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Achados meio perdidos

Esta pode ser sua chance de comprar um Ford Bronco muito bem cuidado no Brasil

O Ford Bronco é praticamente uma instituição do offroad americano. Produzido por 30 anos, de 1966 a 1996, ele foi criado para competir com gente do calibre do Jeep Willys CJ e o Land Rover Defender — com uma diferença: em vez dos tradicionais motores a diesel, a Ford decidiu equipar o Bronco com uma seleção de motores a gasolina de seis e oito cilindros.

Com potência na medida, robustez acima da média e um visual muito bacana, o Bronco foi um sucesso absoluto nos EUA, e boa parte deles foi usada como se deve: longe do asfalto. Por isso, é cada vez mais difícil encontrar um Bronco bem conservado até mesmo em sua terra natal. Assim, o Achado Meio Perdido de hoje – este Ford Bronco XLT Eddie Bauer Edition de quarta geração – ainda mais interessante.

Idealizado por Donald Frey e Lee Iacocca, a primeira geração do Bronco foi o primeiro SUV compacto da Ford, e era um projeto totalmente novo — o chassi, a carroceria e a suspensão foram projetados especialmente para ele, com o intuito de criar um veículo confortável como um carro de passeio, porém resistente como um verdadeiro utilitário. Assim, a suspensão dianteira ganhou amortecedores com molas helicoidais e a traseira, um eixo rígido com feixes de molas semielípticas.

A fórmula deu certo, e o Bronco de primeira geração se tornou uma opção bem atraente ao público que buscava exatamente o que o Bronco oferecia: um veículo versátil para viajar com a família, enfrentar o trânsito (que não era caótico feito hoje) e, se necessário, encarar trechos acidentados com desenvoltura.

Em 1978 o Bronco ganhou uma nova geração, e o apelo do conforto ganhou mais atenção com a adoção da plataforma encurtada da picape F100. O Bronco ficou maior, mais luxuoso (ou menos espartano) e ganhou um sistema de suspensão dianteira independente, porém continuou fiel a suas origens e capaz de encarar trilhas leves com modificações mínimas.

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A receita seguiu praticamente inalterada até o fim da produção do Bronco, recebendo atualizações estéticas de acordo com as modificações realizadas nas picapes da Série F — ou seja: se você já topou com uma F-1000 dos anos 90 por aí, deverá reconhecer a face deste Bronco de quarta geração que encontramos à venda no Brasil.

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Desde a primeira geração, o Ford Bronco foi equipado com motores a gasolina de seis e oito cilindros. Com a quarta geração, vendida entre 1987 e 1991, não foi diferente, e as opções de motor eram três: um seis-em-linha de 4,9 litros e 145 cv, um V8 de cinco litros e um V8 de 5,7 litros — estes dois, pertecentes à família Windsor, como o 302 que equipa “nosso” Maverick.

O Bronco em questão é um XLT Eddie Bauer Edition — a versão de topo do utilitário na época, que usava o nome de uma grife americana (mais ou menos como a Peugeot faz com a Quiksilver). Essa versão era equipada com o motor 351 Windsor — que, alimentado por um carburador de corpo quádruplo, entrega originalmente 213 cv a 3.800 rpm e 43,5 mkgf de torque a 2.800 rpm. O câmbio é automático, de três marchas, e leva a potência para as quatro rodas com reduzida. O seletor de marchas do câmbio fica na coluna, enquanto a alavanca da reduzida fica no assoalho.

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Sendo uma versão de luxo do Bronco, o XLT Bauer Edition era muito bem equipado para a época, com direção hidráulica e volante ajustável, ar-condicionado, vidros e travas elétricas, além de controle de cruzeiro (controlado por aqueles botões no volante). O interior forrado com veludo marrom está muito bem cuidado e parece um belo lugar para se estar.

O lado de fora aparenta igual estado de conservação, com a pintura azul sem detalhes aparentes (ao menos a julgar pelas fotos) e a capota removível — os passageiros do banco de trás podiam viajar ao ar livre — em perfeitas condições.

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De acordo com o vendedor, este Ford Bronco foi importado para o Brasil quando ainda era zero quilômetro, para rodar em Manaus. O primeiro dono ficou com o carro até 2013, quando seu segundo e atual dono e o levou até o Paraná. O anunciante diz que o carro sempre foi muito bem cuidado e não sofreu abusos, e que as 35 mil milhas do hodômetro são uma prova disso.

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O carro foi totalmente revisado — suspensão, elétrica e mecânica, serviço completo — e, segundo o vendedor, é capaz de ir rodando para qualquer canto do País. Também acompanham o carro todos os manuais e um lote de peças de reposição importadas dos EUA.

E quando pedem por ele? Salgados R$ 110 mil. Mas é preciso considerar, contudo, que se trata de um carro raro no Brasil e possívelmente o único nesta versão. Além disso, o Bronco anda valorizado até mesmo nos EUA, e encontrar um modelo em tão boas condições pode ser difícil até mesmo por lá. Se você se interessou, pode mandar um e-mail para [email protected] ou ligar para (51) 9258-7332.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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