-100 km/h e tem máxima de 202 km/h; enquanto o Suzuki Swift Sport R leva os mesmos oito segundos, com máxima de 210 km/h.

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O visual do carro é exclusivo, mas discreto para um esportivo: ele tem para-choque dianteiro com design próprio da versão, grade dianteira com detalhes em vermelho, spoiler traseiro pintado de preto brilhante e saída dupla de escapamento, além de ser o único a usar rodas de 17 polegadas com acabamento diamantado e pneus Michelin Pilot Sport 3 de medidas 205/45. A suspensão, naturalmente, é mais baixa e firme, enquanto a direção foi recalibrada para ficar mais precisa e responsiva.

A Peugeot, infelizmente, não deu detalhes técnicos sobre as modificações da suspensão e direção, mas considerando que é um carro de grande volume, a receita deve ter incluído molas mais firmes, geometria específica e barras estabilizadoras mais espessas, além da caixa de direção com relação mais direta.

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Estão disponíveis três cores: Branco Blanquise, Vermelho Aden, Preto Perla Nera — esta última, metálica.

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Os freios receberam discos com 17mm a mais de diâmetro e 6mm mais espessos na dianteira. O sistema de controle de estabilidade (ESP), que inclui sistema anti-travamento (ABS) e repartidor eletrônico de frenagem (REF) também tem calibragem exclusiva para o 208 GT.

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Por dentro, o hot hatch recebeu volante revestido em couro com marcação do centro em vermelho — cor que aparece também nos insertos dos bancos, que tem maior apoio. Os pedais são de alumínio, enquanto detalhes como a manopla de câmbio, maçanetas e molduras das saídas de ar no painel têm acabamento cromado. O conceito i-Cockpit, com cluster de instrumentos elevado e volante pequeno, continua inalterado (o que é ótimo).

Ah, e tem o preço: R$ 78.990 — bem mais acima do Renault Sandero RS, de R$ 59.000, mas muito próximo do Suzuki Swift Sport (R$ 82.990) e do primo francês Citroën DS3, de R$ 82.500. Deste grupo, o Peugeot 208 GT supera o Swift Sport e o Renault Sandero RS em aceleração e velocidade máxima, e perde do DS3 por 0,3 segundo na aceleração, embora ambos empatem na velocidade máxima de 220 km/h.

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Mas o 208 GT não é a única novidade da Peugeot para a família: também estreia o novo motor PureTech, três-cilindros de 1,2 litro com quatro válvulas por cilindro que entrega 90 cv a 5.750 rpm e 12,9 mkgf de torque a 2.750 rpm quando abastecido com álcool (ou 84 cv e 12,2 mkgf de torque com gasolina, nas mesmas rotações). Ele vem substituir o motor 1.5 do atual 208 básico, e promete economia de combustível até 37% maior em ambiente urbano.

Isto se traduz em rendimento de 15,1 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada quando abastecido com etanol; e 16,9 km/l e 11,7 km/l, respectivamente, com gasolina. O desempenho, contudo, é apenas razoável: o 0-100 km/h é cumprido em 12,8 segundos, com máxima de 177 km/h.

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O novo motor chega às versões de entrada Active (R$ 48.190) e Active Pack (R$ 51.690), equipadas com câmbio manual de cinco marchas; e também à intermediária Allure (R$ 54.990) — que também pode receber o motor 1.6 16V EC5, de 122 cv — com câmbio automático de quatro marchas.

Há, ainda, a versão Sport (R$ 60.990), que traz o motor 1.6 naturalmente aspirado acoplado a uma caixa manual de cinco marchas e decoração esportiva; e a Griffe (R$ 64.990, que tem o mesmo motor, porém câmbio automático de quatro marchas.

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