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Achados meio perdidos

Este Ford Ka com motor 2.0 de 220 cv tem história nas pistas – e pode ser seu

Quase todo entusiasta sabe que o Ford Ka de primeira geração é um hatch pequeno com muito potencial — ainda que alguns relutem em chamá-lo de esportivo na versão XR  — e mesmo com motor 1.0, seu comportamento dinâmico favorece uma tocada animada.

A fórmula para entender as qualidades do Ka é simples: o carro é leve, pesando originalmente menos de 870 kg, tem entre-eixos curto e balanços quase inexistentes (o que melhora a estabilidade direcional) e um acerto de suspensão muito bom. Sendo assim, mesmo com o motor 1.0 de 65 cv ele já empolga, e ainda mais com o 1.6 de 95 cv das versões Action e XR. E que tal um motor 2.0 de 220 cv?

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É exatamente o caso deste carro — um Ford Ka branco que, em 2001, foi preparado e pilotado por Leandro de Almeida na 29ª edição das Mil Milhas Brasileiras. O volante foi dividido com Sérgio Louzão e, embora o carro tenha abandonado a prova com 70 voltas completadas (uma mangueira de água rasgou quando o carro passou por cima de uma peça na pista, como conta o Blog da Mil Milhas), sua excelência foi constatada quando virou 1:56,141 em uma das voltas de classificação.

Depois da corrida, o carro ainda participou de algumas provas antes de abandonar as pistas por falta de patrocínio. O Ka, então, ficou guardado em um depósito até que, em 2009, foi comprado pelo piloto e preparador Roberto Amaral, o Coruja. Foi ele quem colocou o carro de volta às pistas em 2010, com sua filha Roberta “Corujinha” Amaral e Danilo Gaidarji revezando o volante nas provas no circuito de endurance paulista, participando de provas como os 500 Km de Interlagos e corridas na categoria Força Livre Turismo B, para carros com motores de quatro cilindros, no Campeonato Paulista de Automobilismo.

E o motor, no caso, é um Zetec 2.0 vindo de um Ford Mondeo. Com comando “bravo” e dois carburadores Weber de 45 mm horizontais (preparação mais barata e simples, sem necessidade de realizar ajustes no sistema de injeção eletrônica), o motor a gasolina rende 220 cv e é acoplado ao câmbio manual de cinco marchas original do carro — naturalmente, retrabalhado com relações mais curtas e componentes reforçados.

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Completam o pacote suspensão preparada (geometria retrabalhada e ball joints em vez de buchas) e um abrangente alívio de peso: a maioria dos componentes do carro (portas, capô, para-lamas, tampa do porta-malas) é de fibra e vidro, e com isto o carro agora pesa 770 kg — uma redução de quase 100 kg.

O conjunto rende muito bem, e o carro sempre vira dois ou três segundos abaixo dos dois minutos em Interlagos, além de atingir mais de 200 km/h no fim da reta dos boxes quando calçado com pneus slick.

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Por falta de tempo, Coruja manteve o carro parado nos últimos meses, mas sempre com manutenção em dia para uma eventual volta às pistas. Agora, ele decidiu que esta volta deverá acontecer com um novo dono, e garante que ele só precisará colocar gasolina no tanque e correr (e consertar o vigia traseiro). O carro já está de acordo com o regulamento da Federação de Automobilismo de São Paulo.

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E quanto pedem por ele? R$ 35 mil — para nós, um valor justo, visto que este é um carro de corrida com história, muito bem acertado e conhecido no meio. Além disso, certamente o custo de montagem, preparação e acerto de um carro como este feito do zero seria bem superior.

Se você se interessou, pode entrar em contato com Coruja pelo telefone (11) 9 9915-5667 ou pelo email [email protected].

[ Sugestão de Gustavo Loeffler ]

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