Edição diária: 20/06/2019
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Achados meio perdidos GT40 Classificados

Esta Audi RS2 Avant Nogaro Blue com 65.000 km rodados está à venda

Poucas coisas são mais fascinantes aos entusiastas do que uma perua esportiva. Peruas são carros de família, confortáveis e espaçosos para longas viagens com bastante bagagem. No entanto, nos anos 90 a Audi decidiu que uma perua poderia ter o desempenho de um esportivo de ponta, e criou a RS2 Avant. Hoje em dia existem muitas super peruas, mas a RS2 Avant costuma ser considerada a pioneira. E ter uma delas é uma honra.

Não estamos exagerando, não: a RS2 Avant é um carro raro e especial no mundo todo. Não apenas porque ela foi feita com a ajuda da Porsche (vamos refrescar sua memória em um instante, pode deixar), mas também porque é um carro raríssimo: no total, apenas 2.891 exemplares foram fabricados entre março de 1994 e julho de 1995. Fora da Europa, os únicos países a recebê-la de forma oficial foram África do Sul, Nova Zelândia e Hong Kong, além do Brasil – único país das Américas para onde a RS2 foi exportada.

Cerca de 40 exemplares foram trazidos para cá pela Senna Imports, que firmou um acordo com a Audi em 1993. Como todos sabem, o acidente fatal de Senna em Imola aconteceu no ano seguinte. A Senna Imports, operada por familiares do tricampeão, foi a responsável pela atuação da marca de Ingolstadt no Brasil de 1994 a 2005. Entre o carros que atravessaram nossas fronteiras está o Achado meio Perdido de hoje: esta RS2 azul Nogaro anunciada no GT40.

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A Audi RS2 Avant sem dúvida era o modelo mais especial da Audi em 1994. O motor da super perua era baseado no já interessantíssimo cinco-cilindros turbo de 2,2 litros do Audi S2 cupê, que tinha saudáveis 230 cv e 35,6 mkgf de torque. A preparação realizada pela Porsche consistia na adoção de injetores de alta vazão, sistema de injeção retrabalhado acompanhado de um novo módulo Bosch, comando de válvulas mais agressivo e sistema de escape retrabalhado, além de um turbo KKK 30% maior que o original. Na real a Audi fabricava os componentes básicos do carro, mas a montagem do carro e boa parte das modificações do motor era feita no complexo Zuffenhausen da Porsche em Stuttgart, que recebia as carrocerias que vinham de Ingolstadt.

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O resultado eram 315 cv a 6.500 rpm e 41,75 mkgf de torque já aos 3.000 rpm, moderados por um câmbio manual de seis marchas. A força era entregue às quatro rodas através do sistema de tração integral quattro com diferencial traseiro com bloqueio manual. Seus números: zero a 100 km/h em apenas 4,8 segundos e velocidade máxima de impressionantes 262 km/h.

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As rodas eram as “Cup” de 17×7 polegadas usadas no Porsche 968. O retrovisores eram iguais aos do Porsche 964, os para-choques recebiam elementos de iluminação do Porsche 911 993, e até mesmo as entradas de ar dianteiras eram iguais às do nine-eleven. Além disso, emblemas espalhados pela carroceria faziam questão de lembrar a todo mundo que aquele carro era fruto de uma parceria entre as duas divisões do grupo VW.

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Nosso Achado meio Perdido de hoje pertence a Álvaro Negri, de São Bernardo do Campo/SP. Ele conta que este exemplar, o 1.025º produzido, saiu da fábrica com a carroceria preta. Há cerca de dez anos foi repintado na cor azul Nogaro perolizado, original da Audi. Segundo ele, o serviço feito foi de alto nível, o que pode ser constatado de perto.

Álvaro conta que comprou o carro sabendo disto e que não se importou – o azul Nogaro lhe apetece muito mais do que a cor original. Além disso, fora a alteração na cor o carro está completamente original e, de acordo com o proprietário, em excelente estado de conservação. Ele diz que os fluidos e filtros são trocados uma vez por ano ou a cada 2.000 km.

Álvaro diz que o hodômetro da RS2 marca atualmente 64.900 km, sendo que nos últimos dez anos foram rodados cerca de 8.000 km. Ele também afirma que o aspecto do carro é excelente para seus 24 anos de idade – de fato, pelas fotos o carro aparenta estar muito bem preservado ao longo dos anos: o couro dos bancos, a pintura e detalhes de acabamento como faróis, lanternas, rodas e emblemas não mostram sinais profundos de desgaste.

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A Audi RS2 Avant está perto de completar 25 anos, idade mínima que um carro precisa ter para entrar nos Estados Unidos. Com isto, sua valorização nos últimos anos foi sensível – os exemplares à venda na Europa, muitas vezes mais rodados ou restaurados não custam menos que o equivalente a R$ 180 mil. Se quiser trazer um deles para cá, o valor se multiplica graças aos impostos, taxas e trâmites burocráticos. E a tendência é que este valor cresça ainda mais a partir do ano que vem. E que o Brasil passe a exportar os poucos exemplares da Audi RS2 Avant que rodam aqui para os Estados Unidos.

Então, se você ficou realmente interessado e quer saber mais, pode clicar aqui para acessar o anúncio e conversar com o proprietário.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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