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Achados meio perdidos Zero a 300

Este Chevrolet Opala “SS4” muito inteiro está à venda

Em novembro de 1968, a Chevrolet lançou o seu primeiro carro de passeio no Brasil – e que também se tornou incontestavelmente o modelo mais amado da marca no País até hoje. Opala. Nasceu na hora e no lugar perfeitos. Ao usar como base o Opel Rekord alemão, com suas belas e harmônicas linhas (especialmente na versão cupê), mas dar a ele visual inspirado no Chevrolet Nova norte-americano e também os confiáveis motores de quatro e seis cilindros usados por ele, a Chevrolet conseguiu agradar em cheio ao público brasileiro. Permanecer em produção por 24 anos com a mesma plataforma não é para qualquer um.

Se você é um dos entusiastas que procura um Opala da era clássica (pré-1980, com para-choques cromados) para chamar de seu e não faz muita questão de numbers matching, talvez o Achado Meio Perdido de hoje seja seu número. Isto porque, apesar de ser um quatro-cilindros, o carro anunciado no GT40 é um Opala cupê De Luxo 77/78 caracterizado no capricho como SS, por dentro e por fora, restaurado e revisado. Em outras palavras: sob medida para ser um antigo para curtir de vez em quando e, ao mesmo tempo, pode ser uma boa base para “maldades”.

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Estruturalmente, o Opala era um Opel Rekord alemão, mas como dissemos, com visual inspirado por seu irmão maior dos EUA, o Chevrolet Nova – que também emprestava os motores de quatro e seis cilindros, de 2,5 e 3,8 (depois 4,1) litros. O motor 2.5 costuma ser muito confundido com o chamado GM Iron Duke, projeto da Pontiac que também tinha comando no bloco mas era um motor diferente, que não compartilhava medidas de diâmetro e curso com o Opala, apesar do deslocamento semelhante. Já o seis-em-linha era praticamente igual ao usado pelo Nova e também por algumas picapes e utilitários vendidos nos EUA, primeiro com deslocamento de 3,8 litros e depois, a partir de 1971, de 4,1 litros – estreando no Opala SS.

O Achado meio Perdido de hoje é um Opala quatro-cilindros que nasceu como um exemplar da versão De Luxo. Ele pertence a Renato, de São Paulo/SP, que comprou o carro com o objetivo de caracterizá-lo como um SS4, versão de quatro cilindros para quem queria o visual de um SS por um preço mais em conta e consumo mais frugal. Seu motor 151-S tem pouca diferença em relação ao 151 dos modelos comuns: ele traz carburador de corpo duplo e um coletor de alumínio de maior fluxo, mas o miolo do motor permanece igual: comando de válvulas, taxa de compressão, bronzinas, bielas, tudo é da mesma especificação do 151 normal. O motor quatro-cilindros entrega 98 cv brutos e é acoplado a uma caixa manual de quatro marchas. O desempenho era suficiente para o contexto da época: 0-100 km/h em cerca de 15 segundos e velocidade máxima de 170 km/h.

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A caracterização foi feita de maneira completa. O carro foi pintado de Laranja Boreal com as faixas pretas características da versão, incluindo o painel traseiro (conhecido como “cara preta”). Faróis, lanternas e para-choques são os originais do carro, com o visual do facelift 1975-79, quando o Opala assumiu linhas que lembram um pouco o Chevelle na dianteira e a traseira com lanternas redondas ao estilo dos Corvette e Opel GT. Retrovisores, emblemas (incluindo o bocal de combustível), volante, manoplas e estofamento originais do Opala SS foram adquiridos e instalados. As rodas são novas, réplicas das originais, fabricadas pela Rodabras. O resultado estético geral ficou interessante e bem executado.

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Renato diz que o carro está em perfeitas condições de uso, com mecânica, suspensão, freios e elétrica revisados e funcionais. Dito isto, o preço do carro está bem interessante por seu estado de conservação e pelo capricho na customização. Tanto que, para nós, parece uma boa base para um swap – seja com um seis-em-linha 250 ou mesmo um V8 small block, dando ao Opala a pimenta que ele merece.

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Se bem que a gente não dispensaria mesmo que a intenção seja mantê-lo como está. Até porque o dono diz que toda a documentação está em ordem, com motor cadastrado e recibo em branco.

Se você ficou interessado, já sabe: é só clicar aqui e acessar o anúncio, onde você encontrará os contatos do proprietário.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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