Este Ford Maverick com motor V8 302 e customização leve está à venda

Dalmo Hernandes 21 janeiro, 2018 0
Este Ford Maverick com motor V8 302 e customização leve está à venda

Há exemplares de todas as gerações do Ford Mustang no Brasil, mas ele só começou a ser vendido no Brasil de forma oficial neste ano. No entanto, na década de 1970 tivemos uma alternativa mais do que digna: o Maverick, ainda que o mesmo só tenha sido lançado em 1973, nove anos depois do ‘Stang e cinco anos depois do Chevrolet Opala, que iria se tornar seu maior rival.

Vendido por apenas sete anos, saindo de linha em 1979, o Maverick é um carro bem mais raro que o Opala, e por isso costuma custar bem mais caro. É por isso que o Achado Meio Perdido de hoje, um Maverick 1976 com motor V8 e algumas modificações estéticas, nos parece tão interessante.

A história do Maverick é conhecida, mas aqui vai um pequeno refresco para sua memória, por via das dúvidas. Feito sobre a plataforma do Ford Falcon (tal como o Mustang), ele foi lançado em 1970 no Brasil para enfrentar o Chevrolet Nova e o Dodge Dart, seus dois grandes rivais locais. Mas, sendo considerado um carro compacto para os padrões americanos, também brigava com uma vasta seleção de carros importados – caras como o VW Beetle, o Toyota Corolla, o Honda Civic (a partir de 1973) e o Datsun 240Z. Pois é, o Maveco brigou com o Fusca nos Estados Unidos!

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Por seu posicionamento mais abrangente e acessível, o Maverick tinha versões de duas e quatro portas. A Ford deu a ele um perfil arrojado, em uma tentativa de conquistar pela esportividade, e foi também com este pensamento que a divisão brasileira resolveu lançá-lo por aqui – era como se ele tivesse sido feito sob medida para encarar o Opala. E foi por isso que, de início, a Ford só o ofereceu com motores seis-em-linha de três litros e 112 cv brutos; e V8 de cinco litros e 199 cv brutos. O primeiro era o mesmo do Aero-Willys, enquanto segundo era um motor montado na fronteira com o Canadá, na cidade de Cleveland, estado do Ohio, e por isso era conhecido por este nome.

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O quatro-cilindros de 2,3 litros, com comando simples no cabeçote de fluxo cruzado, só veio em 1975 para substituir o arcaico seis-em-linha – dizia-se que este último “andava como um quatro-cilindros e bebia como um V8”, e a troca foi muito bem vinda do ponto de vista técnico. Para o público, porém, a troca não valeu a pena: seus 99 cv brutos (87 cv líquidos) estavam aquém da expectativa do mercado, e com isto as vendas jamais decolaram. E é por isso que é tão comum encontrar exemplares do Maverick quatro-cilindros com swap para motor V8.

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É o caso do nosso Achado meio Perdido de hoje, que um dia teve o quatro-cilindros 2.3 no cofre e hoje exibe, orgulhoso, um V8 302 com tampas de válvula cromadas da Edelbrock e carburador Quadrijet. A dona do carro, Andreia Lara, de Curitiba/PR, conta que o carro jamais foi passado no dinamômetro, mas acredita que a potência atual fique em torno de 210 cv.

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Andreia conta que o Maverick pertencia a um amigo e que a compra, em março de 2016, foi a realização de um sonho de infância. Ela conta que, desde que comprou o carro fez algumas modificações, como a compra de um jogo de rodas Alloy (usadas pela Stock Car na década de 1980), de 14 polegadas na dianteira e 16 polegadas na traseira, sendo que estas têm 10 polegadas de largura e a instalação das lanternas traseiras do Ford Mustang Mach 1 da década de 1970 – estas, sempre bastante populares entre os donos de Maverick. O spoiler traseiro foi inspirado pelos Maverick de competição dos anos 70, e também lembra o do Chevrolet Camaro de segunda geração. Na nossa opinião, caiu bem.

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A proprietária do pony car brazuca diz, ainda, que o swap de motor está devidamente legalizado no documento do carro e que o cofre foi reforçado – quando se coloca o motor V8 em um Maverick quatro-cilindros, é preciso reforçar o cofre com uma “parede” de metal soldada nas torres.

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O Maveco ainda teve a pintura toda restaurada em novembro do ano passado. O interior possui bancos do tipo concha revestidos em couro e está muito bonito, diga-se.

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Andreia diz que utiliza o carro todos os fins de semana, e acredita que este é o segredo para mantê-lo funcionando bem e sem dores de cabeça. Diz também que tem outro Maverick, um GT 1977, e que infelizmente não pode ficar com os dois – este é o motivo da venda. Se ficou interessado, é só clicar aqui para acessar o anúncio e entrar em contato com ela para esclarecer quaisquer dúvidas.

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