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FlatOut!
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Zero a 300

Esta puxada absurda de 8 segundos no quarto-de-milha é uma prova do potencial do Dodge Challenger SRT Hellcat

Antes de apresentar o Challenger SRT Demon e seus absurdos 852 cv de fábrica, a Dodge explodiu nossas cabeças com o carro que deu origem ao Demon: o Challenger SRT Hellcat, com seu V8 de 6,2 litros supercharged de 717 cv. Lançado em 2014, o Hellcat tornou-se, ao mesmo tempo, o Dodge produzido em série mais potente da história, o carro muscle car mais potente da história e o carro produzido em série mais veloz no quarto-de-milha. Zero a 100 km/h, 4 segundos. Velocidade máxima, cerca de 300 km/h. Zero a 402 metros, 10,8 segundos com pneus radiais de arrancada, legalizados para as ruas; 11,2 segundos com pneus comuns. Acredite, é rápido.

E quando a gente achava que não era possível ir mais rápido ainda sem perder a garantia, vem o Dodge Demon, com seus 840 cv e 9,99 segundos no quarto-de-milha com os pneus originais. Com pneus finos de arrancada na dianteira? 9,65 segundos, baby.

Para transformar o Hellcat no Demon e baixar de 10,8 segundos para 9,65 segundos, a Dodge deu a ele mais pressão no supercharger, novos pistões e bielas, bloco reforçado e novo sistema de injeção. E, para chegar aos 852 cv, o Demon precisa queimar combustível de competição com mais de 100 octanas, disponível em alguns postos de gasolina e em pistas de arrancada. Naturalmente, na arrancada o chão é tão importante quanto o motor, e o Demon também teve o peso aliviado; ganhou para-lamas alargados para acomodar seus drag radials da Nitto de 18×11 polegadas (com composto especial e carcaça flexível, reproduzindo o efeito dos pneus de arrancada de competição, ainda que em menor escala); e suspensão com amortecedores mais macios para transferir mais peso para a traseira.

2018 Dodge Challenger SRT Demon

Agora, será que é possível ir ainda mais rápido com o Hellcat sem grandes modificações no motor? Se você sempre se fez esta pergunta, eis a resposta, dá sim. O Challenger Hellcat do vídeo abaixo vira o quarto-de-milha em absurdos 8,91 segundos, cruzando a linha de chegada a 251,28 km/h (156,14 mph). Tudo isto praticamente stock, mecanicamente. Só vendo para crer:

O vídeo foi postado no dia último dia 17 de outubro pelo preparador Logan Epling. De acordo com o Allpar, especializado nos carros do Grupo Chrysler, era só questão de tempo até que o Dodge Challenger Hellcat da Epling Garage, de Bean Station, Tennessee, conseguisse baixar de nove segundos seu tempo no quarto-de-milha, tornando-se o primeiro Challenger Hellcat do mundo a fazê-lo, e também o Hellcat mais rápido do mundo. Em maio deste ano, o carro já havia virado 9,06 segundos, feito que também foi devidamente registrado em vídeo:

Por mais que o motor não tenha sido preparado com o mesmo extremismo do Demon, o fato de usar pneus Hoosier de 29” na traseira calçando rodas Holeshot 15 demonstra perfeitamente o que dissemos alguns parágrafos acima: na arrancada, o chão é tão importante quanto o motor.

No motor, apenas duas modificações: uma polia menor no supercharger para aumentar sua pressão de trabalho; e um novo sistema de injeção, calibrado para queimar combustível Q16, de alta octanagem (índice 116 MON). Fora periféricos, como o coletor de escape direto e filtros, o motor tem o miolo completamente original: comando, pistões, bielas, virabrequim e cabeçotes. A transmissão é composta por uma caixa manual de seis marchas feita sob medida pela Liberty Transmission, do Missouri, que também recebeu carcaça e trambulador feitos especificamente para o carro; um cardã one-piece e um diferencial de 9” da DriveShaft Shop. Os freios dianteiros tiveram de receber discos menores para acomodar as rodas de 15 polegadas com pneus finos, e o interior foi aliviado com a remoção dos bancos dos passageiros, além da maioria dos revestimentos internos.

Entre maio e outubro, as únicas mudanças no carro foram a instalação de um 2-step e uma reprogramação eletrônica no motor. No mais, a queda de 0,15 segundo no quarto-de-milha se deve também ao fato de os caras da Epling Garage terem tido tempo de aprender com o carro e extrair o máximo de seu rendimento em linha reta. Imaginamos que, com um câmbio sequencial de arrancada, este número possa baixar ainda mais. Afinal (pergunta retórica a seguir), quem precisa de um Demon?

O espetáculo já está garantido:

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