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Achados meio perdidos Zero a 300

Este Astra “belga” conservadíssimo com motor 2.0 turbo está à venda

O Chevrolet Astra “belga” recebeu este nome porque, bem, vinha importado da Bélgica. Dito isto, sua mecânica era 100% brasileira – motor e câmbio eram fabricados no Brasil, enviados para a Europa e voltavam para cá no cofre do Astra. Com isto, o importado tinha manutenção fácil como qualquer Monza ou Kadett. Com o passar dos anos, tornou-se um carro bastante acessível, por conta disto, uma boa opção para quem queria um carro espaçoso, de bom desempenho e bem equipado.

Dito isto, a plataforma do Astra de primeira geração também tem excelente dinâmica entre os carros de tração dianteira – característica comum a vários hatchbacks europeus da década de 90, diga-se. E este Astra belga com motor 2.0 turbo e suspensão preparada pode ser uma boa demonstração disto. Ele está à venda, anunciado no GT40, e é nosso Achado meio Perdido neste domingo.

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O Opel Astra de primeira geraçãonada mais é, tecnicamente, do que o sucessor do Opel Kadett E, que foi vendido no Brasil pela Chevrolet. Tanto que, na nomenclatura da fabricante alemã ele é chamado de Astra F, seguindo a ordem alfabética. O carro cresceu em dimensões e ganhou linhas mais harmônicas, mas manteve a essência do projeto com suspensão independente do tipo McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, motor dianteiro transversal e, lá fora, diferentes opções de carroceria – hatchback, sedã, perua, e conversível. No Brasil tivemos apenas o hatch de quatro portas e a perua.

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Lá fora também existiram diferentes opções de motorização, incluindo o Astra GSi com motor C20XE de 150 cv (o mesmo do Vectra GSi, com deslocamento de dois litros, comando duplo no cabeçote e 16 válvulas). Por aqui o Astra “belga” só foi vendido com motor 2.0 8v com injeção multiponto e 116 cv, o mesmo que já podia ser encontrado no Monza, no Kadett e no Omega. No entanto sua venda no Brasil durou apenas dois anos, 1995 e 1996.

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Os fãs dos Chevrolet dos anos 80 e 90 sabem que o Família II é um motor bastante robusto e cheio de potencial de preparação. O exemplar anunciado no GT40, por exemplo, tem motor turbinado e algumas modificações para adequar o comportamento dinâmico ao novo padrão de desempenho.

O carro, um Astra 1995 na característica cor vinho, pertence a Kino, de São Paulo/SP. Ele diz que comprou o carro de seu primeiro dono e que depois da compra partiu para as modificações. O motor foi desmontado e todo refeito nos padrões originais, incluindo a troca das molas do cabeçote por peças novas originais GM, além de novos anéis, bronzinas e mancais. Bomba d’água, válvula termostática e radiador também são novos. A turbina é uma Master Power R4449-2 operando a 0,8 bar. Também foram instalados um sistema de injeção eletrônica programavel Fuelbox, injetores Bosch de 65 lb/h, embreagem de cerâmica, velas NGK Iridium e coletor de escape SPA Turbo. O resultado foram 173 cv nas rodas dianteiras, aferidos em dinamômetro – cerca de 200 cv no motor.

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O carro também ganhou pinças de freio do Chevrolet Vectra CD e discos Fremac de 280 mm na dianteira, suspensão preparada na Impacto Suspensões em São Paulo e rodas do Chevrolet Calibra pintadas de grafite fosco, calçadas com pneus de medidas 195/50. Por dentro, a única modificação foi a instalação de um volante OMP de 320 mm.

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Kino diz que guardou todas as peças originais do carro (incluindo o volante original com emblema Opel e airbag) e que as modificações são reversíveis. E também que aceita trocas.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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