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Achados meio perdidos

Este Mercedes-Benz 220S “Fintail” pode ser seu novo clássico alemão

Hoje em dia, para comprar um Mercedes-Benz mais caro e luxuoso que o Classe S, é preciso apelar para a Maybach – e desembolsar, no Brasil, quase R$ 1,5 milhão por uma unidade entregue sob encomenda. Já o Classe S comum parte de R$ 843.000. É o tipo de carro que muitos só poderão sonhar em ter.

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Por outro lado, as gerações mais antigas do Classe S estão bem mais acessíveis a pobres mortais – o que vale até mesmo para os modelos fabricados antes da adoção do nome “Classe S” — e elas contam um pouco da evolução tecnológica dos automóveis. Um bom exemplo é o nosso Achado meio Perdido de hoje: um Mercedes-Benz W111 fabricado em 1960. Muito original, bem conservado e com placa preta, o carro está anunciado no GT40. E ele pode ser o seu primeiro – ou seu próximo – clássico alemão, pelo preço de um sedã compacto bem equipado.

O primeiro Mercedes-Benz a ser chamado oficialmente de Classe S foi o W116, lançado em 1972. Curiosamente, ele trazia para seu design um elemento geralmente encontrado nos carros norte-americanos da década de 1950: as “barbatanas” destacadas nas laterais do porta-malas. Elas eram mais discretas  que num Chevrolet Bel Air, digamos, mas estavam ali – e não foram vistos em nenhum outro modelo da linhagem, antes ou depois. Por conta daqueles elementos, o W111 ficou popularmente conhecido como Fintail, em inglês; Heckflosse, em alemão; ou “Rabo de Peixe”, em português. Na época, a Mercedes-Benz disse que não se tratava apenas de estilo – as “barbatanas” tinham a função de posicionar a traseira do carro nos retrovisores.

A designação W111 era utilizada para as versões de seis cilindros carburado. Os carros com quatro cilindros receberam o código W110, e os com motor de seis cilindros injetado eram chamados W112.

Na ocasião de seu lançamento, em 1959, o Mercedes W111 usava o seis-em-linha M127, de 2,2 litros – um motor robusto, com bloco de ferro fundido e cabeçote de alumínio e carburação dupla. Embora tivesse “apenas” 95 cv, o seis-em-linha era capaz de levar o sedã (com seus cerca de 1.450 kg) até os 160 km/h, caso fosse acoplado ao câmbio manual de quatro marchas com alavanca na coluna. Com câmbio automático, a velocidade máxima era de 155 km/h.

Além de ser um dos precursores do Classe S, o W111 também teve um papel importante no nascimento da AMG. Na década de 1960, o programa de automobilismo da Mercedes usava o W111 e o W112 nas competições, e os engenheiros Hans-Werner Aufrecht e Erhard Melcher trabalhavam na equipe. Quando o programa foi encerrado, foi o W111 que serviu de base para que os colegas fundassem a Aufrecht Melcher Großaspach, ou AMG.

O carro anunciado no GT40 pertence a Denis, de São Paulo/SP – que já teve outros carros mostrados no quadro. Denis nos conta algumas curiosidades interessantes sobre o carro, como a presença dos carburadores Solex da Weber: eles só foram usados nos exemplares fabricados até meados de 1960. Depois disto, a Mercedes os substituiu depois por carburadores Zenith, que foram usados até a adoção da injeção de combustível.

Denis também observa que o Mercedes está em excelente estado de conservação e apresenta um bom nível de originalidade: por fora, todos os frisos, emblemas e demais detalhes de acabamento são originais, bem como faróis, lanternas, maçanetas e para-choques. O mesmo vale para o lado de dentro do carro, que traz diversos itens originais preservados, como o volante, elementos estéticos do painel e o curioso quadro de instrumentos vertical. Há também um rádio Becker, modelo Europa, convertido para sintonizar FM e acompanhado do manual do proprietário.

O motor, segundo Denis, está revisado, bem como todos os outros componentes mecânicos – o proprietário garante que o carro roda, freia e faz curvas muito bem para seus quase 60 anos de idade. O mesmo vale para o sistema elétrico, que foi todo refeito.

Se você procura um Mercedes-Benz clássico para colecionar e curtir nos fins de semana, este W111 pode ser um excelente candidato – especialmente se o seu negócio é originalidade. Não é difícil encontrar um exemplar íntegro dos modelos da década de 1970, mas muitos deles, pelo bem da manutenção mais barata, tiveram o motor original trocado pelos quatro-cilindros ou seis-em-linha do Chevrolet Opala. O que certamente reduz custos mas, de certo modo, altera a personalidade do carro.

Caso você tenha se interessado pelo Mercedes-Benz W111 de Denis, é só clicar aqui para acessar o anúncio e pegar seus contatos.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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