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FlatOut!
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Achados meio perdidos

Este Gol GTS é mais um clássico esportivo nacional a um preço justo

O Gol GTS é um desses carros que trazem um equilíbrio perfeito entre visual, história e desempenho, e por esta razão ele é um carro muito procurado. É difícil encontrar um exemplar bem conservado a um preço justo — já perdemos as contas de quantas vezes dissemos isso de formas diferentes —, mas o nosso Achado Meio Perdido de hoje é uma agradável exceção.

O Gol GTS foi lançado em 1987, ano em que o Gol sofreu sua primeira reestilização. O carro ganhou lanternas maiores, para-choques de plástico envolventes e uma nova frente. Naturalmente, a versão esportiva GT também mudou — e bastante.

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Na prática, o Gol GTS é um GT atualizado, porque o motor 1.8 e o câmbio de cinco marchas são praticamente idênticos. Visualmente, contudo, as mudanças eram bem maiores do que a adição de um “S” ao emblema: o carro ganhou um aerofólio na traseira, soleiras escurecidas nas laterais, os faróis mais largos usados na Parati e no Voyage e novas rodas — as famosas “pingo d’água”.

Agora, aos números: o motor 1.8 tinha 99 cv declarados (na prática, a potência ficava na casa dos 105 cv) e era capaz de levar o GTS de 0 a 100 km/h em 11 segundos, com máxima de 166 km/h — no mínimo empolgante, embora não exatamente uma máquina capaz de te matar de emoção. Contudo, o visual diferenciado do GTS conquistou muita gente, além de dar uma prévia de como seria o Gol GTi, lançado no ano seguinte — este sim, um Gol rápido de verdade, com motor 2.0 de 125 cv com injeção eletrônica — o primeiro no Brasil.

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O Gol GTS das fotos é um dos exemplares fabricados em 1987, algo que o torna naturalmente mais raro. O ano é identificável visualmente pelo painel, que ainda é do modelo antigo —a  Volkswagen só introduziu os dois painéis distintos (o normal e o chamado “satélite”) para o ano/modelo de 1988.

O carro, anunciado no Bom Negócio, está bem conservado e bastante original por fora e por dentro. O interior traz até mesmo os tecidos originais, algo raro de se ver hoje em dia, embora o banco do motorista precise de reparos. O dono afirma que a lataria está em perfeitas condições, bem como a suspensão e o motor, que “viaja para qualquer lugar”. Um dos poucos detalhes não-originais é o conta-giros no painel, que é uma peça aftermarket — o anunciante diz que, apesar disso, este carro ainda pode ser um forte candidato à placa preta, estando apto a recebê-la a partir de 2017.

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O preço, contudo, é a melhor notícia deste post: R$ 14.900 — mais do que normalmente se aceitaria pagar por um carro de quase 30 anos, mas bem menos do que a média do mercado para esportivos nacionais clássicos. Você encararia?

[ Bom Negócio. Sugestão de Neidaril Ruthes Junior ]


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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