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Achados meio perdidos

Este Chevrolet Camaro 1974 é um legítimo big block americano no Brasil – e pode ser seu

Dizer que não dá para encontrar muscle cars no Brasil é um erro: por mais que os icônicos americanos jamais tenham sido oferecidos oficialmente por aqui, há uma quantidade considerável de exemplares importados disponíveis no nosso mercado de antigos. E, entre estes, sempre dá para topar com negócios interessantes.

Nosso Achado meio Perdido de hoje, por exemplo: trata-se de um Chevrolet Camaro de segunda geração, fabricado em 1974, com apresentação impecável e um big block 454 preparado debaixo do capô.

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A segunda geração do Chevrolet Camaro foi lançada em 1970 e, em termos de projeto, era bastante semelhante à anterior: motor V8 na dianteira, tração traseira, suspensão dianteira com subchassi, braços triangulares e molas helicoidais; e suspensão traseira por eixo rígido com feixes de molas.

Dito isto, era um carro desenvolvido com mais calma e um orçamento maior – o primeiro Camaro, de 1967, foi feito às pressas para combater o Ford Mustang, e vendeu muito bem. A experiência adquirida pelos engenheiros da Chevrolet em seu projeto permitiu que o Camaro de segunda geração tivesse melhorias na direção, na suspensão e nos freios. Os motores foram aproveitados do modelo 1969 – exceto pelo seis-em-linha de entrada, que passava de 3,8 litros para 4,1 litros.

Esteticamente, o carro ficou mais arredondado e limpo, com uma grade dianteira estilo “boca de tubarão”, faróis redondos e uma área envidraçada maior. Era um visual bastante agradável… até que, no ano de 1974, uma reestilização mudou um pouco as coisas.

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Para garantir que o Camaro estivesse de acordo com o novo regulamento para os para-choques de impacto, que exigia que eles protegessem os equipamentos de iluminação e o motor do carro em colisões a até 8 km/h, a Chevrolet precisou deixar a dianteira do pony car mais longa, com uma grade inclinada, e adotar para-choques maiores. A boa notícia é que o Camaro até que lidou bem com o novo visual – ficou mais conservador, é verdade, mas não dá para dizer que ficou feio.

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E é exatamente um Chevrolet Camaro Type LT 1974 o nosso Achado meio Perdido de hoje. O carro pertence a Douglas Carbonera, da Doug’s Speed Shop, que fica em Caxias do Sul/RS, e está em excelente estado. Ele também perdeu o motor V8 small block 350 em favor de um big block 454 preparado, com comando de válvulas e coletor de admissão Edelbrock, da linha Performer RPM; distribuidor Mallory Unilite, módulo de ignição MSD 6AL, cabos de velas MSD Street Fire, bobina Mallory ProMaster e, para arrematar, um carburador Quadrijet Quickfuel de 750cfm. O câmbio é um automático de três marchas Turbo-Hydramatic TH350.

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O carro está muito novo, tendo recebido um banho de tinta há aproximadamente cinco anos, e já caiu nas mãos de Doug com o swap pronto. Ele manteve o carro em ordem, revisado e pronto para o uso – não há o que fazer em termos de manutenção preventiva.

O valor pedido, de R$ 120 mil, não é exatamente baixo, mas fica bastante atraente se considerarmos que há carros nacionais da época custando até mais – não é difícil encontrar exemplares do Maverick GT V8 neste mesmo nível, por exemplo, por algo entre R$ 100 mil e R$ 150 mil. Se você está guardando dinheiro para comprar um muscle car há algum tempo, esta pode ser a sua oportunidade de levar para casa um legítimo representante do american muscle com um big block debaixo do capô.

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E tem mais: o Camaro de segunda geração é uma excelente base para preparação – a carroceria é baixa e larga, as caixas de roda são imensas (dá para colocar pneus bem largos sem se preocupar com adaptações na lata), e o mercado de peças, tanto de reposição originais quanto aftermarket, é bastante generoso. Existem, inclusive, empresas especializadas em importar componentes para muscle cars americanos.

Curtiu? Pode entrar em contato com Douglas pela fanpage da Doug’s Speed Shop, ou pelo celular (54) 9 9983 9459.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial, tampouco de uma reportagem aprofundada. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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