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Este é o novo Volkswagen Polo, que será vendido no Brasil ainda neste ano

Depois de todos os capítulos do roteiro de lançamento de carros em 2017, a Volkswagen finalmente apresentou a nova geração do Polo na Alemanha. O lançamento é especialmente interessante para nós pois, como você já deve saber a essa altura, o modelo será fabricado e vendido no Brasil.

O novo Polo é baseado na plataforma MQB, algo já esperado desde o lançamento desta arquitetura com o atual Golf em 2013. Sua modularidade permitiu que o novo Polo se tornasse significativamente maior que seu antecessor por dentro e por fora: o entre-eixos cresceu 9,4 cm para chegar aos 2,56 metros, e as bitolas aumentaram 6,2 cm na dianteira (1,525 m) e 49 mm na traseira (1,505 m). O porta-malas cresceu de 280 litros para 351 litros, enquanto o espaço para a cabeça no banco traseiro ficou 30 cm maior.

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Lá fora o comprimento passou a 4,05 m (8,1 cm maior), a largura agora mede 1,75 m (6,3 cm maior). Com dimensões maiores e mantendo a mesma altura, o Polo ganhou uma postura mais assentada, que também deverá reduzir sua transferência lateral de peso, rolando menos que seu antecessor.

 

Não foi apenas a modularidade da plataforma que permitiu o aumento das dimensões, sendo 12  anos mais nova que a PQ 35 da geração anterior (que estreou em 2001), a MQB também usa uma combinação de aço moldado a quente e alumínio no assoalho, uma técnica que ajuda a reduzir o peso — ou ao menos a compensar a maior quantidade de material.

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Na Europa o Polo terá seis versões: Trendline, Comfortline, Highline, Beats, R-line e GTI. Todas elas serão oferecidas apenas na versão quatro-portas, incluindo as duas esportivas. Segundo a Volkswagen, a versão com menos portas era escolhida por somente um terço dos clientes e, além desta queda na demanda, os concorrentes do Polo no Velho Mundo também deixaram de oferecer versões de duas portas.

Em relação ao seu novo visual, o Polo novamente se vale do design evolutivo tradicional dos alemães. Não há uma ruptura com o estilo do antecessor, mas apenas uma modernização completa de um carro que já era bem conhecido. As lanternas mantêm o formato mezzo hexagonal mezzo trapezoidal (mezzo BMW Série 1…), porém agora têm a base mais estreita que o topo. Os faróis também mantiveram suas sete arestas, porém foram redesenhados para ficar mais esguios e passar um ar mais moderno, combinando com a nova grade da Volkswagen, que estreou com o sedã Arteon.

 

Foi no lado de dentro que o Polo passou pelas maiores mudanças. O painel continua ostentando instrumentos físicos, porém agora há a opção do Active Info Display, a versão da Volkswagen para o Virtual Cockpit lançado pela Audi. A porção central do painel agora é mais voltada para o motorista e a central multimídia subiu para o topo, trocando de lugar com as saídas de ar do sistema de climatização, que agora ficam logo acima dos comandos de temperatura. O console central também recebeu uma plataforma wireless de carregamento de celulares.

Sendo um carro feito para a década de 2020, o Polo também ganhou todas aquelas tecnologias modernas de assistência ao motorista, como frenagem de emergência automática, monitoramento de pedestres e sistema de prevenção de colisão frontal.

Sob o capô o Polo poderá ter quatro motores a gasolina e somente uma opção de motor a diesel, evidentemente um reflexo do dieselgate. Eles serão combinados a câmbios manuais de cinco e seis marchas, além do automatizado de sete marchas com embreagem dupla para as versões mais potentes.

Os motores oferecidos na Europa serão duas versões do 1.0 MSI aspirado de três cilindros, uma com 65 cv e outra com 75 cv; duas do 1.0 TSI, com 95 cv e 115 cv; o novo 1.5 TSI de 150 cv e o 2.0 TSI de 200 cv para o Polo GTI.

No Brasil o carro deve ser apresentado no final do ano, e terá uma oferta de versões, motores e equipamentos um pouco diferente, como já era esperado. É provável que ele seja oferecido apenas com o motor 1.6 16v MSI de 125 cv e com alguma variação do 1.0 TSI.

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As versões deverão ser apenas Comfortline, Trendline e Highline, descartando as outras três oferecidas na Europa. A possibilidade de um Polo GTI também nos parece remota, a menos que a Volkswagen decida substituir o Golf GTI pelo Polo GTI. Oferecer ambos é algo improvável.

A Volkswagen disse que não irá tirar o Fox de linha com a chegada do Polo. O novo modelo será posicionado abaixo do Golf e acima do Fox. Isso significa que as linhas de Fox e Golf deverão perder algumas versões para não espremer o novo Polo.

Com o Fox terminando nos R$ 64.500 e o Golf começando nos R$ 78.130, o Polo deverá ser posicionado entre R$ 65.000 e R$ 80.000, matando a versão de topo do Fox e o Golf 1.6 MSI de entrada.

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