Esta Chevrolet C-10 1975 com 92.000 km e motor seis-cilindros está à venda

Dalmo Hernandes 13 junho, 2018 0
Esta Chevrolet C-10 1975 com 92.000 km e motor seis-cilindros está à venda

O primeiro carro de passeio fabricado pela Chevrolet no Brasil foi o Opala, lançado em 1968. No entanto, a atuação da marca como fabricante nacional começou em bem antes: já em 1955 começou a ser montada no Brasil, com componentes importados dos EUA, a picape Chevrolet 3100, que por suas linhas sinuosas logo foi apelidada “Marta Rocha” – que era quase o nome da Miss Brasil do ano anterior, a bela baiana Martha (com “h” Rocha).

Iniciou-se ali uma linhagem de extremo sucesso, que no Achado meio Perdido de hoje é representada por um belo exemplar dos anos 70. Mais precisamente, uma Chevrolet C-10 1975 anunciada no GT40 que alia bom estado de conservação a um preço bem interessante para uma caminhonete dos anos 70 em 2018.

Em 1958 a “Marta Rocha” deu lugar à Chevrolet Brasil, que foi a primeira pick-up predominantemente nacional da marca – 54% de seus componentes eram brasileiros. Ela usava um motor seis-em-linha de 4,3 litros denominado Jobmaster, de 261 pol³ (4,3 litros) com 145 cv.

Este foi usado ainda por muito tempo – a Chevrolet C-14, lançada em 1964 e dotada de um visual bem mais moderno, com caçamba plana e para-lamas bem integrados à carroceria, continuou usando o mesmo motor.

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No fim de 1973 a C-14 deu lugar à C-10 que, apesar do nome, era parecidíssima com sua antecessora e seguiu em produção até 1985, quando foi lançada a Série 20. As Chevrolet A-20 e C-20 eram movidas por um seis-cilindros derivado do motor do Opala, movido a álcool (A-20) ou gasolina (C-20); já D-20 tinha um quatro-cilindros a diesel.

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Nosso Achado meio Perdido está no meio desta história: trata-se de uma C-10 1975, segundo ano de fabricação do modelo, ainda com motor de 4,3 litros. O câmbio é manual com alavanca na coluna, e leva a força para as rodas de trás. No modelo 1975, porém, o motor 4.3 era equipado com novos pistões, que aumentavam a taxa de compressão e levavam a potência a 149 cv.

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O carro anunciado no GT40 pertence a Xavier, de Brasília/DF. Ele diz que a caminhonete é quase toda original: com 92.000 km rodados, jamais foi usada para trabalho, somente para passeios. Sendo assim, está surpreendentemente bem conservada – motor, câmbio, suspensão, freios e interior são originais de fábrica e apresentam apenas alguns sinais de desgaste. Que são poucos para uma caminhonete fabricada há 43 anos. Até mesmo a roda do estepe e o assoalho de madeira da caçamba são originais e estão com muito boa aparência, assim como detalhes cromados na grade e nas soleiras das portas.

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Motor e câmbio nunca foram abertos e, segundo Xavier, funcionam muito bem, com rodar tranquilo e sem sustos. A única parte da caminhonete que passou por uma reforma foi a carroceria, que ganhou um banho de tinta na tonalidade original, Amarelo Trigo.

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Xavier diz que sua caminhonete passou por uma revisão recente e que já possui placa preta. O valor pedido está bem interessante considerando o nível de originalidade e o estado de conservação da C-10, e o dono diz que estuda trocas – no entanto o valor a ser considerado neste caso é diferente, mais alto.

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Também é importante lembrar que estas caminhonetes são endêmicas do Brasil – o visual das C-14 e C-10 não foi adotado nos EUA, o que tem levado alguns fãs a comprar unidades no Brasil para levar para os EUA, da mesma forma que vem acontecendo com a Kombi.

Se você ficou interessado, já sabe o que fazer: clique aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do proprietário.

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