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Estas são as melhores versões do BMW Série 3 em seus 40 anos de estrada

Em 2015 o BMW Série 3 está completando 40 anos de estrada. Em homenagem a essas quatro décadas, já contamos como um funcionário da BMW criou a Série 3 Touring sozinho nos fins de semana, e vimos um M3 E30 com o coração V10 do antigo M5. Agora, inspirados por uma pergunta do dia do Jalopnik US, decidimos fazer uma seleção com as melhores versões da história do Série 3. Veja quais são:

 

Alpina B6 (E21 1978)

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A Alpina, como já contamos por aqui, é mais do que uma mera preparadora de modelos da BMW. Ela é uma fabricante. E seu modelo mais interessante baseado no Série 3 de primeira geração, a E21, foi o B6.

O Série 3 nasceu em julho de 1975 com as versões 316 (1.6), 318 (1.8) e 320 (2.0), todas com motores de quatro cilindros M10. Foi no Salão de Frankfurt de 1977 que surgiriam as primeiras versões com motores de seis cilindros, todos M20: a própria 320, que mantinha a cilindrada do motor M10, ou seja, 2 litros (1.991 cm³, mais exatamente), e passou a ser chamada de 320/6, e a 323, versão mais potente da linha, com um M20 2.3. Ele rendia 145 cv.

O que a Alpina fez foi pegar o 323 de duas portas e colocar nele o motor M30 do 528, com 2.788 cm³. Foram acrescentados pistões forjados Mahle, as câmaras de combustão foram modificadas e um sistema de injeção eletrônica Zenith-Pierburg-DL. A potência subiria de 179 cv do motor M30 original, já bem mais bravo do que o M20 2.3, para 200 cv. A velocidade máxima do carro passou de cerca de 190 km/h para mais de 220 km/h. O 0 a 100 km/h era tarefa cumprida em 7,2 segundos.

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Em setembro de 1981 ele teria um sutil ganho de potência, (18 cv), com o qual ele melhoraria suas marcas para 229 km/h de máxima e 0 a 100 km/h em 7 s. Foram produzidas apenas 533 unidades até 1983. Por que é especial? Porque o M3 só apareceria em 1986. Sem motor seis cilindros, que só surgiria no E36, em 1992. De certo modo, este cara o antecipou em quatorze anos.

 

BMW 333i (E30 1986)

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Os BMW começaram a ser fabricados na África do Sul em 1968. E tinha uma divisão de automobilismo por lá, também. Em 1986, ela foi responsável pelo nascimento do 333i, um Série 3 com o mesmo seis-cilindros de um Série 7, o E23 733i.

Disponível só com duas portas, a versão tinha o motor M30 de 3.210 cm³ e contou com uma ajudinha da Alpina. Quem quisesse comprar um tinha de escolher entre ar-condicionado ou direção hidráulica. Não dava para ter os dois sob o capô.

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Com 197 cv a 5.500 rpm e 29,1 mkgf a 4.300 rpm, ele tinha câmbio manual de cinco marchas e um diferencial de escorregamento limitado. Os freios usavam discos ventilados de 296 mm da Alpina e havia a opção de ABS. Apesar de menos potente do que o primeiro Alpina B6 E21, ele tinha desempenho melhor, com máxima de 228 km/h e 0 a 100 km/h em 7,4 s. Só 204 deles foram fabricados, o que faz dele objeto de disputa entre colecionadores.

 

BMW 325ix (E30 1986)

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O primeiro Série 3 com tração nas quatro rodas surgiu em 1986. Morreu com o surgimento da terceira geração, a E36, em 1991, e só voltaria com a quarta, a E46, sete anos depois. Vinha com motor de seis cilindros M20 2.5 de 171 cv e também se tornou raridade. O que o distinguia dos demais eram alargadores de para-lama e saias laterais. Veja este exemplar, restaurado pelo próprio dono.

Por ser raro e pioneiro, também é o tipo de carro que merece cuidados, como mostra este site com a restauração completa de um exemplar.

 

BMW 320is (E30 1987)

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O primeiro M3 surgiria em 1986, mas a legislação de alguns países impedia sua chegada, como Portugal e Itália. Nestes dois europeus, que cobravam mais taxas de motores acima de 2 litros, a opção foi criar o 320is. A jogada foi pegar o motor S14 do primeiro M3, com 2,3 litros, e diminuí-lo para 1.990 cm³ com uma redução do curso dos pistões de 83,8 mm para 72,6 mm. A potência caiu de 200 cv a 6.750 rpm para 195 cv à mesma rotação.

Era um lobo em pele de cordeiro, já que mantinha quase tudo do M3, como a transmissão Getrag 265, a Dogleg, que tinha a 1ª e a 2ª marcha invertidas, e diferencial de deslizamento limitado. A suspensão usava barras estabilizadoras na dianteira e na traseira com a especificação Sportfahrwerk, a exemplo do M3, e o painel de instrumentos também era o mesmo do modelo M.

Vendida por apenas três anos, a versão teve 3.749 exemplares, sendo 1.206 de sedãs e 2.542 de modelos de duas portas. Virou item de colecionador.

 

Alpina B6 (E30 1987)

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A BMW ainda não havia dado motores de seis cilindros ao M3 e a Alpina já estava em seu segundo B6, que saiu com motores 2.8 e 3.5 na segunda geração do Série 3. O mais digno de nota foi o B6 3.5 S, produzido de novembro de 1987 a dezembro de 1990, com apenas 62 unidades produzidas neste tempo.

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Sobre a base do M3, a Alpina colocou o motor M30B35, de 3.430 cm³, modificado e rebatizado de B10/2. Com isso, sua potência saía de 211 cv para 261 cv, com 35,3 mkgf. Com isso, ele chegava aos 100 km/h, partindo da imobilidade, em 6,4 s. Atingia 250 km/h.

 

BMW M3 Evolution I e II (E30 1985 e 1988)

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Para poder participar de competições, a BMW tinha de lançar versões de rua em número suficiente para a homologação. Como eles tinham de seguir o que os carros de pista apresentariam em aerodinâmica e tamanho de motor, surgiram os M3 Evolution I e II.

O I nasceu como resposta à Mercedes-Benz, que lançou o 190E 2.3-16 Cosworth para poder competir no Grupo A de turismo. Foi criado em 1985.

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O II tinha motor mais forte, com 220 cv a 6.750 rpm (com catalisador, a potência cai para 215 cv). , em vez dos 195 cv regulamentares. A receita para isso era um comando de válvulas mais bravo, taxa de compressão mais alta, de 11:1, em vez de 10,5:1, volante mais leve, módulo eletrônico recalibrado e cabeçote com fluxo de ar melhorado.

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Também tinha detalhes interessantes, como vidros laterais e traseiros mais finos, para poupar peso, rodas maiores, de aro 16 e sete polegadas de largura, entradas de refrigeração dos freios no lugar dos faróis de neblina, spoiler frontal maior, novo spoiler traseiro, tampa de porta-malas mais leve e diferencial mais longo. Foram feitas só 501 unidades, cupês e conversíveis, entre março e junho de 1988.

 

BMW M3 Lightweight (E36 – 1995)

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Também chamado de LTW, o Lightweight nasceu em 1995 e tinha o objetivo de ser leve, como seu nome denuncia. Por isso ele vinha sem rádio, ainda que contasse com a fiação necessária para instalá-lo, além dos alto-falantes, e também não trazia ar-condicionado, bancos de couro, caixa de ferramentas ou teto solar. As portas têm folhas de alumínio e não há manta acústica sob o capô. No porta-malas, só carpete, sem feltro. O isolamento do assoalho é mais fino e os carpetes do interior são mais finos. Com isso tudo, ele pesava 91 kg menos do que um M3 comum.

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Só os motores mais potentes da linha, escolhidos a dedo, foram selecionados. Não havia limitador de velocidade máxima. O diferencial era de 3,23:1, em vez de 3,15:1 do modelo normal. A suspensão era mais esportiva e firme. Rodas forjadas de aro 17, com 7,5 polegadas de largura na dianteira e 8,5 polegadas na traseira e pneus 235/40 R17.

De aparência, todas as cerca de 120 unidades fabricadas eram da cor Alpine White, com emblemas Motorsports na parte dianteira esquerda e traseira direita do carro. Calcula-se que apenas 116 foram vendidos a clientes comuns.

 

BMW M3 Evolution Imola Individual (E36)

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Só 250 unidades desta versão foram fabricadas, 200 para a Europa e 50 para o Reino Unido. Também chamado de M3 GT2, ele tinha esse nome por conta da combinação de cores do interior e da carroceria. Pintado de vermelho Imola, ele tinha bancos de couro nappa com Amaretto, na cor vermelho Imola.

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Na parte técnica, ele era apenas um M3 1996, com câmbio manual de seis marchas. Vinha com airbags laterais, aerofólio GT Class II, spoilers dianteiros laterais Class II, bancos elétricos e rodas de liga leve de raios duplos.

 

BMW 323Ti Compact Sport (E36)

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Antes de Série 1, quem quisesse comprar um BMW mais em conta tinha apenas uma opção: o Série 3 Compact, a versão hatchback. Mas não é apenas por isso que ela consta aqui da nossa lista, mas principalmente por conta da versão 323Ti Sport Compact. Um hatch com motor de seis cilindros 2.5, 1.255 kg, tração traseira e 170 cv à disposição. Era diversão garantida.

Além do motor, ele também era equipado com os para-choques, rodas e volante Motorsport semelhantes ao do M3. Com algumas unidades rodando pelo Brasil, ele não vendeu tão bem quanto poderia, por aqui. Azar de quem desprezou a chance de ir de 0 a 100 km/h em 7,8 s e de ter um carro pequeno capaz de chegar aos 230 km/h. Se achar um inteiro por aí, olhe para ele com outros olhos.

 

BMW M3 CSL (E46-2004)

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O Coupé Sport Leichtbau pegou pesadíssimo na redução de peso inteligente. Era 110 kg mais leve que o M3 comum graças ao uso intensivo de CFRP em partes da carroceria, como o teto e até mesmo em elementos estruturais. O foco estava em diminuir o peso de partes estratégicas. O teto, por exemplo, tirou só 7 kg do peso total, mas tornou o centro de massa do veículo mais baixo, além de menos sujeito a torções. Os vidros laterais mais finos também tinham essa intenção.

Boa parte do isolamento acústico do carro foi removido, assim como bancos com ajuste elétrico e sistema de navegação. Você até poderia pedir, de graça, ar-condicionado e sistema de som, mas o carro vinha de série sem eles.

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Além da carroceria, o motor S54 do CSL tinha 361 cv a 7.900 rpm, em vez dos 343 cv de praxe. O segredo foi comando de válvulas mais bravo, entrada de ar maior, com coletor de CFRP, coletor de exaustão reformulado e válvulas de escape diferentes. O câmbio era apenas o SMG II, um sequencial de competição. Ele também era oferecido no M3 comum, mas o do CSL tinha um atuador mais rápido, que efetuava trocas em 0,08 segundo.

Na suspensão, molas e amortecedores de competição foram adotados, assim como uma direção com relação mais baixa (14,5: em vez de 15,4:1 do M3 de série). Os freios tinham discos maiores tanto na dianteira quanto na traseira. O kit aerodinâmico adotado pelo modelo aumentava sua sustentação negativa em 50%. Vendido apenas nas cores metálicas Silver Grey e Black Sapphire, ele teve 1.400 unidades produzidas. E apenas no modelo 2004.

 

BMW 330i Motorsport (E46)

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Ele não tinha o mesmo motor de 343 cv do M3. Contentava-se com 231 cv a 5.900 rpm, mas vinha com suspensão esportiva e câmbio manual de seis marchas — ou com câmbio automático de cinco marchas com ajuste mais arisco que o do modelo comum.

Em outras palavras, você tinha um carro esportivo à paisana. Em um país que penaliza quem ama esportivos, cobrando seguros proibitivos, o 330i Motorsport merece um carinho especial. E é por isso que ele está em nossa lista.

 

BMW M3 GTS (E92)

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A versão GTS do M3 E92 começou a ser vendida na Alemanha em maio de 2010. Sua maior vantagem não era nem o motor V8 4.4 de 450 cv (o do M3 comum era 4.0), mas sim o fato de ser 136 kg mais leve que um M3 da mesma geração. Isso o fazia acelerar de 0 a 100 km/h em 4,3 s. Apenas 135 foram produzidos, todos com gaiola de proteção e cintos de quatro pontos na carroceria cupê.

 

BMW M3 CRT (E92)

O CRT (Carbon Racing Technology) era a versão de quatro portas do GTS. Com a diferença de que vinha com sistema de navegação, som de alta fidelidade e outros luxos como equipamentos de série. Mesmo assim, pesava 70 kg menos do que um Série 3 com os mesmos equipamentos. A produção foi limitada a 67 unidades, com direito a placas de identificação no painel. E ele só era 0,1 s mais lento que o GTS para ir de 0 a 100 km/h.

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