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Achados meio perdidos

Este Chevrolet Camaro 1972 tem um big block de 500 cv e está à venda

Se você quer comprar um muscle car e orçamento não é um problema, parte da diversão está em procurar um exemplar que atenda com perfeição todos os seus requisitos. Claro, você pode ir até uma concessionária e comprar um Mustang ou Camaro zero-quilômetro, mas talvez você seja um cara old school, que quer trocar as suas próprias marchas em um bom e velho V8 carburado, com todo o charme e cheiro de combustão que só um cupê esportivo americano dos anos 1960 e 1970 pode oferecer.

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Permite-nos uma sugestão? Este Chevrolet Camaro 1972 – um carro bastante raro por sua configuração original que, nas mãos do atual dono, ganhou algumas modificações bem interessantes sem perder a essência de clássico. Ele está anunciado no GT40, e é o nosso Achado meio Perdido de hoje.

A segunda geração do Camaro foi lançada em 1970. No caso dele, diferentemente do que aconteceu com o Mustang, que foi ficando cada vez maior até 1974 (quando deu lugar ao malfadado Mustang II), a GM decidiu conservar a receita da primeira geração até onde foi possível em termos de dimensões e mecânica. Tanto que o último ano no qual o Camaro podia ser equipado com um V8 big block foi 1972. Depois disto, o pacote SS (Super Sport) também foi eliminado da linha.

No total, apenas 970 exemplares do Camaro SS com motor big block de 396 pol³ foram produzidos. Destes, 741 saíram da fábrica com o câmbio manual de quatro marchas da Muncie. O Achado meio Perdido de hoje, pertencente a Andrey Rijo, é um destes carros.

Rijo mora em Pelotas/RS, e comprou o carro há cerca de quatro anos. Segundo ele, na ocasião da compra, o Camaro estava com a estrutura e a carroceria em boas condições, mas precisava de bastante trabalho na mecânica. A ideia era comprar um motor novo para substituir o original, mas ao examinar mais cuidadosamente o carro veio a surpresa: ele era completamente matching numbers. Ou seja, os números do chassi, do motor e do câmbio batiam. No meio dos muscles isto é relativamente raro, porque estes carros costumam passar por swaps e restaurações completas com alguma frequência.

Com isto, os planos mudaram e Andrey decidiu manter o motor com o bloco original, bem como o câmbio. Entretanto, foram feitas diversas melhorias para garantir um pouco mais de ânimo.

Um detalhe interessante: embora o Camaro SS de 1972 fosse anunciado como tendo 396 pol³ (6,5 litros), na prática o V8 era um 402 pol³ (6,6 litros) – a Chevrolet aumentou o deslocamento em 1970 ampliando o diâmetro dos cilindros, mas manteve a nomenclatura e os emblemas 396. Originalmente, o big block entregava 240 cv, representando uma boa queda em relação aos mais de 300 cv de 1971.

Andrey resolveu este problema instalando uma série de componentes de preparação, como pistões Wiseco e bielas Eagle, ambos forjados; cabeçote dom fluxo retrabalhado; válvulas de inox; coletor de admissão Edelbrock Air Gap; comando Lunati 284/292°; radiador de alumínio; bombas de óleo e água de alta vazão; carburador Holley Demon 750 cfm de corpo quádruplo; e sistema de escape feito em inox com tubos de 3 polegadas. Na época também instalou-se um kit de óxido nitroso, mas o mesmo já foi removido – e, ainda assim, o motor entrega cerca de 500 cv de acordo com os cálculos de Andrey.

Ele ainda lista outras melhorias, como um trambulador short shifter da Hurst, amortecedores KYB, buchas de suspensão Energy e freios Brembo com pinças de seis pistões na dianteira e quatro pistões na traseiras. Os freios ficam abrigados sob rodas American Racing de 18 polegadas, que por sua vez calçam pneus Kumho com 245 mm de largura na frente e 275 mm atrás – uma das poucas mudanças estéticas do carro por fora, além das racing stripes pretas no capô, no bico do carro e na tampa do porta-malas.

Por dentro, a tapeçaria é de couro preto, enquanto os instrumentos são originais de fábrica. O volante é um Grant com raios de metal, e a alavanca de câmbio também é da Hurst. A customização estética, no geral, é bem mais discreta do que os upgrades mecânicos.

Andrey ressalta que o carro passou por uma revisão completa na oficina da equipe de arrancada Boss Drag Race Team, que também fica em Pelotas, e que com isso o Camaro está totalmente em ordem. Se você ficou interessado, pode clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

Foto de abertura: Candice Giazzon

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