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Achados meio perdidos

Escort XR3: um clássico nacional a céu aberto por R$ 25 mil. É um preço justo?

O Escort XR3 foi o sonho de consumo de muita gente desde que o primeiro modelo foi lançado, em 1984 — especialmente a versão conversível, lançada no ano seguinte. O sucesso durou anos até a metade dos anos 90, quando a versão final do XR3, já em sua terceira geração, teve sua produção encerrada. O exemplar que temos hoje na seção de Achados Meio Perdidos está no meio da história — um Escort XR3 conversível 1988, impecável. Você o levaria para casa?

O ano de 1987 marcou a primeira grande reestilização do Escort, que muitos até consideraram como uma geração nova, apesar da mesma plataforma. O painel ficou mais moderno e melhor acabado, o lado de fora ganhou linhas ligeiramente arredondadas e os para-choques passaram a ser envolventes. Em essência o carro era o mesmo, mas o novo visual foi um belo sopro de ar fresco. Obviamente, o XR3 não ficou de fora.

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Desde o início o Escort XR3 usava uma versão um pouco mais nervosa do motor 1.6 CHT, a Formula, com modificações nas válvulas, dutos de admissão, comandos e carburador, agora de corpo duplo. Eram 82 cv a 5.600 rpm e 12,8 mkgf de torque a 4.000 rpm. O câmbio também foi modificado, usando relações mais curtas para render acelerações mais agressivas. Com a reestilização, o XR3 ganhava também pistões e virabrequim mais leves,  que, dentre outras coisas, rendeu 4 cv extras.

O modelo conversível, testado na época pela saudosa revista Motor 3foi elogiado pela sua ergonomia, acabamento, visual e fácil manuseio da capota. O que não empolgava tanto — estigma desde o primeiro ano de vida — era o desempenho: a revista levou 12,2 segundos para chegar aos 100 km/h, e o carro atingiu 170 km/h de velocidade máxima. Na arrancada, ele não conseguia acompanhar os Passat GTS, Gol GT e GTS (todos aceleravam a 100 km/h na casa dos 11 s) – mas a briga com o Monza S/R era palmo a palmo.

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Isto nunca impediu o XR3 de ser um carro desejado, e não diminui a falta que fazem modelos a céu aberto no nosso mercado. Contudo, o XR3 só conseguiu status de esportivo de verdade quando recebeu o motor AP 1.8S da Volkswagen, graças à joint venture Autolatina.

Há quem prefira — e não são poucos — os modelos com motor CHT, seja pelo visual mais clássico ou pelo fato de não aceitarem um Ford com motor VW. O caso é que este Escort conversível amarelo, anunciado no OLX, se encontra em raro estado de conservação, com acabamento praticamente impecável por dentro e por fora.

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O anúncio ressalta a boa conservação dos tecidos originais, a presença da capa da capota e o motor refeito com peças de primeira linha há 5.000 km. Também informa que o carro recebeu um tratamento com manta asfáltica e isolamento acústico extra, reduzindo ruidos internos. Importante notar que até 1988 — ano do carro — o Escort XR3 não oferecia capota elétrica ou direção hidráulica, nem como opcionais.

Por ele, o dono pede R$ 25 mil. Não é nenhuma pechincha, mas o fato é que é raro encontrar um XR3 neste estado de conservação, e mais raro ainda um à venda. Estes carros estão ficando cada vez mais valorizados e colecionáveis.

Você pagaria R$ 25 mil por este Escort?

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[OLX]


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o proprietário.

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