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Achados meio perdidos Zero a 300

Este Chevette 1986 de segundo dono está muito novo e original – e está à venda

Em grande parte, o Chevrolet Chevette é popular entre os entusiastas brasileiros por seu imenso potencial para projetos – é um carro leve, acessível, com cofre razoavelmente grande e tração traseira. Por outro lado, dependendo do estado de conservação, ele pode ser um excelente clássico para ser usado rotineiramente: tem manutenção simples e barata, componentes a rodo e é bem estiloso independentemente da geração (ao menos para nós).

É cada vez mais difícil encontrar um exemplar original, com quilometragem razoavelmente baixa. Mas é exatamente este o caso do nosso Achado meio Perdido de hoje, anunciado no GT40. Na verdade, ele é um dos Chevette mais novos que já vimos. O que é impressionante se levarmos em conta que se trata de um exemplar 1986, já com 32 anos de idade.

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Chevette GP “Tubarão”

Quando foi lançado no Brasil, em 1973, o Chevrolet Chevette era idêntico ao carro que lhe deu origem, o Opel Kadett C – que, na verdade, foi lançado na Europa meses depois. Agora, no Velho Mundo o Kadett C foi produzido por sete anos, entre 1973 e 1979. Naquele ano ele deu lugar ao Kadett D, que não tivemos por aqui e foi o primeiro da linhagem com tração dianteira e motor transversal. No Brasil, como sempre foi costume com projetos estrangeiros, sua vida foi consideravelmente mais longa: o Chevette foi fabricado até 1993, durando 20 anos.

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Chevette SL “Bicudo”

O Chevrolet Chevette brasileiro teve três “fases” distintas. Na primeira, fabricada entre 1973 e 1977, que era idêntica ao modelo alemão, o carro ficou conhecido como “tubarão”. Em 1978 foi realizada a primeira reestilização, inspirada no Pontiac Firebird norte-americano da época, com grade bipartida e dianteira inclinada para a frente – o que lhe rendeu o apelido de “bicudo”.

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A terceira grande reestilização veio já em 1983. Inspirado no Monza, o Chevette ficou mais retilíneo e ganhou faróis retangulares com os piscas do lado, além de lanternas traseiras com seções horizontais. Por isso, o Chevette fabricado até 1993 é conhecido como Chevette “Monzinha” – parece mesmo um Monza em escala reduzida.

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Isto dito, além do visual a maior novidade do Chevette Monzinha era a adoção do motor de 1,6 litro acoplado ao câmbio de cinco marchas em todas as versões – até então apenas o esportivo S/R e as versões mais vinham equipadas com ele, enquanto as mais simples vinham de série com o motor de 1,4 litro e câmbio de quatro marchas.

O exemplar anunciado no GT40, à venda no Ateliê do Carro, é um exemplar de 1986 que, de acordo com o anunciante, foi comprado por seu atual proprietário das mãos da primeira dona. O carro tem apenas 81.000 km rodados segundo o vendedor, que destaca o excelente estado de conservação do sedã de duas portas.

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A carroceria recebeu uma camada nova de tinta Cinza Urano e está muito bonita, e jamais sofreu qualquer tipo de acidente ou colisão. Vidros, grade, faróis, lanternas e para-choques são originais, assim como as rodas de 13 polegadas com pneus novos.

O interior do carro, segundo o anunciante, também é todo original com exceção da manopla de câmbio, e parece ainda melhor preservado do que o lado de fora: o painel não tem trincas, o tecido dos bancos é original de fábrica e não apresenta sinais de desgaste e todos os detalhes de acabamento estão em seus devidos lugares, sem qualquer tipo de avaria.

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O motor é o 1.6 8v de 72 cv com comando no cabeçote, movido a gasolina e acoplado a uma caixa manual de cinco marchas. O vendedor diz que a mecânica do carro está toda revisada e funciona perfeitamente, sem qualquer tipo de manutenção a resolver – incluindo motor, câmbio, suspensão e freios.

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O anunciante afirma, por fim, que este Chevette já está apto a receber a placa preta, embora ainda não a tenha. É uma opção para quem quer um antigo já pronto para curtir, ou para quem procura um Chevette básico para a coleção. Não é um carro barato – existem outros Chevette desta geração em bom estado custando menos no próprio GT40, e até mais antigos e mais acessíveis. No entanto, o valor está diretamente relacionado ao estado de conservação e à quilometragem baixa para um carro de mais de 30 anos. É um carro para quem faz questão de algo íntegro em termos de estrutura e acabamento e está disposto a pagar por isto.

Ficou interessado? Basta clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do vendedor.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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