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Achados meio perdidos Zero a 300

Esta Ford F-100 com apenas 40.000 km rodados está novíssima – e pode ser sua

As pick-ups foram concebidas como veículos de trabalho, com espaço reduzido para os ocupantes e priorizando a carga; suspensão feita para ser robusta, e não confortável; e acabamento espartano. Mas com o tempo elas passaram a ser usadas diariamente para locomoção e lazer, e hoje em dia muita gente sonha com uma pick-up antiga para coleção ou para curtir aos fins de semana. Se você se identificou com esta última sentença, certamente vai curtir nosso Achado meio Perdido de hoje, anunciado no GT40: uma Ford F-100 1980 conservadíssima e com apenas 40.000 km rodados.

A Ford começou a atuar no Brasil em 1904, vendendo unidades importadas do Ford Modelo T norte-americano. Apenas em 1919 os carros começaram a ser montados no Brasil (usando componentes estrangeiros), e demorou mais algumas décadas para que a fabricação dos veículos da Ford fosse nacionalizada. O primeiro Ford brasileiro foi o caminhão F-600, lançado em agosto de 1957 e movido por um V8 de 4,5 litros e 167 cv. Em outubro daquele ano a Ford apresentou a pick-up F-100, que tinha a mesma cabine e o mesmo motor do caminhão. O desenho era típico dos anos 50, com para-lamas dianteiros mais baixos que o capô e, assim como os traseiros, bem destacados da carroceria.

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Em cima, a primeira geração. Embaixo, a segunda

A F-100 teve uma vida longa no Brasil: foi produzida até 1985 – 28 anos, no total, ao longo de três gerações. A segunda veio em 1962, adotando uma cabine mais larga e para-lamas integrados à carroceria, com o mesmo V8 de 4,5 litros no cofre. A terceira geração, lançada no Brasil em 1971, adotou a carroceria que os norte-americanos tinham desde 1968 e manteve o V8 como única opção até 1976, quando a Ford introduziu a versão de quatro cilindros – o mesmo motor de 2,3 litros com comando simples no cabeçote e 120 cv brutos (99 cv líquidos) que seria usado no Maverick, acoplado um novo câmbio manual de quatro marchas com alavanca no assoalho. O V8 usava uma caixa manual de três marchas com alavanca na coluna que não era compatível com o quatro-cilindros.

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O motor 2.3 foi usado até o fim da linha para a F-100, que em 1985 foi substituída definitivamente pela F-1000, que foi lançada em 1979 podia ter um seis-cilindros a gasolina de 3,6 litros e 108 cv ou a diesel de 3,6 litros e 85 cv. Apesar de não ser muito potente, a F-100 2.3 tinha um enorme tanque de combustível de 87 litros e cabine com bom acabamento e isolamento acústico decente, sendo uma boa opção como picape de passeio – pode-se dizer que ela foi uma das responsáveis pela expansão deste segmento nos anos 70 e 80.

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O exemplar anunciado no GT40 foi fabricado em 1980, 38 anos atrás, e está em excelentes condições. O anunciante diz que a caminhonete está com altíssimo nível de originalidade: aos 40.000 km rodados, traz interior, mecânica e detalhes de acabamento originais – o que inclui também as madeiras da caçamba.

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Apenas a carroceria recebeu um banho de tinta em algum momento, de acordo com o anunciante. Uma observação importante, que sempre fazemos quando falamos de antigos com quilometragem baixa: veículos que passam bastante tempo guardados precisam de cuidados se a pretensão é colocá-los de volta à ativa – conferir o óleo do motor, checar as condições dos pneus e fazer um check-up nos freios são algumas das coisas básicas. Esta F-100, por exemplo, ainda está com os pneus originais de fábrica. Por mais que eles sejam valiosos do ponto de vista histórico, é melhor trocá-los por pneus novos antes de sair rodando com a pick-up.

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Dito isto, não estamos diante de um carro acessível, embora seja um preço interessante para uma F-100 1980 pouco rodada e largamente original. Ficou interessado? Então é só clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do vendedor.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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